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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 39

Eduardo

Dirigia pela estrada estreita que levava até a casa de campo Braga. As mãos apertavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.

Durante a semana, tentou de todas as formas se convencer de que tudo não passava de hábito, de ciúme irracional. Ignorou-a, evitou cruzar seu caminho, saiu cedo e voltou tarde. Mas, em vez de aliviar o turbilhão dentro dele, só piorava.

Ele não foi preparado para o amor e não tinha ideia do que fazer agora.

Clara, com sua espontaneidade, foi a desculpa perfeita. Pediu que a prima levasse Vivian até a casa de campo, enquanto ele planejava chegar apenas no domingo para a festa do avô, cumprimentar o velho Gilbert e desaparecer sob algum pretexto de negócios. Era um plano covarde, mas o único que lhe parecia suportável.

Até o telefone tocar.

Cristina.

A madrasta falava com a voz cortante, carregada de veneno. Estava furiosa:

- Essa garota não sabe o lugar dela, Eduardo. Já basta ter manchado o nome da família com esse casamento, agora insiste em se portar como se fosse uma de nós. Precisa ser colocada no devido lugar.

Ele não respondeu de imediato. O silêncio foi interpretado como anuência, e Cristina seguiu despejando críticas a Vivian, cada palavra mais cruel que a anterior. Foi quando Eduardo sentiu o sangue ferver.

- Eu chego daqui a pouco. Você não faz nada até lá. - disse em tom baixo, carregado de ameaça.

Não esperou mais nada. Desligou e pegou a estrada.

Ao chegar à casa de campo, foi recebido por um clima tenso. Um funcionário avisou que sua madrasta o esperava no escritório do avô. Eduardo entrou sem bater, encontrando Cristina sentada elegantemente, ao lado de seu pai, Pedro, e do patriarca Gilbert.

- Até que enfim. - Cristina ergueu uma sobrancelha fina. - Chamei vocês aqui porque precisamos falar sobre o comportamento recente de Vivian.

Eduardo manteve-se de pé, os olhos gelados.

- Cuidado com o que vai dizer.

- Ela é inadequada, Eduardo. - Cristina cruzou as pernas, sorrindo de lado. - Não se trata apenas de vir de uma classe baixa. Ela se recusa a cumprir seu papel. Deveria estar supervisionando, cuidando de nós, atendendo aos pedidos da família… mas se porta como se fosse uma simples convidada. Ela não sabe de suas responsabilidades como anfitriã.

Pedro tentou suavizar:

- Cristina só está preocupada com a imagem da família.

Mas Eduardo não ouviu. Sentiu a raiva crescer, queimando cada centímetro da sua paciência.

- Imagem? - riu sem humor. - Quer mesmo falar sobre imagem, Cristina? Você, que foi vendida à minha família quando a sua estava falida, acha que tem o direito de julgar alguém?

O rosto da madrasta empalideceu.

- Como se atreve…

- Eu já me cansei. - Eduardo se aproximou da mesa, apoiando as mãos com força. - Se alguém aqui ousar intimidar Vivian novamente, eu tô fora. Largo a família, largo a empresa.

O silêncio foi instantâneo.

Do carro, Eduardo observava Vivian. Ela ria, batia palmas acompanhando a música, girava a cabeça de um lado para o outro com os cabelos soltos. Parecia viva. Livre.

Ele poderia suportar o fato de ela lhe dirigir a palavra apenas por educação. Poderia suportar que fingisse não notar sua presença. Mas quando um homem - um morador local, provavelmente - se aproximou dela e a puxou para dançar, toda a sua razão foi engolida pela fúria.

Eduardo saltou do carro sem hesitar.

Atravessou o bar com passos firmes. Os olhares se voltaram para ele, murmurando o sobrenome que carregava como coroa e condenação.

Vivian mal teve tempo de reagir. Um segundo estava rindo, no outro estava sendo erguida no ar, jogada sobre o ombro dele como se fosse uma boneca.

- Eduardo! - ela protestou, batendo contra as costas dele. - Me solta agora!

Mas ele não parou.

Passou pela multidão, indiferente aos olhares perplexos, e seguiu até a saída. O homem que tentara dançar com Vivian ficou imóvel, assustado, sem coragem de enfrentar um Braga.

Vivian se debatia, mas Eduardo a segurava com firmeza. Quando ela ergueu a mão para bater nas costas dele mais uma vez, ele reagiu com um tapa no bumbum dela, seco, autoritário.

- Fica quieta. - sua voz saiu grave, dominadora. - Você não tem ideia do que está fazendo comigo.

Apesar dos movimentos bruscos, ele a baixou até o banco de passageiros do carro com delicadeza.

- Você pode me odiar o quanto quiser, Vivian. - ele disse, a voz baixa e rouca, enquanto afivelava o cinto de segurança dela. - Pode me ignorar, fingir que não me vê. Mas outro homem… outro homem nunca vai encostar em você.

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