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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 62

Doze anos antes…

Eduardo

Ele não sabia o que estava fazendo naquela festa.

Conhecia metade das pessoas dali - colegas de time, amigos de amigos, garotas que já tinha beijado e esquecido o nome.

Normalmente, se misturava sem esforço. O rótulo de popular lhe caía fácil, quase automático.

Mas naquela noite, tudo o irritava. As risadas, as vozes, o cheiro de álcool misturado a perfume barato.

Nada fazia sentido. Algo estava faltando.

Até que ouviu.

Estava encostado na varanda, fingindo interesse na conversa de dois colegas, quando a voz de Lucas chamou sua atenção.

- Cara… não acredito em uma festa… até que enfim ela desencanou daquele idiota. Uma garota tão linda... vai destruir muitos corações… Acho que eu ainda vou ter uma chance.

Eduardo não precisou perguntar de quem ele falava.

O corpo reagiu antes da mente - o punho se fechou, o maxilar travou.

O estômago se contraiu.

Vivian.

A garota que ele passava os dias tentando esquecer - e as noites, tentando não sonhar.

Ele não devia ligar. Não depois de tudo o que fizera para afastá-la. Mas o coração ignorava a razão.

Antes que pudesse pensar, já estava fora dali. Pegou o carro, ligou para dois conhecidos e, em poucos minutos, descobriu onde acontecia a festa da qual Lucas falava.

O endereço ficava do outro lado da cidade - uma casa enorme, cercada de carros caros e risadas de universitários.

Eduardo estacionou longe, atravessou o portão com passos firmes e o mesmo maxilar travado.

Não sabia o que esperava encontrar.

Talvez Vivian sorrindo com as amigas, talvez dançando - o tipo de cena que via todos os dias na escola e fingia não notar.

Mas o que viu o atingiu como um soco.

As luzes piscavam num ritmo frenético, o cheiro de bebida e cigarro impregnava o ar. Gente dançando, tropeçando, rindo alto.

E então, no meio da sala, ela.

Vivian.

Linda. Com o cabelo solto, as bochechas coradas e o olhar leve.

E nos braços de outro cara.

Eduardo parou. O tempo pareceu congelar.

O garoto segurava a cintura dela, os lábios colados.

O mundo sumiu.

Só restou o som da própria respiração e o gosto metálico da raiva.

Ele não pensou. Não planejou.

Simplesmente atravessou a multidão, o coração martelando nos ouvidos.

Quando chegou perto, tudo à volta perdeu o foco.

E antes que alguém pudesse reagir, agarrou o braço dela e a puxou.

O toque dela queimava. O ar parecia mais denso.

E, quando chegaram ao jardim, longe dos olhares, ele não aguentou mais.

Beijou-a.

Não como um garoto apaixonado, mas como alguém que segurou o próprio desejo por tempo demais.

O gosto dela - doce, familiar e completamente novo - o desarmou.

Cada segundo daquele beijo parecia um castigo e uma recompensa ao mesmo tempo.

Não houve espaço para pensar, nem tempo para respirar.

Foi um beijo urgente, carregado de raiva, de desejo, de arrependimento.

Um beijo que dizia tudo o que ele passara anos tentando negar.

Vivian ficou imóvel no início - chocada demais para reagir.

Mas o toque dele, a força contida, o calor, tudo era familiar e desconhecido ao mesmo tempo.

Quando percebeu, seus dedos já se agarravam à camisa dele, e a raiva se dissolveu em um arrepio.

Eduardo aprofundou o beijo, como se precisasse dela para respirar.

Nenhuma das garotas com quem ficara antes se comparava àquilo.

Vivian o deixava completamente vulnerável - e isso o apavorava.

Por um instante, Eduardo esqueceu de tudo.

Do nome, da festa, do mundo.

Só existia ela.

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