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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 29

Eduardo

Sentia uma ponta de receio de que o velho pudesse descobrir de onde realmente haviam surgido as notícias sobre o divórcio. Bastara uma nota plantada, um rumor disfarçado em “fofoca de celebridade”, para provocar uma leve oscilação na projeção das ações do grupo antes do IPO. Mínima, quase imperceptível, mas suficiente para deixá-lo em alerta.

Naquela noite, não subiu ao apartamento de Alice. Sabia que a amiga de Vivian faria questão de criar uma confusão. Esperou dentro do carro, enquanto o motorista ajudava Vivian a descer com duas pequenas malas.

Quando a porta se abriu, ele ergueu os olhos e a encontrou. Vivian pareceu surpresa ao vê-lo ali, sentado no banco traseiro.

- Vice presidente - Ela cumprimentou friamente.

A palavra reverberou na mente dele como um soco abafado. Vice-presidente.

Ele insistira, muitas vezes, que ela o tratasse assim em público. Mas agora, soando dentro do carro silencioso, sem platéia alguma, o título parecia uma parede erguida entre eles.

Eduardo lembrou-se de todas as vezes que ela havia retrucado: “Nenhuma esposa chama o marido assim.” Agora, entendia o verdadeiro peso daquelas palavras. Não era respeito. Era distância. Uma barreira calculada.

Manteve o semblante tranquilo, mas por dentro um incômodo latejava. Tentou se convencer de que não passava de um jogo: Vivian estava apenas tentando se mostrar firme, se fazer de difícil. E ele conhecia bem os limites da esposa - não iria aguentar por muito tempo.

O resto do trajeto seguiu silencioso. Antes, ela sempre arrumava assunto para chamar sua atenção, apontava uma vitrine, comentava sobre uma notícia, qualquer detalhe. Agora, Vivian mantinha os olhos fixos no tablet, digitando, atualizando planilhas, como se ele fosse apenas um passageiro a mais. A cada clique, Eduardo sentia o orgulho arranhado.

Chegaram à mansão. Vivian desceu antes que ele pudesse oferecer a mão. Dispôs-se a carregar sozinha as malas, mas Eduardo não aceitou. O gesto virou quase uma queda de braço, um duelo silencioso no meio do corredor. Ele, firme, arrancando-lhe a bagagem das mãos; ela, rígida, tentando manter o controle.

No andar de cima, ao se dirigir naturalmente para o quarto principal - o quarto que sempre compartilharam - foi interceptado pela voz clara dela:

- Não. Vou ficar no quarto de hóspedes.

Ele a encarou, incrédulo. A mesma mulher que sempre buscava qualquer pretexto para ficar perto dele agora impunha distância. Quartos separados? Um riso breve escapou de seus lábios.

- Como quiser. - O tom foi calmo, quase desinteressado.

- Você sabe muito bem o que eu faço. - A voz dele foi baixa, grave, carregada de intenção.

Antes que ela pudesse recuar, ele a segurou pelas coxas, erguendo-a com a naturalidade de quem reivindicava o que era seu. Encostou-a contra a parede, firme, sentindo o corpo dela colar ao dele.

- Me solta! - Vivian protestou, as mãos espalmadas contra o peito dele.

Mas o protesto perdeu força quando Eduardo capturou sua boca.

O beijo começou lento, como uma provocação, um teste. A respiração dela vacilou. Ele aprofundou o beijo, e logo o que era hesitante transformou-se em urgência. Fome.

Vivian tentou resistir, mas os lábios cederam. Eduardo deslizou os dedos pela nuca dela, sentindo o calor familiar, e a puxou ainda mais para si.

Ele não percebera até aquele instante o quanto sentia falta dela. Daquela boca, daquele calor, daquela mulher que sempre fora dele. Uma fome antiga tomou conta. Eduardo mergulhou no beijo com a voracidade de quem precisava recuperar cada segundo perdido.

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