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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 226

É engraçado como algumas coisas conseguem mudar em pouco tempo. Dois dias, para ser exata.

Não, não estou dizendo que Blake e eu viramos melhores amigos após aquele jantar. Mas mentiria se dissesse que não houve uma pequena mudança.

Por exemplo, ele agora me chama mais de Sophia, deixando o sobrenome reservado para as explicações dos inúmeros protocolos. A presença dele também já não parece uma invasão constante.

Mas isso não significa que desisti do meu plano. Não. Continuo obstinadamente determinada a tirá-lo do meu apartamento.

Coloco meus tampões de ouvido e aumento o som. Abro e fecho portas sem motivo aparente. Ando pelo apartamento como se estivesse sempre prestes a fazer algo que ele precisa impedir.

Pequenas coisas constantes, irritantes… e completamente ignoradas.

Porque Blake não reage. Ele observa, se adapta, contorna. Como se tudo que eu faço fosse só mais uma variável dentro de um cálculo que ele já resolveu.

Mas, apesar de tudo… há algo diferente entre nós agora. Não é amizade, nem nada que eu saiba nomear.

É só… mais fácil.

E, por enquanto… é o suficiente.

— Srta. Sinclair — Blake chama, interrompendo meus pensamentos.

Pisco algumas vezes, desviando o olhar da xícara, e o encontro na entrada da cozinha, segurando meu notebook.

— Você tem uma chamada de vídeo — continua, colocando o notebook na ilha, à minha frente.

Assinto, já sabendo que é o meu irmão. Ou Blake não teria me chamado pelo sobrenome.

Olho a tela e vejo o rosto da Ivy, com aquele sorriso que sempre parece realmente feliz de me ver. Ao lado, com a mão no ombro dela, está Lucas.

— Sophia! — ela exclama, se inclinando para frente. — Como você está?

— Presa num apartamento em Chicago com um homem impossível — respondo, pegando o café. — Fora isso, ótima.

— Sophia — ele diz, acenando levemente. — Já está causando problemas aí?

— Eu? Nunca. Estou sendo um exemplo de comportamento.

— Espero mesmo que esteja cooperando — ele murmura, sério demais.

— Cooperando é uma palavra muito forte. Estou… coexistindo. Com resistência, mas coexistindo.

Ivy ri baixinho, e isso me faz sentir, por um segundo, como se eu não estivesse a quase mil e trezentos quilômetros de distância.

Abro a boca para continuar me defendendo, mas paro quando Oliver e Liam aparecem correndo, vindo na direção deles.

— Titia! — Oliver exclama, se aproximando da tela com a boca aberta. — Olha, tô sem um dente!

Solto uma risada automática, me inclinando mais perto do notebook.

— Deixa eu ver — digo, apoiando o queixo na mão. — Meu Deus, você realmente está banguela.

— Sim, e…

— Tia Sophia — Liam interrompe, colocando o braço na frente do rosto do Oliver —, eu ralei o cotovelo na escola ontem.

— Calma, um de cada vez — rio, apontando para a tela. — Primeiro o desdentado, depois o drama.

Encosto na cadeira, ainda sorrindo, sentindo aquele aperto leve no peito que sempre vem quando vejo todos eles. Especialmente juntos.

Por alguns minutos, Liam e Oliver disputam minha atenção, seja para contar alguma arte que aprontaram ou simplesmente falar sobre um desenho.

Quando julgam suficiente, os dois saem correndo, finalmente deixando os pais terem a minha atenção.

— Como está sendo com o Reeve? — Lucas pergunta, direto.

— O de expulsar o deus grego.

— Em fase de testes — murmuro, apoiando o queixo na mão. — Avaliando pontos fracos.

— E encontrou algum?

— Nenhum. Ele é literalmente à prova de tudo. Devia vir com manual.

— Então talvez esteja na hora de mudar de abordagem.

— Não começa — aviso, estreitando os olhos.

Tiffany não insiste. Só olha para a tela do notebook, claramente se segurando para não continuar provocando.

Trabalhamos por quase duas horas. Documentos, ligações, um relatório de fluxo de caixa que me consome tempo suficiente para eu esquecer, temporariamente, que estou presa dentro desse apartamento.

Então, minha concentração é interrompida pelas vozes baixas vindas da sala.

Blake e um dos homens falam num tom contido, daquele jeito específico de quem não quer ser ouvido, mas precisa comunicar algo.

Levanto os olhos do notebook.

— Já volto — digo para Tiffany, que levanta a cabeça, curiosa, mas não pergunta nada.

Me levanto devagar e caminho pelo corredor até a sala, onde Blake está ao telefone, enquanto o outro segurança observa o painel de segurança próximo à porta.

Paro ao lado dele e olho a tela, que exibe as câmeras externas em sequência. A imagem da entrada do prédio me faz arquear a sobrancelha.

Reconheço quem está parado lá embaixo.

— O que ele está fazendo aqui? — murmuro, olhando rapidamente para Blake.

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