Meu coração dispara e tento me afastar, mas as mãos de Lucas continuam firmes na minha cintura, me mantendo no lugar.
— O que foi isso? — sussurro, assustada.
— Provavelmente alguma janela — responde, nem um pouco preocupado.
— Alguma janela? — repito, incrédula. — Lucas, pode ser alguém. Pode ser a Blair.
— Não tem como ser a Blair — responde, se afastando só para me encarar.
Franzo as sobrancelhas.
— Como assim? Você disse que ela foi embora antes da gente.
— Ela foi para um spa em Litchfield. Só volta na segunda-feira.
Fico parada, processando a informação.
— Então… somos só nós três na casa? — pergunto, devagar.
— Exatamente.
Solto uma risada curta, sem humor, descendo da mesa e ajeitando a roupa.
Claro que Blair não estaria em casa. Nenhum homem se arriscaria assim com a esposa por perto.
E, de novo, fui burra o suficiente para me deixar levar. Por que fico tão inconsequente quando estou perto dele?
— Está explicado por que você está tão tranquilo — murmuro, virando para encará-lo. — Você sabe que não corre o risco da sua esposa nos flagrar.
— Quase te fodi em Greenwich, com toda a minha família por perto — ele rebate, erguendo uma sobrancelha. — Acha mesmo que Blair estar aqui me impediria de te trazer para cá?
— Isso não é exatamente um argumento a seu favor, sabia?
— Nunca disse que era — Lucas responde, dando um passo na minha direção. — Só estou sendo honesto.
— Honestamente perigoso — murmuro.
— Você desceu — ele aponta, calmo demais. — Sabendo exatamente no que isso podia dar.
— Desci para conversar.
— E acabou sentada na minha mesa — ele retruca, arqueando a sobrancelha. — Uma conversa bem… física.
Abro a boca para responder, mas fecho de novo. Porque, infelizmente, ele não está errado.
O silêncio se estende por alguns segundos, pesado demais para ser ignorado.
— Afinal, por que você parece mais preocupado comigo do que com a sua própria esposa? — pergunto antes que a coragem me abandone. — Parece mais empenhado em me manter longe do Eric do que em saber onde Blair está ou com quem.
Lucas fica em silêncio por alguns segundos, passando a mão pelos cabelos como se estivesse escolhendo com cuidado o que pode ou não dizer.
— As coisas nem sempre são como parecem, Ivy — responde, por fim.
— O que isso significa?
— Significa que você não entende a situação como ela realmente é — diz, sem rispidez, mas firme.
— Claro que não entendo. Como eu poderia? Eu não sei nada sobre você, Lucas. Nada além do que vejo nesta casa. E você também não sabe nada sobre mim.
— Sei mais do que você imagina — ele diz, me pegando de surpresa.
— Como assim?

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