CAPÍTULO 81
Alexander Caruso
Precisei de outro banho depois que me levantei daquela cama. Eu não entendo... já disse para a Laura e foi mais de uma vez, que nunca amei Anita, que me enganei, e ela insiste em falar essas coisas, será que não percebe que eu só queria estar com ela?
Confesso que quando fico nervoso por um tempo, ou num alto nível, desconto em sexo. Só que com ela é diferente, não sei explicar, mas em nenhum momento teve algo relacionado à Anita, ou algo do tipo, até deixei esse assunto para depois, e agora ela deve estar pensando que estou evitando ir até a quarto de tortura, então vou resolver isso de uma vez.
Saí do banheiro e me vesti, quando Laura percebeu, vi que estava quase dormindo, mas deu um pulo na cama, sentando rapidamente.
— Não me diga que pensava em ir até lá sem falar comigo? Eu te mato, Siciliano! — falou brava.
— Ué, do jeito que está a sua confiança em mim, pensei que seria melhor resolver isso de uma vez, pois daqui a pouco vai dizer que estou evitando, e isso não é verdade! — ela amenizou o semblante pesado que me olhou.
— Peço desculpas pelo que disse. Mais ainda tenho vontade de te bater por tentar ir sem mim! — dei dois passos a frente.
— Deixe para depois! Podemos nos resolver quando isso terminar, agora vou interrogar aqueles dois e fazê-los pagar. — virei as costas, mas a olhei novamente. — Também perdi a vontade de te continuar nessa cama, me deixou chateado!
— ALEX! — gritou, dando outro passo à frente.
— Vou te esperar na sala, não demore! — a cortei e fui saindo.
— Me deixou exausta, agora quer ir resolver as coisas? — eu já estava fechando a porta, me virei e Laura estava com a mão na cintura.
— É uma pena que esteja tão cansada! — a provoquei. — Aquele remédio está na gaveta! — ela olhou feio, então fui até ela e peguei o comprimido, peguei um copo e coloquei água. — Está aqui... se me prometer que não vai falar nada se acertarmos as contas amanhã, eu volto a deitar com você até que melhore. — Vi que colocou o copo e o remédio no criado.
De repente, Laura levantou apressada e pulou no meu pescoço, me pegando completamente desprevenido, e começou a me encher de beijos.
— Me perdoe, não quero que fique chateado! Sei que já falou sobre isso e não gosta da Anita, eu só... fiquei com ciúmes! — arregalei os olhos, parando para observá-la, e até ela paralisou com o que disse.
— Ciúmes? — nossos olhares se encontraram.
— Sim, Alex! Satisfeito? Agora arranca essa roupa e deita aqui comigo. Você me deixou dolorida, e com a impressão de que falta alguma coisa, vem ficar perto de mim, antes que eu precise te cortar com a faca para me sentir melhor!
Fiquei olhando pra ela, e acabei sorrindo sozinho. Ela parecia ansiosa, tirou o meu cinto, abaixou a minha calça e me empurrou na cama para tirar o sapato e o restante da calça.
— Se apaixonou? Como? — Anita perguntou, olhei para a Laura e ela também estava de boca aberta.
— Isso não interessa pra você! É apenas a mentirosa que vai morrer por mentir e enganar o Don. E a mentirosa que me trouxe problemas! — Dei a primeira chicotada nas costas dela.
— Aiiii! Eu te conto quem matou seu pão, se me deixar viver! Eu conto tudo! Juro que conto! — Anita praticamente gritou.
— O que está fazendo, sua idiota? Vai sair sozinha e me deixar aqui? — Albert tentou levantar, completamente irritado, falando com a Anita.
— Eu sinto muito, Albert... não quero morrer! — olhei incrédulo pela frieza dela. “O irmão poderia?“
— NÃO FALE! O DEIXE MORRER SEM SABER QUEM FOI QUE MATOU O PAI DELE, É UMA QUESTÃO DE HONRA, ANITA! — Albert gritou. — ESSE MALEDETTO SEMPRE TEVE TUDO, NÃO O DEIXE TER O PRIVILÉGIO DE SABER!
— FOI TUDO IDEIA DO ALBERT! FOI ELE! POR CAUSA DELE O SEU PAI ESTÁ MORTO! — Anita gritou e estreitei os olhos. A minha vontade era matar aquele maledetto, o arranquei da cadeira, o agarrei pelo pescoço, mas sua feição era tranquila, ele não ficou irritado quando Anita disse que era ele, então olhei para a Laura e tive a impressão de que leu meus pensamentos.
— Estão mentindo... vamos mostrar a eles como fazemos com mentirosos e com quem esconde a verdade! Por acaso tem motosserra aqui? O que mais, guarda nesse armário? — sorri. “Como fui encontrar uma esposa tão esperta e habilidosa?“ — pensei.

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