"Lorena"
Eu estava morrendo de saudade dele. O Érick desceu os beijos pervertidos pelo meu pescoço, deixando uma trilha de fogo pela minha pele, enquanto as minhas mãos subiam pelo terno escuro dele, arrancando o paletó e praticamente rasgaram a camisa.
Ele nos conduziu para a cama enquanto tirava o meu sutiã. Quando as minhas costas tocaram a cama, a colcha sobre ela pareceu gelada na minha pele quente. E então ele perdeu a pressa e com uma lentidão torturante ele trilhou um caminho de beijos pelo meu pescoço.
- Você está ainda mais linda, Lô! Mais sexy! - A boca dele encontrou um dos meus mamilos sensíveis. E eu senti a sua língua quente e molhada em deliciosos movimentos circulares, passando de um mamilo a outro, beijando e sugando cada seio sem pressa. - Eu senti tanto a sua falta, minha Fada.
As mãos dele deslizavam pela minha pelem mapeando cada centímetro novo deixado pela gravidez. A sua boca escorregou para a minha barriga e ali ele me reverenciou com beijos carinhosos e palavras doces.
- Linda! - Ele suspirou, contornando o meu umbigo com a língua.
Suas mãos puxaram a minha calcinha para fora do meu corpo e os olhos dele brilharam de prazer enquanto ele beijou a parte interna da minha coxa e então atingiu o meu sexo, me fazendo gritar de prazer enquanto ele me consumia. A sua língua subia e descia pelo meu sexo, alternando entre sugar e lamber, enquanto ele emitia sons primitivos de apreciação. E rapidamente eu estava lá, alcançando o limite entre a sanidade e a loucura, me deixando levar por aquela sensação de libertação e convulsionando de prazer com os dedos emaranhados no cabelo dele como se suplicasse por mais.
E enquanto eu ainda arfava sobre a cama, o resto da roupa dele foi para o chão e ele pairou sobre mim.
- Eu não tenho preservativo. - Ele declarou seriamente. - E mesmo que tivesse, eu não quero, não quando eu tenho você de novo nos meus braços.
- Então talvez você me engravide de novo. - Eu respondi, eu sabia exatamente o que ele estava dizendo pisando em ovos daquele jeito. - Você me disse que não teve mais ninguém além da sonsa há meses atrás. Eu acredito em você. Agora só... faz amor comigo, Érick!
Ele se abaixou lentamente até a boca dele tocar a minha. O beijo era doce, sensual, como uma música lenta e sexy, como passos de dança que incitavam a mais ousadia. Eu senti o membro dele tocar o meu sexo e se arrastar por ele, me deixando arrepiada e necessitada e então eu senti ele se encaixar na entrada e começar o seu caminho para se fundir a mim.
- Olha para mim, Lorena. Olha para mim enquanto me sente em você! - A voz dele era um comando doce e impossível de desobedecer. - Isso, minha Fada! Seu corpo me reconhece... isso é melhor do que eu me lembrava, amor. Você é perfeita!
E devagar ele foi entrando, tomando conta de mim, me reivindicando. Ele afundou totalmente dentro de mim. Com os olhos cravados nos meus. Aquela pausa pareceu longa demais e eu estava necessitada demais.
- Érick... - Mas eu não falei, a boca dele estava sobre a minha no mesmo momento em que ele começou a se mover dentro de mim.
E enquanto me beijava, uma das suas mãos tocava o meu seio e a outra segurava o meu quadril. Ele se movia num ritmo lento e delicioso, engolindo os meus gemidos de prazer enquanto eu senti ele sair e voltar e se enterrar em mim. Ele construiu uma crescente de desejo e prazer entre os nossos corpos, sundindo a nossa pele, lavando as nossas almas e nos dando um novo começo.
Ele me arrebatou de novo naquela espiral louca que me deixou a um passo da queda livre e então, mais um movimento ainda mais profundo dos seus quadris batendo nos meus e eu estava me desmanchando debaixo dele, me desfazendo em uma massa mole que ele conduzia enquanto eu gemia o seu nome e num último impulso ele me alcançava com o seu próprio orgasmo.
- Eu te amo, Lorena! Para sempre! - Ele se declarou outra vez, o seu corpo pesando sobre o meu, mas não me esmagando. Era o peso certo, o corpo certo, o homem certo. Era todo o meu coração entregue a ele outra vez, com toda a minha capacidade de amar.
- Eu te amo, Érick! Para sempre! - Eu devolvi as suas palavras com a sinceridade da alma.
Ele saiu de cima de mim e me puxou para o seu peito, como já tinha feito tantas vezes e me fazia sentir tão segura. E aquele mesmo sentimento estava ali de novo, intacto, a confiança nele, a segurança dos seus braços, a fé no que sentíamos um pelo outro. Mas agora nós estávamos livres dos segredos e dos inimigos que nos espreitavam antes. Agora éramos só nós dois, nossa pequena família e amigos, a vida que vislumbrávamos juntos.
Nós ficamos ali no escuro, abraçados, nos tocando, nos sentindo. Como se naquele momento os nossos corações voltassem a se sincronizar. E de forma mansa e sem ser percebido o sono chegou e me embalou com os melhores sonhos do meu amor voltando para casa.


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