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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 222

O silêncio que se segue dura exatamente o tempo que levo para decidir se deixo passar ou não.

E, mesmo com meu rosto pegando fogo pelo flagrante, não deixo.

— Por que você está ouvindo nossa conversa?

— O trabalho me obriga a estar atento a tudo — responde, sem o menor traço de culpa. — Inclusive conversas que podem resultar em uma tentativa de fuga.

Tiffany não aguenta. A risada que ela estava segurando desde o início finalmente escapa, alta e espontânea, ecoando pela cozinha.

— Desculpa — ela diz, sem parecer minimamente arrependida. — Mas preciso me defender. Eu não faria nada que colocasse a Sophia em risco. Isso inclui qualquer plano de fuga, caso alguém estivesse tramando um.

— Isso é o mínimo, Srta. Lawson, mas…

— Sr. Reeve — interrompo, antes que ele resolva fazer uma verificação de antecedentes da Tiffany agora mesmo. — Já que estava ouvindo nossa conversa, sabe que estamos trabalhando e falando mal de você. Não há nenhuma fuga sendo planejada, então… pode nos deixar em paz?

Blake fica em silêncio por um momento, como se estivesse calculando se meu pedido é razoável ou uma armadilha.

— Estarei na sala — diz, por fim.

— Que surpresa — murmuro.

Ele dá um passo para trás e, assim que vira as costas, faço a careta mais exagerada que consigo.

Tiffany ri de novo.

— Isso foi infantil — ela diz, quando ele desaparece no corredor.

— Foi. Mas não me arrependo nem um pouco — respondo, largando o bagel sobre a bancada. — É que ele tem uma facilidade impressionante de me tirar do sério que nem eu me reconheço às vezes. Será uma habilidade específica ou ele simplesmente nasceu assim?

— Ou… — começa, com um sorriso debochado — é seu subconsciente que já percebeu o quanto esse homem é tentador. Só falta você aceitar isso.

— A única coisa que o meu subconsciente quer é encontrar uma maneira de expulsá-lo de vez para o apartamento ao lado — digo, revirando os olhos. — Que é exatamente onde ele deveria estar.

— Apartamento ao lado?

— O restante da equipe está lá — explico, gesticulando vagamente na direção da parede. — Tem um apartamento inteiro cheio de homens treinados e pagos para isso. Blake deveria estar com eles, coordenando tudo de lá, não dormindo aqui do lado do meu quarto como se eu fosse fugir pela janela às três da manhã.

— E você não vai?

— Tiffany.

— Estou só perguntando.

— Por acaso esqueceu que estamos no décimo oitavo andar? — pergunto, levantando a sobrancelha. — Não vou fugir, mas também não vou desistir de levá-lo ao limite até ele cansar e atravessar essa porta sozinho.

Ela inclina a cabeça, pensativa, e então o sorriso se abre devagar, daquele jeito que me diz que ela entrou no jogo.

— Tá bom — diz, acomodando os cotovelos na ilha. — Então, me conta. O que você já tentou?

Dou um gole no latte, respirando fundo antes de começar a listar tudo o que já fiz até aqui. Quando termino, ela ri, claro.

— Humm — ela faz, sem dizer mais nada.

— Não faz esse som.

— Não fiz nada.

— Fez sim — rebato, pegando os papéis de volta. — Só não sei se foi porque está pensando em algo que realmente funcione ou se está me julgando.

Ela considera por um momento, realmente avaliando se deve me ajudar.

— Música clássica — diz, por fim. — Alta. Muito alta. Violinos dramáticos às três da manhã. Aqueles que fazem parecer que alguém vai morrer a qualquer momento.

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