CAPÍTULO 82
Alexander Caruso
— Liga para o soldado Marcos, ele está com a motosserra, mas tem coisas legais nesse armário! — avisei a Laura, então voltei a apertar o Albert.
— Diga Albert! Quem foi que matou o meu pai? E, já aviso que só vou perguntar uma vez! — Albert gargalhou, então vi que Laura estava ligando para o soldado, peguei uma garrafa de vidro na mão.
— Fui eu, você não ouviu a Anita falar? O que vai fazer com essa garrafa? Porquê não me mata de uma vez? — aquele maledetto estava me irritando, o joguei no chão. — AIIII, FIGLIO DE PUTTANA! ESTOU TODO CORTADO! PORQUÊ NÃO ME MATA? — bati com a garrafa de vidro no chão, tomei cuidado para os cacos não espalharem tanto.
Com uma das mãos eu segurei o rosto dele, e com a outra eu juntei os cacos de vidro e enfiei dentro da sua boca. Não foi tão fácil porque ele ficou se mexendo o tempo todo, mas eu já tenho habilidade nisso e logo dei um jeito de colocar todos aqueles cacos na boca do maledetto.
— HUM! HUM!
Em seguida peguei uns pregos que vi no chão e com força, puxei os lábios dele, atravessando e fechando, com dois deles.
Desferi socos, escorreu sangue da boca dele, cortou tudo por dentro.
— Agora não vai falar, Maledetto! Disse que morreria sem falar, então pode morrer! — os olhos dele estavam arregalados, e nem conseguiu levantar do chão. O médico o cortou inteiro ontem, sem anestesia, para consertar as costelas quebradas, e agora mal levanta.
Laura olhava minuciosamente para Anita, fiz sinal para que se aproximasse, enquanto Anita gritava sem parar pelo que via.
— Você vai matá-lo? Vai mesmo matar o Albert? O que ele fez de tão grave? — questionava chorando.
— Cuida da tua vida, Anita! Você vai precisar! — Laura respondeu, dando um tapa na cara dela, então veio com um maçarico, e Anita começou a gritar mais, quando Laura acendeu e encostou no cotovelo dela, começando a queimar.
— AH! AH! AH! AH!
Por sorte ouvi o barulho da porta, alguém batia muito forte, então Laura percebeu e parou.
Tanto eu quanto a Laura, olhamos naquela direção. Laura me entregou o maçarico, então foi abrir. Olhei para o objeto, era a minha vez, precisava vingar a Laura, não poderia me deixar levar pela falsa imagem que criei a vida toda de Anita, porque ela foi uma mentira.
— Chefe! Peço permissão para falar com a senhora Caruso, isso seria possível? — era a Maria, estava com os olhos arregalados, havia acontecido algo.
— Vem, Laura! — deixei o maçarico lá dentro, e fui com elas para ver do que se tratava no corredor. — Maria, me diga o que sabe, agora mesmo! — falei e ela olhou para a Laura, com medo.
— Diga Maria! — Laura insistiu.
— Eu trouxe algumas filmagens, porque sabia que se eu contasse o senhor não acreditaria... — me entregou alguns pen-drives.
— E, do que se trata?
— Eu prefiro que o senhor assista, se...
— Eu ordeno que me diga imediatamente do que se trata! OU QUER FAZER PARTE DAQUELA CENA QUE VIU? PORQUÊ ESTOU OCUPADO E VOCÊ ATRASANDO O MEU TRABALHO! — gritei.
— Se quiser eu te digo, ela me contou. Não falei nada porque ela não tinha provas em mãos, mas agora que estão aqui, posso dizer! — Laura falou, tentando ajudar a mulher, então fiz sinal para que a Maria saísse.
— Antes de dizer, quero deixar claro que espero que seja a última vez que não me conta tudo o que sabe! Porquê vou entender que não somos uma equipe se você continuar guardando segredos! — falei sério, ela assentiu.
— Ainda bem, eu não aguentava mais precisar me comportar, você é muito mais interessante! — senti o meu peito apertar.
— Ah, é?
— Quando vai se casar comigo? Já fiz dezoito anos, agora você não tem desculpas! — olhei novamente para a tela, Anita estava sentada no colo dele, era repugnante. Meu pai era muito velho perto dela. Agora me lembro dessa data, eu fiquei tão desanimado de precisar viajar, e ficar longe dela, que voltei a noite... ela ainda estava com aquela roupa quando...
— Não vou casar, não podemos! Se quiser pode ir para a casa de “Ostia Antiga”, posso te ver todos os finais de semana. — o semblante dela mudou.
— Esquece, vamos deixar como está! — ela simplesmente beijou o meu pai, então quando vi que ele tiraria o vestido dela, fechei o notebook, com vontade de quebrar.
— Maledetta! Nessa mesma noite, me pediu um beijo, dizendo que nunca havia beijado ninguém. Como caí na conversa dela? Havia acabado de transar com o meu pai! — falei para a Laura.
— Ele deve ter contado a ela sobre a herança, provavelmente foi por isso que morreu. Pelo que vi, ela te procurou, porque seu pai não quis casar, então mudou o marido... seu pai descobriu, por isso te proibiu! — bati num vaso que havia no quarto.
— MALEDETTOS! EU VOU ACABAR COM ELA! QUE MENTIROSA! — saí a passos rápidos, Anita pagaria por isso.
Quando entrei naquele lugar, Albert estava em pé, tentando soltar Anita, peguei a máquina de choque e encostei nele, que se afastou na mesma hora, mas Anita também foi atingida.
— AHHH!
— ME DIGAM, MALEDETTOS! O QUE QUERIAM COM O MEU PAI? PORQUÊ FOI AMANTE DELE E DEPOIS TENTOU ME ENGANAR, ANITA? ME DIZ PORRAAAA! — ela se calou, então peguei o maçarico e sem pensar duas vezes comecei a colocar fogo no cabelo dela.
— AHHHHH! AHHHHH!

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