— Com o que aconteceu desta vez, você já deve ter percebido. Até mesmo o assistente do presidente do Grupo Financeiro Alves consegue impor as regras na Cidade H. Imagine só, se você conseguir se estabelecer na capital...
— No futuro, ninguém mais vai ousar mandar em você.
Fátima continuou com sua persuasão, enquanto Orlando mantinha o olhar baixo, fechando as mãos lentamente em punhos.
— O filho da Melissa não pode nascer. Aproveite esta oportunidade para mandá-la embora e cortar os laços de vez. Mulheres são só um trampolim para você subir na vida.
Um brilho implacável cruzou os olhos de Orlando. Sim, eram apenas Melissa e a criança. O que importava se ela havia salvado sua vida? Ele já a havia recompensado mais do que o suficiente.
O tempo voou e logo chegou o dia do retorno de Adelina ao país.
Clarice foi pessoalmente recebê-la no aeroporto. No entanto, em vez de irem para casa, as duas seguiram direto para a maior e mais luxuosa casa noturna da Cidade H.
Elas também levaram Renata e Evelise.
Entre brindes, copos se chocando e corpos se balançando na pista, elas se entregaram à euforia da noite e esqueceram o mundo lá fora.
Olhando para os dois modelos que a acompanhavam, um de cada lado, Adelina não conseguia conter o sorriso.
Tinham rostos lindos e corpos de enlouquecer qualquer uma.
Clarice também já estava um pouco embriagada e respondeu com um sorriso brincalhão:
— É claro! A sua amiga aqui te conhece muito bem. Pode aproveitar à vontade, já está tudo pago.
Evelise nunca havia presenciado uma cena daquelas. Uma casa noturna tão extravagante estava muito além do que ela poderia pagar.
Especialmente com tantos homens bonitos ao redor, ela estava tão tímida que mal sabia onde colocar as mãos.
Renata, por outro lado, parecia muito mais à vontade. Como havia crescido no exterior, lidar com aquele tipo de ambiente badalado era algo corriqueiro para ela.
Ela segurava sua taça, degustando a bebida em pequenos goles.
Lançou um olhar de soslaio para as duas amigas que já haviam passado do ponto e balançou a cabeça em tom de resignação.
Clarice levantou-se com passos trôpegos.
— Divirtam-se aí, eu vou ao banheiro.
Adelina, cambaleante, tentou acompanhá-la, mas Renata a puxou de volta para o sofá.
Uma bêbada acompanhando outra bêbada? Elas nunca conseguiriam voltar!
Renata amparou Clarice e disse para Evelise:
— Eu vou com ela. Fique de olho nesta aqui.
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