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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 50

Vivian

O sol da manhã iluminava a galeria de maneira suave, refletindo nas obras dispostas com cuidado ao longo do espaço. Vivian caminhava pelos corredores, ajustando etiquetas, revisando contratos e conferindo os e-mails de artistas internacionais que chegavam diariamente. Dois meses haviam se passado desde o divórcio e, surpreendentemente, a vida parecia finalmente ter encontrado algum ritmo.

Ela respirou fundo, sentindo o ar fresco misturar-se ao cheiro de tinta e madeira polida. A galeria estava viva. As cores das telas, as texturas das esculturas, os detalhes nas instalações - tudo parecia pulsar com uma energia que ela não sentia há meses. Trabalhar ali, ao lado de Matheus, era mais do que um emprego: era reconstrução.

- Bom dia, Vivian - disse Tomas, surgindo atrás dela com a habitual pastinha de papéis. - Recebi retorno de alguns curadores internacionais sobre a próxima exposição. Precisamos definir quem confirma participação até o fim da semana.

- Bom dia, Tomas. - Vivian sorriu, tentando manter a energia leve, mas consciente do turbilhão que ainda se alojava em seu peito. - Vamos organizar a agenda e enviar os convites amanhã. E, por favor, cuide para que nenhum detalhe do transporte de obras se perca.

Tomas assentiu, sempre profissional, e se afastou, deixando Vivian sozinha entre as obras e a suave luz da manhã. Voltou ao escritório e fechou os olhos por um instante. A cicatriz no ombro ainda doía, mas o pior já havia passado. Recuperada, havia conseguido o divórcio de Eduardo, que, em silêncio absoluto, havia transferido cem milhões para ela e desaparecido da vida pública. Vivian soube, no dia em que Alice entregou a certidão, que ele só assinara após ser ameaçado com o vídeo do contrato pré-nupcial. Desde então, as notícias sobre ele vinham apenas pelos jornais corporativos: IPO, expansão da empresa, mas nunca uma aparição pessoal. Pedro Braga, o pai, havia voltado a ser o rosto da família.

Ela deixou escapar um suspiro. O passado parecia distante, quase surreal. A dor, a humilhação, a sensação de impotência diante de Eduardo - tudo parecia encerrado. Pela primeira vez, Vivian sentia que era dona da própria vida.

Enquanto organizava documentos, percebeu que, aos poucos, sentia prazer no que fazia. Conferir contratos, lidar com artistas exigentes e atender a e-mails que vinham de diferentes fusos horários era algo que, de repente, a fazia sentir útil, viva. Não mais refém de lembranças, mas participante ativa de um mundo que exigia dela atenção e cuidado.

O telefone vibrou. Era uma mensagem de Matheus: “Espero que a manhã esteja linda por aí. Preparei algo pra você, chego daqui a pouco.”

Ela não pôde deixar de sorrir. O gesto simples, o cuidado dele, fazia os dias parecerem menos pesados, mais leves. Não era apenas gentileza - havia paciência, presença, uma constância silenciosa. Os amigos, o trabalho, a galeria… tudo se combinava para transformar os últimos meses em uma tela serena, pintada com calma e esperança.

No restante do dia, Vivian se dedicou à administração da galeria. Tomas passou a tarde negociando detalhes com artistas e curadores, enquanto ela organizava o cronograma de exposições e conferia a logística das peças vindas do exterior. Entre papéis e e-mails, sentia uma satisfação silenciosa, uma sensação de pertencimento.

O tempo passou sem que percebesse. Quando o relógio marcou cinco da tarde, ela se permitiu sentar na varanda da galeria e tomar um café, observando a cidade se movimentar lá fora. O vento batia levemente no rosto.

- Nem parece que você está cansada - disse Tomas, surgindo ao lado dela com uma xícara de café recém passado. - Estamos indo tão bem depois que você assumiu a administração.

- Obrigada, Tomas. - Vivian sorriu, sentindo gratidão pelo apoio e profissionalismo dele. - Eu já estava procurando outra galeria para trabalhar, que o nosso chefe não nos escute.

- Não ouvir o quê? - Matheus entrou na varanda segurando um embrulho grande. Hoje, além de tinta nas mãos e braços, o cabelo bagunçado exibia alguns tons de amarelo.

Os funcionários se entreolharam, rindo.

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