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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 58

Treze anos antes…

Vivian

Ela não sabia exatamente o que tinha acontecido.

Em um dia, ela e Eduardo eram inseparáveis - estudavam juntos, riam de qualquer coisa e dividiam até o silêncio confortável de quem se conhece há muito tempo. No outro, era como se ele tivesse apagado ela da vida dele.

No começo, Vivian acreditou que era algo passageiro.

Talvez ele estivesse sobrecarregado com os estudos, ou cansado das pressões da família, o avô exigente, a madrasta de olhar frio e calculado.

Ela sabia que o ambiente na casa dos Braga não era fácil; já tinha visto o suficiente.

Aquela mansão bonita por fora escondia um vazio estranho por dentro.

Um lar de aparências.

Mesmo assim, o afastamento doía.

As semanas viraram meses, e Eduardo parecia cada vez mais distante.

Não houve brigas, nem palavras duras - apenas o silêncio espesso crescendo entre eles, como uma parede invisível.

Eduardo sempre fora reservado, mas agora parecia outra pessoa.

Não ria das piadas dela.

Não esperava por ela na saída da aula.

Não respondia mais as mensagens.

E, quando falava, o fazia com uma frieza que doía mais do que qualquer ofensa.

Vivian tentava manter o otimismo. Convencia a si mesma de que ele estava apenas passando por uma fase difícil - afinal, ela sabia como era a família dele.

O avô, severo e inflexível. A madrasta, com aquele sorriso polido que escondia veneno.

Vivian vira o suficiente nas vezes que visitou a mansão para entender: aquele lugar não era um lar. Era uma prisão bonita.

Mesmo assim, ela tentou continuar por perto.

Sorria para ele nos corredores, mesmo quando ele desviava o olhar.

E, para garantir que ele não tivesse problemas com as notas, fazia o possível para que suas próprias provas não parecessem tão perfeitas - deixava uma questão em branco, um erro de distração proposital, só para disfarçar que ainda o ajudava nas matérias mais difíceis.

Era o jeito dela de continuar cuidando dele. Mesmo que ele não quisesse.

As férias daquele ano foram as mais longas da vida dela.

Eduardo passava quase todo o tempo trancado com o tutor que o avô contratara - um homem rigoroso, conhecido por transformar adolescentes em pequenas máquinas de aprovação.

Vivian só o via de relance, quando Clara estava na mansão e a convidava para passar a tarde.

Mas, mesmo nesses encontros, Eduardo parecia sempre de passagem. Cumprimentava rápido, evitava conversas longas - como se qualquer aproximação fosse perigosa.

Vivian fingia não notar, fingia não se magoar.

Na escola, a distância continuava.

Mas, para surpresa dela, parecia que era a única sendo evitada.

Cada dia mais, Eduardo era cercado por outras pessoas - especialmente garotas.

Elas o seguiam pelos corredores, riam alto das piadas que ele nem fazia, e inventavam desculpas para sentar perto dele.

Vivian observava tudo de longe: o cabelo dele, agora mais comprido; o uniforme marcando os ombros que começavam a se alargar.

Ele estava diferente.

Mais maduro. Mais bonito.

E, de alguma forma, mais inalcançável.

Foi ali que ela percebeu.

As garotas suspiravam quando ele passava.

Nos intervalos, as conversas eram sempre as mesmas:

- Você viu o Eduardo Braga ultimamente?

- Menina, ele tá um gato.

- Agora eu entendo por que a Amanda vive grudada nele.

Cada comentário era uma pontada no peito.

Vivian não sabia o nome do que sentia.

Ciúme?

Tristeza?

Talvez uma mistura dos dois.

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