CAPÍTULO 100
Laura Strondda
Aquela pancada no galpão me deixou muito estranha. Quando Alex saiu, me senti enjoada, o café que tomei quando entrei em casa, estava querendo voltar, tentei ficar deitada por uma hora; o sono voltava, mas o enjoo também.
Não acho que o Alex vá perder o controle, por isso não fui com ele até o reduto. Mas ao fechar os olhos, o mal-estar voltou e precisei levantar.
Vomitei o café todo no vaso, e então a Katy chegou.
— Meu Deus, você está bem? Ouvi o barulho de você vomitando quando passei pelo corredor.
— Dá para ouvir tudo que acontece aqui dentro?
— Não, só se ficar no corredor, porquê? — fiquei com vergonha, o tanto que grito quando Alex me ataca, todos devem ouvir.
— Nada... realmente não estou bem.
— Vou ligar para o Alex! Ele disse que a pancada foi forte, você pode piorar! — foi sair, mas a segurei.
— Chama a Maria, ela sempre guarda os remédios, não incomode o Alex!
— Tá. — ela saiu e voltou ainda mais apavorada.
— Você não vai acreditar...
— O quê?
— Maria não estava em lugar nenhum, então a encontrei caída na varanda, tentei chamá-la, mas não responde. — me apoiei na pia, ainda meio zonza, peguei uma arma e fui passando mal até lá.
Maria estava desacordada, com café caído no seu pescoço e parte do seu vestido, e havia uma pequena quantidade de sangue na cabeça. A xícara estava quebrada no chão, e ninguém em volta.
— Maria! Maria! — a chacoalhei, tentando acordá-la.
— Se afastem! — Peter chegou de repente, erguendo o pescoço da Maria. — Ela está viva! Me deem licença, vou colocá-la no sofá! — ele pegou a Maria no colo e vi os olhos da Katy arregalados, observando, mas não disse nada.
— Vire-a de lado! — falei, mas vi que Peter, começou a olhar para os lados.
— Tem alguma funcionária que você não conhece o marido? — me perguntou.
— Ilda, pois a Maria não tem ninguém, não que eu saiba... — Peter levantou.
— Fique com ela e não saíam daqui! — Peter pegou duas armas, e saiu apressado pela casa.
Olhei para a Katy que não disse nada, Maria começou a se mexer e levou a mão até a cabeça.
De repente ouvimos gritos, e logo o Peter passou com a Ilda pelos cabelos, a segurando com facilidade, as mãos dela, presas nas costas; estava sério, atravessou o corredor e entrou com ela pelo mesmo lugar que torturados Anita e Albert.
— O que aconteceu? — Maria perguntou, meio estranha, acabei me distraindo.
— Você desmaiou...
— Alguém bateu na minha cabeça pelas costas, eu estava tomando um pouquinho de café e... Aquele homem já foi? Laura, ele é igualzinho o senhor Robert, por isso fiquei na varanda, queria te vigiar, mas...
— Alguém a acertou... — Katy completou.
— PERDÃO SENHOR... AÍ MEU DEUS! ELE DISSE QUE FOI AMEAÇADO, PORQUÊ O SENHOR O DESCOBRIU. SE ELE NÃO FIZESSE O QUE MANDARAM, MATARIAM A MIM E O MEU FILHO ROGER, QUE SÓ TEM DEZ ANOS E ESTUDA EM PERÍODO INTEGRAL!
— ENTÃO ELE VEIO PARA MORRER?
— SIM, SENHOR... — a mulher chorava muito.
— Quem o ameaçou? — perguntei.
— Não sei, senhora! Ele nunca me disse isso! — peguei a faca e arremecei no ombro dela, depois me aproximei e cortei a sua carne do braço sem dó.
— Quem é o chefe?
— AHHHHH, POR FAVOR, SENHORA! ELE NUNCA ME DISSE, NUNCA ME DISSE! ERA MAIS SEGURO, SEMPRE REPETIU ISSO.
— Ele disse o que era para ele fazer? — Peter questionou. — Qual o plano? Se era para mentir ou matar alguém?
— Me pediu para matar a Maria, caso ele não voltasse vivo, mas não sei o motivo...
— Ah, então foi você quem acertou a coitada? — puxei a faca, cortando mais lugares.
— Não a matei, não consegui... — chorava muito. — precisei encostar na bancada, a tontura estava forte. Alex percebeu.
— Peter! Continue aqui, vou levar a Laura para o quarto.
— Eu tomei o café da xícara, deve ser isso! — Expliquei.
— Então vamos voltar no hospital!

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