“Sophia Sinclair”
Meu corpo ainda está tremendo. Cada músculo parece ter sido usado até o limite.
Minhas coxas doem, minha garganta está arranhada de tanto gemer, e entre as minhas pernas sinto uma ardência gostosa, uma mistura deliciosa de prazer e sensibilidade.
Cada lugar onde Blake mordeu e chupou lateja. Tenho quase certeza de que vou acordar com marcas amanhã.
Mas, sinceramente… eu não me importo nem um pouco.
Tudo o que me importa agora é minha cabeça colada no peito dele, a pele suada grudando na dele.
A respiração dele ainda está pesada, e o braço forte me segura pela cintura como se tivesse medo de que eu escapasse. O cheiro dele me envolve por completo.
Por longos minutos, nenhum de nós fala nada. Só o som das respirações preenche o quarto escuro.
Me mexo um pouco e sinto uma pontada entre as pernas, o que me faz soltar um suspiro baixo, quase um gemido.
Blake percebe, claro. A mão dele desce lentamente pelas minhas costas até parar na curva da minha bunda, apertando de leve. Um toque possessivo que faz meu corpo reagir, mesmo exausto.
— Está doendo? — pergunta, com a voz rouca e baixa, em um tom satisfeito que eu nunca tinha ouvido nele.
— Um pouco — admito, virando o rosto para encará-lo. — Você não pegou leve.
Ele não desvia os olhos dos meus. O jeito como ele me olha mudou, não tem mais o gelo de sempre. Tem algo mais intenso, mais quente, mais… dele.
— Você passou semanas me provocando, Sophia. Testando todos os meus limites, me deixando na vontade agora há pouco — diz, acariciando minha cintura com o polegar. — Achou mesmo que eu ia ser gentil quando finalmente perdesse o controle?
— Não. Eu esperava exatamente isso — respondo, rindo baixinho. — Só não esperava que fosse… mais intenso do que imaginei.
Ainda sorrindo, passo os dedos devagar pelo peito dele, ainda sentindo o ritmo acelerado do coração sob a minha mão.
Blake solta um som baixo, quase uma risada, e me puxa mais para cima dele, até minha cabeça descansar no ombro dele.
Ele acaricia meus cabelos distraidamente, enquanto fica em silêncio, pensando. Respiro fundo, sentindo um frio na barriga. Blake pensando sempre significa que ele dirá algo que não vou gostar.
— Isso muda tudo — ele murmura, finalmente.
— Muda? — pergunto, levantando o rosto para olhar para ele.
Ele passa a mão pela minha testa, tirando uma mecha do meu rosto. O gesto é surpreendentemente gentil, depois de tudo que acabamos de fazer.
— Eu não sou bom nisso, Sophia. Em separar as coisas — ele faz uma pausa longa, como se estivesse escolhendo cada palavra com cuidado. — Meu trabalho é te proteger e manter a cabeça fria. Se eu me distrair… se eu me importar demais… posso falhar. E, se eu falhar, você pode se machucar. Ou pior.


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