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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 47

Adelina levantou-se para sair, mas a porta estava trancada.

Ela se virou para trás:

— Abre a porta, eu quero sair.

Sentado ali perto, Leandro aplicava remédio em seu próprio machucado, em silêncio absoluto. Parecia abatido e visivelmente desanimado.

Adelina forçou-se a não amolecer e elevou o tom de voz:

— Leandro, eu vou embora.

Foi só então que ele levantou os olhos, revelando uma afeição densa e impossível de dissipar.

— Para onde você vai? Eu te levo.

— Não precisa, eu tenho meu carro.

Leandro levantou-se, parou diante dela e, com um gesto suave, colocou uma mecha solta de cabelo atrás da orelha de Adelina:

— Adelina, vamos parar de brigar, está bem? Sobre o que aconteceu no passado, eu vou te explicar tudo com calma, nós...

— Leandro.

Adelina o interrompeu, não o deixando terminar:

— Eu já não quero saber dos detalhes do passado. Foi a sua escolha e eu a respeito.

Agora, por favor, respeite a minha escolha também. Se o amor acabou, devemos seguir em frente. Ficar insistindo nisso não faz o seu estilo.

— O amor acabou?

Ao ouvir aquelas palavras, Leandro perdeu a calma por completo.

Ele puxou a gola da própria blusa com força, expondo suas clavículas sensuais no ar.

A pele estava coberta de marcas íntimas e avermelhadas, e, logo abaixo delas, havia uma linha de letras pequenas.

— Se o amor acabou, por que você beijou isso aqui repetidas vezes ontem à noite? Se o amor acabou, por que chamou o meu nome sem parar?

Em um movimento brusco, ele abriu a gola da blusa de Adelina, revelando a bela clavícula dela, onde também repousava uma pequena tatuagem.

A mesma fonte, exatamente no mesmo lugar.

— Você ainda guarda isso em você e tem a coragem de me dizer que não me ama mais.

Assim que Leandro terminou de falar, o rosto de Adelina empalideceu por completo.

Seus lábios tremiam levemente, e seu olhar vacilou.

Um estalo nítido e ensurdecedor ecoou pelo ar. Era o som de um tapa.

Aquela era a ferida mais profunda de Adelina, a dor que ela jamais admitia que tocassem.

— Adelina, eu...

— Nunca mais apareça na minha frente, Leandro. Abre essa porta.

A porta foi destrancada. Adelina saiu, deixando Leandro imóvel diante da soleira, em absoluto silêncio.

Por que as coisas haviam chegado àquele ponto? Essa nunca foi a sua intenção.

Marcel, o assistente, viu Leandro tão murcho quanto uma planta esquecida no sol, e depois olhou para Adelina marchando furiosa com os olhos inchados.

Um turbilhão de pensamentos passou pela sua cabeça.

Não dizem que briga de casal se resolve na cama? Que uma noite juntos resolve metade dos problemas?

Será que foi falta de frequência?

Movido pela curiosidade, o olhar do assistente desceu involuntariamente em direção à virilha de Leandro.

Ele desviou os olhos rapidamente. "Não é possível," pensou.

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