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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 43

— Este ano, você não poderia...

Clarice o interrompeu imediatamente.

— Não. Não tenho tempo.

Orlando se apressou em explicar.

— Não me entenda mal. Você sabe que as ações da empresa têm estado bastante instáveis ultimamente. Se vazar a notícia do nosso divórcio...

— Isso vai afetar seriamente a empresa e o valor das ações. Se você me ajudar a superar essa fase, prometo emitir uma declaração pública quando nos divorciarmos, afirmando que a separação foi amigável, reduzindo assim o impacto sobre o grupo.

Clarice ergueu levemente o olhar. Durante esse período de instabilidade no mercado, Renata havia adquirido uma boa quantidade de ações da Família Carneiro em seu nome.

Se as ações do Grupo Carneiro continuassem caindo, isso seria ruim para Clarice quando ela assumisse o controle no futuro.

Era apenas uma encenação. Pelo bem do dinheiro, ela poderia concordar.

Clarice suspirou.

— Não é impossível. Mas por que eu deveria te ajudar? Não ganho nada com isso.

Vendo que ela estava cedendo, Orlando foi rápido em prometer:

— O que você deseja? Qualquer coisa que estiver ao meu alcance, eu te dou.

— Qualquer coisa?

— Sim, desde que eu possa oferecer.

Clarice deu uma risada suave, os lábios curvando-se com charme.

— E se eu pedir cinco por cento das ações da empresa, você aceita?

O sorriso no rosto de Orlando desapareceu em um instante.

Clarice zombou.

— Não pode dar? Então por que fez tantas promessas vazias? Esqueça. Sendo assim...

— Feito. Eu te dou. Contanto que você organize a festa pessoalmente, entrego os documentos de transferência das ações no mesmo dia.

Era surpreendente que Orlando tivesse aceitado. Ela só estava testando os limites dele e já se preparava para pedir dinheiro em vez disso.

Clarice exibiu um sorriso radiante.

— Eu só garanto a minha presença.

No segundo andar, Erasmo assistia a toda a cena com o rosto frio. Seus lábios estavam cerrados, e uma tensão sombria se acumulava em seus olhos.

Os lábios de Leandro Neves desenharam um sorriso provocador.

— O que foi? Não vai descer para ver?

Mas não havia nenhum sinal de Adelina.

O coração de Clarice deu um salto. Estavam encrencadas! Será que Adelina já tinha sido empacotada e mandada de volta?

Ela se aproximou apressadamente para tentar se explicar, mas parou ao ver o sangue pingando da mão de Erasmo.

Toda e qualquer outra preocupação desapareceu de sua mente instantaneamente.

— Erasmo... O que aconteceu com a sua mão?

A palma da mão de Erasmo havia sido perfurada pelos estilhaços de vidro devido à força exercida. Gotas de sangue pingavam incessantemente no chão.

Clarice segurou as mãos de Erasmo para examiná-las. Os fragmentos de vidro estavam encravados na pele.

— Luan, vá buscar um kit de primeiros socorros!

Sua voz estava carregada de urgência, e havia uma evidente dor em seus olhos.

Com tantos cacos de vidro, a dor devia ser insuportável.

O olhar de Erasmo estava profundo e sombrio. Ele não deixou passar a angústia refletida no rosto de Clarice.

A fúria gélida que antes consumia seu interior derreteu-se pela metade em um piscar de olhos.

Ele permaneceu imóvel, permitindo que Clarice cuidasse dele.

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