Entrar Via

A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 47

Eduardo

Nos primeiros dias depois do acidente, Eduardo quase não dormiu.

Quando finalmente cedia ao cansaço, o sono o traía.

Os pesadelos sempre o levavam de volta à estrada — a noite fria, o cheiro de gasolina, o sangue escorrendo pelo rosto de Vivian enquanto ele gritava o nome dela sem resposta.

Acordava sempre da mesma forma: suando, o peito em chamas, com a certeza de que não conseguiria sobreviver se ela morresse.

Mas Vivian estava se recuperando — e o rejeitava com a mesma determinação de quem decide apagar um incêndio.

Ele fez tudo o que pôde.

Trouxe uma equipe médica de ponta da capital: especialistas em ortopedia e reconstrução. Tudo sem que ela soubesse, temendo que recusasse o tratamento se descobrisse.

Como fora expulso do quarto por ela, alugou o quarto ao lado.

Quis falar algo, explicar, pedir perdão talvez — mas se manteve afastado. A prioridade era sua recuperação.

A mulher que dormia no leito ao lado era uma estranha.

Os traços eram os mesmos, mas os olhos — quando o fitavam — já não tinham a doçura de antes.

Recusava suas visitas, suas flores, suas tentativas de conversa.

Em compensação, Matheus, Lucas e seus outros amigos eram recebidos como heróis.

Entravam no quarto sorrindo, trazendo livros, chocolates, histórias do mundo lá fora.

Ela ria.

E cada risada de Vivian ecoava no peito de Eduardo como um castigo.

Para não se afastar em nenhum momento, transformou o pequeno quarto em um escritório improvisado — o notebook sobre a mesa, pilhas de relatórios ao lado.

Os enfermeiros já se acostumavam à sua presença: um homem imponente, de olhar cansado, que não saía do hospital e mal lembrava de comer.

Todos ao redor de Vivian o faziam perceber que não era bem-vindo.

Vicente passou alguns dias em observação; o olhar decepcionado que lhe lançou no corredor doeu mais do que qualquer repreensão.

Dona Helena, que o tratara como um filho, agora o ignorava.

E o pai dela, então…

Mesmo depois de tudo, ele não foi embora.

Havia algo quase insuportável em vê-la se afastar sem dar um passo.

Mas o que o derrubou de vez foi o que Alice contou:

Vivian assinara a procuração.

O divórcio estava a caminho.

Não foi o documento que o destruiu — foi o que entendeu naquele instante.

Ela não apenas queria ir embora.

Ela já tinha ido.

Naquela tarde, estava em uma videoconferência com os diretores do grupo.

A voz de um dos gerentes soava distante, abafada pelo zumbido do ar-condicionado. Eduardo tentava se concentrar, mas o olhar voltava sempre para a parede fina que o separava de Vivian.

Sabia em que horas ela tomava os remédios, quando dormia, quando recebia visitas.

Até que uma voz conhecida — aguda, irritantemente familiar — atravessou a parede como uma lâmina.

Elisa.

“O que diabos aquela mulher estava fazendo ali?”

Eduardo congelou.

— …eu só quero te ajudar. Conheço diversos cirurgiões plásticos, você não precisa ficar mutilada. — dizia Elisa, com aquele tom teatral. — A aparência, para nós mulheres, é tudo…

O som da voz dela fez Eduardo fechar o notebook com força.

A reunião seguiu sem ele.

Levantou-se, atravessou a pequena distância que os separava e empurrou a porta do quarto ao lado sem bater.

Vivian estava pálida, apoiada nos travesseiros.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor