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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 46

Na manhã seguinte, Erasmo foi embora.

Após o café da manhã, Clarice ligou para Adelina. Com toda a confusão envolvendo Erasmo na noite anterior, ela havia se esquecido de ver como a amiga estava.

O telefone tocou por um longo tempo antes de ser atendido, fazendo Clarice pensar que Adelina pudesse ter passado mal de tanto beber.

Assim que a ligação foi completada, Clarice logo perguntou:

— Adelina, você chegou bem ontem à noite? Ninguém te deu trabalho, né?

Houve um silêncio de alguns segundos do outro lado da linha, seguido por uma voz rouca. Clarice não desconfiou de nada, achando que era apenas efeito da bebedeira.

— Tudo bem. Eu bebi demais ontem e até perdi a memória de algumas coisas. E você, como está?

— Eu estou bem. Você já está lúcida o suficiente? Poderia dar um pulo aqui no Parque das Acácias?

— Claro, sem problema.

A resposta de Adelina foi tão imediata que um leve sorriso se formou nos lábios de Clarice.

— Ótimo, então te espero aqui no Parque das Acácias.

— Já terminou de falar?

De repente, uma voz masculina surgiu no telefone. Era um tom agradável e, de certa forma, familiar.

— Adelina, tem mais alguém aí com você?

— Ah, é só o entregador. Não é nada, vou desligar agora. Fique em casa me esperando, viu!

Com um clique seco, a chamada foi encerrada, deixando Clarice completamente confusa ao ouvir o tom de linha ocupada.

...

— Leandro, você tem algum problema? Não viu que eu estava no telefone? Por que teve que se intrometer?

Adelina apertou o cobertor contra o peito, visivelmente irritada com a intromissão repentina de Leandro.

O que ela não sabia era que sua expressão zangada só atiçava ainda mais o homem à sua frente.

Leandro ajeitou os óculos de aro dourado, e um sorriso prepotente despontou em seus lábios bem desenhados.

Inclinou o corpo para a frente, aproximando-se lentamente de Adelina, enquanto o desejo em seus olhos se tornava cada vez mais denso.

Adelina recuou por instinto; ela conhecia aquele olhar bem até demais.

— Por que está chorando? Eu te machuquei? Não chore... Olha, se quiser, pode me morder.

Ele levou a própria mão até os lábios dela. Sem a menor cerimônia, Adelina cravou os dentes na pele dele, usando toda a força que tinha.

Leandro apenas franziu levemente o cenho, permitindo que ela descontasse sua raiva.

De repente, uma lágrima quente pingou em seu braço, quase abrindo um buraco em seu coração.

Com a outra mão, ele começou a acariciar os cabelos de Adelina, tentando acalmá-la com gestos suaves.

Talvez por ter extravasado a emoção, ou simplesmente por achar que não valia mais a pena.

Adelina soltou o braço dele. O leve gosto de sangue em sua boca a deixou desconfortável.

Sem aviso, Leandro a pegou no colo e a levou até o banheiro.

— Leandro, o que você está fazendo? Não tenho energia para as suas brincadeiras.

Ela estava completamente nua. Se ele tentasse alguma gracinha, ela jurava que acabaria com ele.

Leandro a levou para o banheiro, ajudou-a a se lavar e, por fim, a vestiu com suas próprias mãos. Todo o processo foi feito com absoluto respeito.

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