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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 105

Sofia não se deixou abalar pelas lágrimas de Vanessa. Observou-a com frieza e, em vez de compaixão, deixou escapar uma risada seca, cheia de ironia.

— Se não foi culpa sua, de quem seria então? Já se passaram seis anos, e você continua com a mesma cara de pau de sempre.

As palavras atravessaram o ar como uma lâmina. Vanessa ficou estática, o rosto empalidecendo, e por alguns segundos a máscara de vítima se desfez.

Ricardo permaneceu em silêncio até aquele momento, mas acabou franzindo o cenho com impaciência.

— Vovó, não se intrometa. O que acontece entre mim e a Vanessa não diz respeito à senhora. E não vou admitir que continuem atacando ela desse jeito.

Não esperou resposta. Num gesto rápido, ele se inclinou e tomou Vanessa nos braços. O olhar duro não se desviou de Luana nem por um instante. Sem dar espaço a explicações, atravessou o jardim a carregando como se o resto do mundo tivesse deixado de existir.

Sofia acompanhou a cena com olhos pesados, a respiração curta. Quando os passos dele desapareceram pelo corredor, soltou um suspiro profundo, mais de frustração do que de raiva. Voltou-se para Luana, que ainda pingava água, os cabelos grudados no rosto, o corpo tremendo não só pelo frio, mas pela dor.

— No fim das contas, é a família Ferraz quem está falhando com você.

Luana ergueu o rosto e forçou um sorriso frágil, quase uma linha prestes a se romper.

— Não tem problema.

A voz saiu firme apenas na superfície. Por dentro, a certeza já estava tomada. Não importava o que Ricardo fizesse dali em diante, o divórcio não seria evitado.

Quando tentou se levantar, foi surpreendida por Amanda. Pela primeira vez desde o casamento, a sogra estendeu a mão e a ajudou, apoiando o braço dela ainda molhado.

— Mãe, levo ela para trocar de roupa.

Sofia apenas assentiu, observando em silêncio.

No quarto de hóspedes, Luana se fechou no closet e vestiu roupas secas. Ao sair, acreditava que Amanda já teria ido embora. Mas não, ela ainda estava ali, de pé, como se a esperasse.

— Sogra, já estou pronta. Vou voltar para casa. — Disse Luana, tentando manter o tom respeitoso, ainda desconfortável.

Amanda caminhou até ela devagar e, para surpresa da nora, ajeitou a gola da blusa com as próprias mãos. O gesto simples destoava de toda a frieza que sempre existia entre as duas.

— Agora você sabe... — Amanda começou, a voz baixa, sem a arrogância de costume. — O que significa viver casada com um homem que não te ama. Não é fácil. Mas você ainda é jovem... Ainda pode escolher outro caminho.

Luana piscou, confusa, encarando-a em silêncio. Era difícil acreditar que aquelas palavras vinham de Amanda.

— Sogra, eu não entendi.

— Não precisa entender. — Amanda respirou fundo, os olhos firmes sobre ela. — Você mesma viu como Ricardo trata você. Eu nunca gostei de você, isso não é segredo, mas também não aceito aquela Vanessa. Só acho que você é nova demais para desperdiçar a vida presa a alguém que só sabe te desprezar. Se eu tivesse tido a sua idade... e a sua chance... talvez minha vida tivesse sido diferente.

A voz vacilou no fim, mas Amanda não deixou a emoção transparecer por muito tempo. Endureceu o semblante e retomou o tom frio de sempre.

— Exatamente! — Reforçou Anabela, ansiosa. — Você ainda tem dúvida? Só pode ter sido a Luana...

As palavras morreram quando os olhos dela caíram sobre a tela do celular de Ricardo. O sangue lhe fugiu do rosto.

O vídeo era claro. Mostrava Vanessa agarrando Luana e a puxando para dentro da água.

— Isso não... Isso não pode ser... — Murmurou Anabela, sem acreditar no que via, voltando-se para a amiga. — Vanessa? Então, por que você mentiu?

O chão pareceu sumir sob os pés de Vanessa. O rosto ficou pálido, os lábios trêmulos. Só então percebeu que Ricardo nunca havia desviado o olhar dela desde o início.

— Essa é a sua versão? — Perguntou ele, a paciência fria como gelo. — Que foi a Luana quem te empurrou?

— Ricardo, eu... — Vanessa tentou balbuciar, mas a garganta parecia fechada.

— Eu acreditava que você não precisasse se rebaixar a esse tipo de jogo sujo, Vanessa. — A voz dele saiu dura, cortante.

Ele guardou o celular no bolso e deu um passo para se afastar.

O desespero tomou conta de Vanessa. Sem pensar, agarrou o braço dele com força, as lágrimas escorrendo sem controle, a respiração falhando entre soluços.

— É verdade! Fui eu! Puxei ela porque estava com ciúmes! — A confissão explodiu num grito. — Mas me diz, Ricardo... você tem coragem de jurar que entre vocês dois não existe nada? Jura mesmo que não sente nada por ela?

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