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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 65

Dez anos antes…

Eduardo

O silêncio do quarto era habitado apenas pelo ritmo suave de suas respirações.

Vivian repousava ao seu lado, o rosto sereno voltado para ele, os cabelos escuros esparramando-se sobre o travesseiro como um manto sedoso. Uma de suas mãos descansava sobre seu estômago, um gesto protetor que atravessara até mesmo as barreiras do sono.

Quando Eduardo tentou ajustar sua posição, o movimento fez com que os dedos dela deslizassem inadvertidamente para baixo, roçando um ponto que fez o ar faltar em seus pulmões.

Ele prendeu a respiração.

Seu corpo reagiu antes que a razão pudesse intervir - um impulso ancestral, puro e incontornável.

O movimento a despertou. Seus olhos se abriram, pesados de sono, e quando a compreensão chegou, um rubor suave subiu por seu rosto.

"Eduardo... você... está melhor?", sussurrou, sua voz ainda embaçada pelo repouso.

Ele tentou responder, mas as palavras morreram em seus lábios. Toda sua concentração se dissolveu diante daquele rubor, do tremor de suas pestanas, da inocência misturada à tensão que pairava no ar. Aquele simples toque, não intencional mas carregado de significado, quebrou o controle que ele mantivera por tanto tempo.

Ele se inclinou para frente como se puxado por uma força maior que sua própria vontade.

O beijo aconteceu não como uma escolha, mas como uma conclusão inevitável - o ponto final de uma sentença que vinha sendo escrita desde sua adolescência.

Vivian hesitou por um breve instante, surpresa, mas então correspondeu com a mesma urgência silenciosa que ele carregava consigo há anos.

Suas mãos encontraram sua cintura, puxando-a para mais perto, sentindo o corpo dela se moldar ao seu com uma naturalidade que o deixou sem ar. Seu coração batia com força contra as costelas, dolorido e vivo, como se quisesse escapar do peito.

"Pare", pensou.

Mas suas mãos não obedeceram.

Seus dedos subiram pelas suas costas, sentindo o tecido do vestido, o calor da pele sob o pano. Vivian soltou um suspiro, e o som destruiu os últimos vestígios de sua racionalidade.

Ele a puxou ainda mais para perto, e ela se acomodou sobre ele, seu corpo leve, seu perfume suave envolvendo seus sentidos. Tudo nele clamava por ela - a saudade, o desejo, a culpa, o amor não confessado.

Por anos, ele fingira que não sentia nada. Fingira que o primeiro beijo não o assombrava nas noites solitárias. Fingira que o que sentia era apenas gratidão ou afeto.

Mas naquele instante, todas as mentiras se desfizeram.

-Eu deveria parar - sussurrou, sua voz rouca pela emoção contida.

Vivian sorriu, aquele sorriso pequeno e torto que sempre o desarmou completamente.

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