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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 19

Deito ao lado de Oliver na cama dele, observando as estrelinhas fluorescentes grudadas no teto.

Elas brilham fraquinho no escuro, formando constelações que ele jura serem “100% cientificamente precisas”.

Não parecem ser, mas… quem sou eu para desmentir um futuro astronauta?

— Ivy? — Ele chama, meio sonolento, finalmente.

— Oi, pequeno.

— Você acha que um dia vou mesmo pra Lua?

— Tenho certeza — respondo, sorrindo mesmo que ele não veja.

— E você vai comigo?

— Se me convidar… talvez eu vá.

Ele murmura algo incompreensível e se vira, abraçando o foguete de pelúcia. Poucos minutos depois, a respiração dele fica lenta.

Dormiu.

— Finalmente — sussurro, aliviada.

O presente da Sophia deixou o menino em modo turbo a tarde inteira. Montamos o foguete por horas, fizemos uma missão espacial improvisada, salvamos Marte…

Um caos. Mas um caos feliz.

Me levanto devagar, ajeito o cobertor sobre ele e saio do quarto sem fazer barulho.

Fecho a porta com cuidado e suspiro, encostando na parede do corredor.

Meu estômago ronca. Alto.

— Ótimo — murmuro, passando a mão no rosto.

Não almocei direito, porque a pizza com Sophia e Oliver foi mais “monitorar criança elétrica” do que comer.

No jantar, ele quis aproveitar que o pai chegou mais cedo. Como consequência, mal toquei na comida. Estava ocupada demais ignorando os olhares disfarçados de Lucas.

Agora estou morrendo de fome, mas já passa das 22h.

E Lucas provavelmente está lá embaixo no ritual de relaxamento dele: whisky, silêncio e zero paciência para invasores.

Respiro fundo.

— Não, Ivy. Hoje não — sussurro, balançando a cabeça. — Já tive emoções suficientes essa semana.

Entro no meu quarto, fecho a porta e vou direto para o banho. A água quente ajuda no cansaço, mas não na fome.

Saio, coloco o pijama, apago a luz e me jogo na cama.

O estômago reclama de novo, mas ignoro.

— Amanhã nós comemos — sussurro, puxando o cobertor até o queixo.

Fecho os olhos e, lentamente, o cansaço finalmente vence. Mas não por muito tempo.

Uma voz distante atravessa a escuridão, abafada, como se eu estivesse debaixo d’água.

— Ivy, você precisa ir — a Sra. Lawson repete.

Olho para ela, confusa, enquanto ajeito o vestido preto que parece preto demais. Apertado demais.

Tudo está errado hoje.

— Ivy, querida, você pode ir.

Balanço a cabeça, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos.

— Não consigo.

— Você precisa se despedir dela — ela insiste, segurando meus braços. — Eu cuido do seu irmão, prometo.

Viro para trás e vejo meu irmão no sofá, encolhido, abraçando o boneco do Homem-Aranha. Seus olhinhos estão vermelhos, seu nariz está vermelho…

Tudo nele grita dor.

— Ivy, você vai trazer a mamãe para casa? — ele pergunta, com a voz embargada.

Engulo em seco, segurando meu choro. Preciso ser forte, não posso desmoronar na frente dele. Meu irmão já está sofrendo demais.

— Não, meu amorzinho — digo, secando suas lágrimas. — A mamãe finalmente está descansando.

Ele soluça mais forte.

— Agora somos só você e eu — continuo, passando a mão no cabelo dele. — Como a mamãe pediu, lembra?

Ele respira fundo, tentando ser forte, e então estende o boneco para mim.

19. Quebre Minha Promessa 1

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