CAPÍTULO 111
Laura Strondda
Alex se deitou comigo na cama depois que tomamos um banho. Ele ainda estava em silêncio, mas senti através das suas mãos como o seu coração havia se acalmado.
Ele parecia desfrutar da minha pele, como se fosse algo que ele não queria perder. Talvez fosse por tantas decepções, pois vejo que hoje ele me quer por perto de verdade, tem medo de se decepcionar, eu sinto.
Me perdi no tempo enquanto recebi o seu carinho, o seu toque. Alexander tem duas formas muito diferentes de se relacionar comigo, há momentos que prefere armas e momentos que me deixa sem ar, apenas com as suas demonstrações de amor.
— Como me conhece tão bem? Como sabia do que eu precisava, quando nem eu, sabia? — perguntou, enquanto beijava suavemente a minha pele.
— Eu senti. Prometi que iria até o fim, sou uma mulher de palavra, Siciliano!
— Eu sei. É apenas mais um motivo pelo qual eu te amo...
A noite foi intensa, cheia de amor e compreensão. Conversamos, nos amamos, e trocamos carícias que jamais imaginei em receber.
Pela manhã, estranhamos ver o Peter segurando na mão da Katy sobre a mesa, estavam tomando café, cheguei a dar uma olhada para o Alex, que disfarçou.
— Bom dia! — cumprimentamos e eles responderam normalmente.
— Saíram ontem, Peter? Não vi quando chegaram. — Alex perguntou.
— Sim, fomos ver a casa. — Peter respondeu.
— Bom, depois o Peter me levou numa lanchonete! — Katy comentou sorrindo e Alex fechou a cara.
— Espero que tenha dormido na sua cama, senhorita Caruso! — eu e a Katy sorrimos, Peter chegou a soltar a mão dela.
— É claro que dormiu, e fiz questão de averiguar. Acredita que precisei expulsar um dos soldados do Don, daqui? Tive problemas com ele, ontem. — Peter comentou.
— Sabe que tem liberdade para isso, se achou conveniente, ótimo. Só avise o Don para analisar o soldado, pode não ser digno de confiança.
— Já fiz. — Peter disse e Alex assentiu.
Eu não entendi exatamente o que aconteceu entre o casal de noivos, mas pareciam melhor.
Katy falou deslumbrada sobre a casa nova, e me chamou para ajudá-la com alguns preparativos do casamento, já que falta dois dias.
Soube que os bebês da Rebeca estão bem, quando a minha família veio nos visitar. Não é sempre que eles vem até aqui, mas foi bom relembrar meus momentos de solteira, embora eu prefira estar casada.
(...)
Dois dias passaram rápido, hoje é o casamento da minha cunhada com o Peter, e vejo quanto ela está nervosa.
Nesses dois dias aconteceram algumas coisas, entre elas que Maria melhorou e saiu do hospital.
Como não queria voltar para cá, pediu ao Alex que a levasse para um convento, disse que havia feito uma promessa, e que estava esperando uma resposta, e não entendi direito do que se tratava, mas a deixamos descansar.
— Pelo menos entendeu, então? — Alex negou.
— Não. E, o pior é que precisei usar o documento que ele assinou para lembrá-lo da sua honra, que no momento era a única coisa que ele entenderia, essa é a língua dele, e espero realmente que a Katy consiga ajudá-lo. Tenho fé, acredito nele.
— Meu Deus, ele estava tão bem. Tente descobrir quem ligou.
— Já fiz isso. Peguei o celular, ele nem viu. Não vai precisar de um na lua de mel, e Katy tem o dela. Já pedi ao Don para cuidar disso pra mim. — Respirei com dificuldades, aquilo era tão estranho.
Assisti o casamento e vi que tudo correu normalmente, não sei se a Katy percebeu o jeito do Peter, mas tenho receio por ela.
Percebi que a minha mãe levantou e foi na direção da porta, e meu pai não estava no lugar.
Quando ela saiu pra fora, eu senti algo estranho, deve ser porque aconteceu algo com ela durante o meu casamento, então me contive. Logo depois meu pai apareceu de outro lado e seu semblante era assustado.
Alex percebeu, acabamos pensando ao mesmo tempo, pois o vi arrumar a arma na cintura, então saímos juntos.
Quase tive um treco quando ouvi o Enzo dizer apavorado:
— Ainda bem que chegamos atrasados, aqueles dois homens, tentaram levar a tia Camila! — olhei para onde apontou e haviam dois homens de terno, mortos e esticados no chão, enquanto a Rebeca empurrando um carrinho de gêmeos, recém havia passado por um parto duplo, e esmagava o pescoço de um terceiro com seu belo salto quinze.
— Eu sabia que tinha que vir, só não imaginei que seria tão divertido!
(Atenção! Teremos a versão do casamento, narrado pelo Peter ou a Katy, quando começar a história deles, aguardem.)

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