"Lorena"
Eu olhei para a fachada da casa e depois olhei para o Érick. De todos os lugares do mundo, eu não imaginei que ele me trouxesse justamente para a casa dele, não esta noite.
O silêncio que nos acolheu quando a porta da casa bateu por trás de nós era frio, mas já não parecia fúnebre como no dia em que eu fui embora. Era só o silêncio de uma casa vazia. O Érick manteve os dedos tensos presos ao redor da minha mão, e eu me deixei guiar pela penumbra, sentindo as pernas bambas e o coração batendo como um louco no peito.
- Albelini, o que nós estamos fazendo aqui? - Eu perguntei num sussurro.
- Eu estive meses fora, Lorena. Eu te fiz sair...
- Jeito bonito de falar que me expulsou. - Eu bufei e ela parou no meio da sala para me encarar.
- Eu vou me arrepender disso pelo resto da vida. Mas eu te trouxe aqui, Lorena, para que você saiba que mesmo não estando aqui, essa casa sempre foi sua. - Ele declarou e me puxou em direção ao escritório, destrancou a porta e me levou para dentro, me virando para ele e me dando um beijo. Um beijo que fez a minha pele esquentar.
Enquanto ele me beijava, ele me levou em direção à mesa e me colocou sentada sobre ela. Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço e ele abriu os primeiros botões da minha camisa, sem pedir licença.
- Foi aqui que eu te beijei pela primeira vez como Lorena. - Ele falou no meu ouvido. - Eu só beijei você nesse escritório, Lô. Foi só você nessa mesa, naquela cadeira, no sofá... no meu coração.
- Mas também foi aqui que você me disse... - Eu comecei a falar, mas ele me interrompeu com mais um beijo, mais intenso mais suplicante.
- Eu sei, Lô. Mas eu quero saber se os momentos bons que nós tivemos aqui superam o momento ruim. Me diz, Lô, o que você sente vindo aqui de novo? O que você sente enquanto os meus lábios estão sobre a sua pele aqui mais uma vez?
- Se você continuar me beijando assim, talvez eu possa focar nos momentos bons. - Eu brinquei e ele riu no meu pescoço e eu senti quando ele mordeu devagar, passou a língua quente e depois sugou a pele do meu pescoço naquele mesmo ponto que ele já havia marcado tantas vezes antes. - Eu não disse que você poderia me dar um chupão, Albelini. - Eu reclamei e ele riu.
- Você é irresistível, Lô. E eu adoro olhar para a marca dos meus beijos na sua pele e saber que você é minha. - Ele sussurrou e dei um beijo suave sobre o local. - Fica quietinha.
Ele se afastou, foi até o cofre e pegou alguma coisa. Depois voltou balançando uma chave.
- Eu quero muito relembrar nós dois na cadeira, na mesa e no sofá, mas a casa é grande e nós temos outros cômodos a visitar. - Vem comigo, minha Fada.
- Nós vamos fazer um tour pela casa? - Eu perguntei rindo e ela me puxou para um abraço.
- Adoro ouvir você rir. - Ele falou e me levou com ele para a cozinha.
Na cozinha ele me colocou sobre o balcão, enquanto me beijava, acabou de abrir a minha camisa e a jogou no chão, passando as mãos pela minha cintura até tocar os meus seios.
- Adoro que eles estão mais cheios porque você amamenta o nosso filho. - Ele sussurrou, a sua boca escorregou da minha para o meu pescoço, do meu pescoço para o colo e do colo até a borda do sutiã. Ele pousou um beijo doce ali, puxou a taça do sutiã para baixo e passou a língua pelo meu mamilo me deixando arrepiada. Ele devolveu o sutiã ao seu lugar e repetiu o mesmo toque no outro mamílo. Aquilo parecia uma tortura, quando ele desceu uma trilha de beijos até o meu umbigo.

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