CAPÍTULO 110
Katylleen Milgrid Caruso
Quando ouvi a minha cunhada expulsando todos os funcionários, logo vi que algo de ruim havia acontecido na casa, e tudo piorou quando ouvi o Alex pedindo para o Peter me levar para sair, porque eu não iria!
Saí da casa pelos fundos, e fui junto com os funcionários.
— Alguém sabe o que aconteceu? — perguntei para algumas senhoras que já vi que cuidavam da comida e da limpeza.
— Ou brigaram ou... ai senhora, esses patrões são tão diferentes, é melhor nem comentar. A senhora Caruso arrancaria a minha língua! — olhei feio para a mulher, que medrosa! “Laura parece boa pessoa”.
[Pow! Pow!]
Barulho de tiros, fizeram com que eu corresse atrás daquelas senhoras, que iriam sei lá pra onde. Pelo visto sabiam mais sobre a minha cunhada que eu.
Que droga, as vezes penso em voltar para a minha casa, mas não aguentaria a dor de lembrar tanto da minha mãe, então é melhor ficar aqui e gastar todas as energias no trabalho.
— KATY! KATY, VEM AQUI! — ah, droga! Eu e meus pensamentos estúpidos, Peter já me encontrou.
— O QUE QUER? — virei rapidamente, com a mão na cintura, ele veio correndo.
— Precisamos sair daqui, vem comigo! — virou as costas como se tivesse me convencido. — O que foi?
— Não vou.
— Como assim? Foi uma ordem do Alex!
— Eu não vou. — bufou passando a mão no rosto.
— Katy, não complique as coisas.
— Você é im idiota, Peter! Não vê que é você que está estragando as coisas? Poxa, se te mandarem pastar, você também vai? Se Alex te pediu para me tirar daqui, como meu noivo no mínimo deveria ter me convidado, me feito querer ir, e não me dar uma ordem como você que está só seguindo uma! — Peter segurou o meu braço com certa força, cheguei a encher o ar dos pulmões em segundos pelo susto.
— Está tudo bem, aí? — um soldado jovem e bonito parou na nossa frente, e na mesma hora o Peter olhou para o meu braço e foi estranho, como se ele não tivesse visto que exagerou e quase me machucou, soltou como se tivesse levado um choque.
— Ah, me desculpe! Me excedi, mas só estamos conversando. — o soldado me deu uma olhada um pouco ousada de cima embaixo e a feição do Peter ficou sombria. — Se voltar a olhar a minha mulher assim, ficará sem olhos, soldado! Se gosta deles, suma daqui.
— Não tem como não olhar, você parecia que machucaria a irmã do chefe, é mais que minha obrigação, contar a ele o que vi. — arregalei os olhos, o soldado parecia não ter medo.
— Então sugiro a virar o rosto ou fechar os olhos. — Peter falou tão sério que o soldado até mudou a expressão.
O homem se calou. Parecia mudo, que raiva! Tudo que tem de bonito acaba quando se cala.
Chegamos à um lugar, ele parou o carro e desceu, então ficou me encarando. O chato queria que eu adivinhasse que era para eu descer.
— Nem adianta me olhar assim. Seus olhos azuis não vão me fazer voltar a gostar de você! — ele mudou a feição, imediatamente abriu a porta do carro e estendeu a mão, então fui... nem me perguntei porque.
— Você já chegou mesmo a gostar de mim? — eu não iria dizer, ele não estava merecendo, mas vi que a sua pergunta foi sincera.
— Já. Mas agora ando chateada, você é... — Aquele homem imenso e de olhos lindos me beijou.
Peter deve ser louco, não sei ao certo, mas chegou a me tirar do chão e senti uma emoção grande no seu beijo, foi diferente da outra noite, não era só desejo, havia algo nas minhas palavras que pareceram tirar ele de um casulo, um transe em que vive.
Seus braços grandes me apertaram, uma das mãos foi para o meu rosto, puxando meus cabelos com os dedos, então aqueles olhos azuis como o oceano me encararam profundamente e fiquei paralisada, esperando por suas palavras.
— Vamos conhecer a nossa casa! — ele quebrou o clima. Não que eu não quisesse conhecer, mas pensei que diria algo sobre o beijo, ou o que falei, mas Peter é muito fechado.
— É aqui?
— É, sim! Já arrumei algumas coisas, acho que você vai gostar! — eu me acalmei um pouco do pós beijo que acabou tão rápido, mas sorri quando vi que Peter apertou o controle do carro para fechar e segurou na minha cintura para entrarmos na casa. “Como será que é lá dentro?“ — pensei, inquieta, enquanto fui conduzida pelo senhor do silêncio. Era melhor me preocupar com o que havia dentro dele, a casa era o de menos!

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