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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 53

Eduardo

Eduardo estava em seu escritório, entre reuniões, o olhar fixo nas manchetes que se espalhavam pelas redes sociais.

“Famosa tela Horizonte Silencioso, de Victor Alencar, envolvida em escândalo de falsificação.”

“Galeria do pintor Matheus Azevedo é acusada de vender obra falsa.”

Por um instante, ele quase sorriu.

O pintor carismático, o queridinho da crítica, finalmente tropeçando.

Era feio admitir - e ele sabia disso -, mas um sentimento mesquinho de satisfação o percorreu.

- Finalmente o pintor metido a galã tropeçou… - murmurou, recostando-se na cadeira.

Até que leu o segundo parágrafo:

“A negociação da peça foi conduzida por Vivian Souza, responsável administrativa da galeria.”

O coração dele parou.

Vivian.

O sorriso morreu nos lábios.

Tudo o que sentia - orgulho, raiva, ciúme - se dissolveu num segundo.

O mundo pareceu encolher.

A respiração ficou curta.

O copo de uísque em sua mão trincou entre os dedos.

- Vivian… - sussurrou, como se o nome tivesse o poder de rasgar o ar.

Cada linha da matéria o feria.

Falava em processo, perda de reputação, risco financeiro.

Falava dela - e o nome de Vivian estava ali, associado à palavra fraude.

Abriu o aplicativo de mensagens, encontrou o contato do escritório de advocacia e enviou o link da matéria com uma ordem curta:

“Solução imediata.”

- Você está pálido, cara. - A voz de Gustavo o tirou do transe.

O amigo estava parado na porta, com expressão mista de preocupação e cansaço.

Eduardo não respondeu. Continuou encarando o monitor como se pudesse atravessar a tela.

- Eu vi as notícias também - continuou Gustavo, aproximando-se. - E, por favor, me diz que não está pensando em se envolver nisso.

Eduardo pousou o copo na mesa, a voz firme, porém baixa:

- Ela não tem culpa.

- Desde quando você virou justiceiro? - ironizou Gustavo, cruzando os braços. - Estamos a dias do IPO, e você quer se meter num escândalo de falsificação? Isso pode destruir tudo.

- Até parece que eles iriam aceitar minha ajuda - retrucou Eduardo, rouco, contido. - Eu posso agir nos bastidores. Você sabe disso.

Gustavo suspirou e se sentou de frente para ele.

- Eduardo… o que você fez com ela foi uma merda. Eu não vou fingir que não foi. Mas isso não quer dizer que precise viver como se estivesse cumprindo pena.

Eduardo riu - um som seco, sem humor.

- Eu estou cumprindo. - Os olhos dele estavam distantes. - E mereço.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

- Você sabe o que ela deve estar passando agora? - murmurou ele. - Eu li o processo. Não posso deixá-la desprotegida outra vez.

- E o que vai fazer? - perguntou Gustavo, já sabendo a resposta.

Eduardo pegou o celular.

- Vou resolver isso.

Levantou-se de um salto.

Não chamou assistente, não revisou compromissos.

Apenas pegou o casaco e saiu.

O jato particular estava pronto em menos de uma hora.

Eduardo passou o voo inteiro em silêncio.

O laptop aberto exibia relatórios, laudos, cópias do processo - mas ele não lia.

A mente estava em Vivian.

Ela sempre fora correta, ética, íntegra.

Imaginá-la envolvida num escândalo desses era insuportável.

Mais ainda: imaginar que ela pudesse pensar que ele estava indiferente.

Ao pousar, foi direto à mansão do colecionador.

Um homem de meia-idade, arrogante, dono de uma das maiores coleções do país.

Foi recebido com surpresa.

Em menos de dez minutos, o nome “Braga” abriu todas as portas.

- Eu vim resolver isso - disse Eduardo, direto. - Quero que o senhor retire o processo.

O colecionador arqueou as sobrancelhas.

- A questão é simples, senhor Braga. Paguei caro por uma obra falsa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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