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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 37

Clarice deu um sorriso gélido. Que imaginação fértil.

Ignorando a presença dos dois à sua frente, ela se virou para Evelise.

— Você já viu a situação atual. Estaria disposta a vir comigo? O único detalhe é que o salário pode não ser tão alto quanto o que ganha agora, e o trabalho será bem exaustivo.

Seu trabalho como diretora também exigia uma assistente. Evelise era quem a acompanhava há mais tempo e as duas já se conheciam muito bem.

Evelise não hesitou. Chorando lágrimas de alegria, respondeu:

— Eu vou com você, Clarice.

Se houvesse outra saída, quem em sã consciência gostaria de ficar ali servindo a Melissa?

Clarice curvou os lábios em um sorriso leve.

— Ótimo, vamos embora. O ferimento na sua cabeça ainda precisa de cuidados.

As duas se viraram e se prepararam para sair.

— Clarice, o que você acha que é este lugar?

Orlando gritou severamente, levantando-se de forma brusca e caminhando em direção a Clarice.

Ele agarrou o pulso dela com força, com o olhar furioso.

Clarice puxou a mão com firmeza para se soltar.

— Já que você não sabe tratar bem a minha funcionária, eu mesma a levo embora.

Orlando soltou uma risada fria.

— Sua funcionária? Ela tem um contrato assinado com a Família Carneiro. Se o contrato não terminou, a quebra exige o pagamento de uma multa rescisória.

— Mas não foi você quem disse que iria demiti-la?

— Se vou demiti-la ou não, tudo depende do meu humor.

Clarice deu um passo para trás, criando distância de Orlando, enquanto um novo sorriso se desenhava em seu rosto.

— O seu humor... Perfeito. Então vamos fazer as contas.

Clarice fez uma ligação e, logo em seguida, segurou a mão de Evelise, sentando-se no sofá ao lado.

Orlando observou a atitude dela, transparecendo certa confusão.

— Que contas?

— Já que o Sr. Carneiro não está disposto a resolver isso de forma amigável, não me importo de levar a situação até as últimas consequências.

Em menos de dez minutos, Renata apareceu no escritório.

Clarice curvou os lábios.

— Tem certas coisas que, depois de feitas, não adianta se arrepender.

Ela se levantou, puxou Evelise e caminhou em direção à porta. Orlando tentou se colocar à frente para impedir.

— Eu não autorizei a saída, vocês acham mesmo que podem ir embora?

Evelise, amedrontada, puxou levemente a roupa de Clarice e sussurrou:

— Clarice, deixa para lá. Não quero te arrastar para os meus problemas.

Clarice sorriu, dando tapinhas tranquilizadores na mão da jovem, e ergueu o olhar frio para Orlando.

— Você acha que, só por tentar nos prender aqui, eu viria sem estar preparada?

Clarice tirou o celular do bolso e o balançou na frente do rosto de Orlando.

— Tudo o que aconteceu aqui já foi enviado. Você pode até me impedir de sair, mas será que consegue impedir as pessoas lá fora?

Orlando bufou com desdém.

— Em toda a Cidade H, não existe ninguém que eu, Orlando, não possa impedir.

— É mesmo? Então que tal dar uma olhada em quem está lá embaixo?

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