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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 63

Doze anos antes…

Vivian

A escola estava em clima de despedida.

Os corredores pareciam menores, os risos mais altos, e cada conversa carregava um tom de última vez.

Última aula. Última prova. Última chance.

Vivian nunca gostou de finais - e aquele parecia doer mais do que todos.

Desde o beijo, tudo entre ela e Eduardo havia se tornado um campo minado.

Ele dissera que o beijo não mudaria nada.

E, de fato, parecia não ter mudado.

Mas, ao mesmo tempo… mudara tudo.

Porque, desde aquele dia, ela não o viu mais cercado de garotas.

Eduardo, o mesmo que costumava trocar de companhia a cada semana, agora mantinha uma distância gélida de qualquer uma que tentasse se aproximar.

Era como se tivesse estendido o tratamento frio que antes era exclusivo pra ela - a todos ao redor.

Duas semanas antes da formatura, os corredores fervilhavam de conversas sobre o baile.

Quem iria com quem. O que vestiriam. Onde fariam as fotos.

Vivian fingia desinteresse, mas cada menção à festa lhe apertava o peito.

Alice e Helena, suas amigas, tentaram convencê-la a chamar Eduardo.

- É só o baile - dissera Alice. - Não precisa ser nada mais que isso.

- E se ele rir da minha cara de novo?

- Então você finalmente fecha esse ciclo - Helena respondeu, firme. - Às vezes a gente precisa levar o último tombo pra levantar de vez.

Vivian não queria admitir, mas sabia que as amigas tinham razão.

Talvez não fosse sobre ele - fosse sobre ela.

Sobre encerrar um capítulo que arrastava há tempo demais.

Respirou fundo e escreveu o convite.

A caligrafia tremia. O papel parecia pesar uma tonelada.

Entregou no intervalo, na frente dos colegas.

Ele estava sentado no banco do pátio, com Gustavo e Marcos ao lado, rindo de algo.

Quando a viu se aproximar, o riso dele sumiu - como se tivesse visto um fantasma.

- Eduardo - ela começou, estendendo o envelope. - É o convite pro baile.

Os olhares curiosos se voltaram para eles.

Ele pegou o envelope com expressão indecifrável, pesou-o na mão por um segundo… e, sem dizer nada, jogou-o na lixeira ao lado.

O som do papel amassado ecoou mais alto que qualquer gargalhada.

Ninguém teve coragem de rir.

Vivian ficou parada por um instante, o rosto em chamas, o coração latejando.

Mas, diferente das outras vezes, ela não chorou.

Não saiu correndo. Não implorou explicações.

Apenas se virou e foi embora - a cabeça erguida, o silêncio como escudo.

Depois daquele dia, ela simplesmente deixou de falar com ele.

Nos corredores, fingia que ele não existia.

Não o cumprimentava, não desviava o olhar, apenas passava reto.

E Eduardo… não tentou impedir.

Continuou frio, distante, como se aquilo não o afetasse.

Mas às vezes, quando ela não estava olhando, seus olhos a seguiam - rápido demais para que alguém notasse.

O tratamento de gelo que ela deu nele funcionou melhor do que qualquer tentativa de conversa.

E talvez, por isso mesmo, tenha doído tanto.

Vivian fingia seguir a vida.

Estudava, saía com as amigas, ria quando precisava.

Mas dentro dela, uma pergunta insistia: por quê?

Por que ele a beijara com tanta intensidade naquela noite - e depois a humilhara de novo?

Por que parecia lutar contra algo que ela nem compreendia?

Por que a fazia acreditar e, logo em seguida, quebrava o que restava dela?

Ela não sabia.

E, a cada dia, aprendia a não querer mais saber.

Na véspera da formatura, Vivian chegou em casa exausta.

Passara o dia ajudando na decoração do salão e tentando ignorar o burburinho das garotas comentando sobre vestidos, limusines e pares.

Ela, por sua vez, nem havia comprado um vestido ainda.

Decidira que iria apenas com as amigas - nada de contos de fadas dessa vez.

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