A Melissa começou a falar exatamente tudo o que aconteceu desde quando terminamos, a medida que ela ia falando, a minha mãe ia ficando cada vez mais horrorizada. E quando ela falou de eu ter ido no trabalho dela exigir explicações, ela não deu detalhes sobre o real motivo de eu ter ido, então eu mandei ela falar que foi porquê ela estava dando a buceta dela pro Diego.
Na mesma hora a minha mãe me repreendeu sobre as palavras que eu utilizei pra falar, mas a Melissa ressaltou que era exatamente assim que eu costumava falar com elas.
O Pyter perguntou se ela estava se referindo a Yanka também, e dessa vez, foi a vez da Yanka me massacrar.
Eu nem estava acreditando que tudo aquilo estava acontecendo em um almoço em família, parecia que eu estava em um enorme pesadelo e não conseguia acordar.
Tanto a Yanka quanto a Melissa começaram a expor as situações mais recentes, e dava pra ver no olhar da minha mãe o quanto ela estava arrasada.
Minha mãe caminhou até a mim com lágrimas nos olhos e me perguntou se aquilo tudo era verdade, e se eu tratava mesmo elas daquela forma.
Eu olhei pras duas na mesma hora, eu não conseguia decifrar a raiva e a decepção que eu estava sentindo por elas naquele momento.
A minha mãe começou a gritar comigo mandando eu responder, e nessa hora eu já não conseguia controlar a minha língua, então perguntei se ela iria ficar defendendo puta, o que eu não esperava, era que ela fosse dar um tapa na minha cara.
A minha mãe nunca me bateu, nem mesmo quando eu era criança, então eu quase não acreditei quando ela fez isso, outros dois t***s vieram em seguida.
Ela começou a falar na minha cara que não tinha sido essa educação que ela havia me dado, e que sentia vergonha de mim.
Ouvi-la falando isso me destruiu por dentro, pois jamais quis causar dor e vergonha pra ela.
Eu olhei pra Yanka e a Melissa e perguntei se era aquilo que elas queriam, pois elas haviam conseguido acabar com a minha base familiar.
A Melissa começou a gritar comigo e mandou eu calar a boca, e que a palhaçada havia acabado, e perguntou se eu queria que ela explanasse o restante das coisas que eu tinha feito, e ainda me chamou de lixo.
Eu senti as palavras dela me perfurando, pois ela falou a mesma coisa que a Yanka quando ela voltou pra Europa.
Quando o Pyter perguntou se ainda havia mais coisas, ela disse que sim, e terminou de assinar a minha sentença, tudo ficou ainda pior quando a Yanka ajudou a cavar o meu túmulo ao dizer o que eu fiz quando ela voltou.
A minha mãe novamente gritou comigo, pois ela havia mandado eu não aparecer na casa e mesmo assim eu apareci.
Eu estava sendo acusado de perseguição, de crime contra a honra, calúnia, agressão, crime de violência psicológica contra mulher e até de estupro.
O pior era que elas podiam provar.
Quando eu cheguei em casa, já estava de noite, e eu senti vontade de morrer.
E depois de todo o esforço que fiz pra não quebrar mais nada na minha vida, eu quebrei tudo o que vi pela frente, o ódio me consumiu de uma forma assustadora e nada e nem ninguém poderia entender o que eu estava sentindo.
Depois de ter deixado a minha sala um caos, eu fui pro meu quarto, tirei a roupa me enfiei de baixo do chuveiro e me permiti chorar, foi um choro desesperado, um choro de dor, um choro de fracasso.
Eu fracassei como namorado, como noivo, como filho, como empresário, e o pior, eu fracassei como ser humano.
A vida tentou me dar os sinais, eu ignorei todos, e insisti em possuir coisas e pessoas que não eram pra mim, e agora ninguém sofrerá as consequências além de mim mesmo.

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