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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 86

CAPÍTULO 98

Alexander Caruso

Assim que o médico liberou a Laura, voltamos para a casa. Pedi para que a Katy fosse com o Peter, mas em casa estava de cara feia.

— O que foi, Katy? — ela olhou para os lados, provavelmente procurando o Peter.

— Porque me deixou para vir com ele? Sabia que me senti a adolescente presa, andando com o guarda costas mais chato do papai?

— Pensei que conversaram... ah, mas a Débora pegou carona também, não foi? Seu plantão havia acabado. — ela fez uma careta.

— Pois é. Eu não quis ir na frente, Peter não estava merecendo que fosse eu a puxar assunto..., mas imagina o que aconteceu? — mostrou as mãos, fazendo uma pergunta.

— Hum, deixa eu adivinhar... ele conversou com a Débora, que provavelmente sentou na frente sem problema algum! — ela bufou.

— Exatamente. Então irmãozinho... agora tenho certeza que o problema é comigo! Tem certeza que vai jogar na cova dos leões?

— Ele só está se sentindo pressionado, é mais fácil conversar com outras pessoas. Ou vai me dizer que ficou com ciúmes da sua nova amiga?

— Não, nem gosto dele! Só achei um desaforo. — olhei para o lado e vi que a Laura ria disfarçadamente, estava deitada no sofá.

— Procura ele, mulher! Mostra quem manda! — Laura incentivou.

— Parece que chegaram visitas, estão esperando alguém? — Katy perguntou, olhando para o portão.

— Não. O soldado não me ligou. — procurei pelos bolsos, havia perdido outro celular, esqueci no barracão.

— Eu não quero ver ninguém, vou dar uma volta! — Katy avisou, lhe dei um beijo na testa. Provavelmente iria atrás do Peter.

Ouvi um barulho do celular da Laura tocando.

— Amore, é pra você! O soldado que fica no portão.

— Obrigado.

Ligação:

— Senhor Caruso, quem está aqui é um antigo amigo do seu pai, se chama: Edoardo Rocci. Posso autorizar a entrada?

— Pode. Que surpresa ele aparecer aqui!

Desliguei o celular.

— Edoardo veio até aqui. Lembra que encontramos ele e a senhora Geórgia naquele restaurante em Tivoli? — comentei com a Laura.

— Ah, aquela senhora tão amável!

— Não sei se ela veio, mas ele está aqui. Pode ficar deitada, vou recebê-lo! — ela sentou melhor no sofá e eu fui cumprimentar o nosso amigo.

Estava do mesmo jeito de sempre. Calça jeans e camiseta branca, quem vê pensa que é alguém com problemas financeiros, não liga para nenhum luxo, seu carro é bem antigo, desses velhos, mesmo.

— Ele começou a me contar coisas demais, fiquei assustado. Ele abusou da mãe da Katy, por isso não a assumiu. Ela contaria tudo, o ameaçou para fugir dele. Na época ela trabalhava para ele, certo dia ele simplesmente a “pegou”, como ele dizia. Então manteve o salário dela para que ficasse em casa, para evitar problemas.

— Meu Deus, esse homem era podre!

— Que Deus me perdoe filho, mas ele tinha tesão pela Katy, desde pequena. Nem imagino o que aquela mulher deve ter passado, brigou demais para que nenhum homem se aproximasse da Katy, queria que ela fosse para um convento, mas Robert não deixou. Então aceitou que ela cuidasse da garota na casa dela.

— Isso é repugnante. — ele tirou um chiclete da boca e pediu para a Maria jogar no lixo.

— Ele tinha muitos inimigos. É difícil saber quem o matou, muitos queriam matá-lo. Ele abusou de muitas mulheres no decorrer dos anos e... como tem gravações dessas coisas? Tem tudo gravado? O que exatamente? — eu comecei a passar mal.

Eu estava com o café, mas senti vontade de vomitar, precisei levantar.

— Alex, você está bem? — Laura se aproximou.

— São informações difíceis. Tenho vontade de recussitar aquele homem, só para matá-lo novamente. — Maria me trouxe uma água, fui até a janela para respirar, mas estranhamente vi a Katy correndo de vestido longo e botas, com dificuldades e muito assustada.

— SOCORRO! ALEX SOCORRO! O PETER VAI MATAR O OUTRO SOLDADO, POR UM CIÚME! — ela gritava, todos fomos para a varanda.

— Como assim? Que soldado?

— O Marcos! — arregalei os olhos.

— Como não morreu? Merda, ele é um traidor, Katy! — corri na direção que ela veio, Peter não poderia matá-lo sem que eu o interrogasse.

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