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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 105

POV: SKY BITTENCOURT

O meu plano original era simples: entrar no quarto, tomar o banho mais rápido da minha vida e fugir antes que o Blackwood cruzasse a porta. Eu só queria sumir. Mas eu ainda estava debaixo do chuveiro quando ouvi o estalo seco da tranca do quarto batendo. Tranquei-me no banheiro, segurando o fôlego, torcendo para que ele pegasse qualquer coisa e desse o fora. Mas ele não saiu. Como eu tinha certeza de que terminaria o banho antes de ele chegar, cometi o erro de não levar nenhuma muda de roupa para o banheiro. Fiquei presa ali até o vapor embaçar os vidros, o meu tempo esgotar e a minha pele começar a engilhar.

Quando criei coragem para abrir a porta, ele estava lá, vestindo apenas uma cueca box com uma toalha nos ombros. Eu não imaginava que aquela discussão de egos e insultos terminaria comigo deitada de costas no colchão, inteiramente despida, experimentando um incêndio que eu nem sabia que o meu corpo era capaz de produzir.

O Rocco tinha acabado de me dar um blackout cerebral. O beijo dele era absurdamente bom, um encaixe tão gostoso e cheio de autoridade que me fazia sentir como se estivesse me perdendo de mim mesma. Ele era um arrogante, um prepotente insuportável, mas era o homem mais bonito que eu já tinha visto na vida. Olhando de perto, aqueles olhos verdes intensos contrastando com o cabelo muito preto e a barba desenhada me davam vertigem. Ele tinha ombros largos, um peitoral firme de granito e um sorriso perfeito que, mesmo irônico, funcionava como um ímã que me puxava de volta para ele toda vez que eu tentava recuar.

Eu tinha medo desse sentimento. Era algo forte demais, violento, uma eletricidade que eu nunca tinha sentido na vida e que não passava nem perto do que eu sentia pelo Gael.

Quando os dedos dele entraram em mim segundos atrás, a sensação foi avassaladora. Ele movimentava a mão lá dentro, me esticando, enquanto a outra apertava os meus peitos com força e a boca dele sugava os meus mamilos. O meu corpo inteiro vibrano. Uma onda de calor escorregadio inundou o meu centro e se espalhou pelas minhas coxas, me fazendo rebolar contra os dedos dele, soltando gemidos sôfregos que eu nem reconhecia como meus. Foi a melhor sensação da minha vida. Mas aí ele retirou os dedos de dentro de mim, me deixando com um vazio insuportável, e usou o meu próprio mel para molhar a cueca box, atiçando o pau rígido dele.

Quando ele se posicionou sobre mim de novo, no meio das minhas pernas, colando os nossos quadris e roçando a rigidez dele direto no meu clitóris, a lição dele ficou clara: ele queria me provar que sexo não era apenas sobre penetração, e que conseguia me desestruturar inteira sem quebrar a minha barreira de virgem.

Eu era uma aluna. Mas não uma aluna submissa. Num impulso de audácia, igual ao que eu já tinha lido nos romances, segurei os ombros largos dele com força e o joguei para trás, invertendo as posições no colchão.

O Rocco caiu de costas nos lençóis e eu subi em cima dele de uma vez, ficando montada no seu quadril. Eu estava completamente nua, com o cabelo ruivo bagunçado caindo pelas minhas costas e os meus seios expostos. Olhei para baixo, vendo o volume do pau dele esticando o tecido da cueca, e o meu coração acelerou tanto que a batida ecoou na minha garganta. Eu estava morrendo de vergonha da minha própria nudez, mas quando ele me olhou bem no fundo dos olhos e disse que eu era linda pra caralho, eu realmente acreditei. Havia uma verdade tão crua naqueles olhos verdes que a minha insegurança simplesmente sumiu. Havia o risco de eu ser apenas alguém que ele queria comer e não terminou o serviço, mas naquele segundo, eu decidi colocar em prática tudo o que já tinha lido nos meus livros de romance. Tudo aquilo que eu nunca tinha feito ou sequer ousado experimentar com o meu namorado, eu faria com ele. Perto do Rocco, o Gael era morno e sem sal; o Rocco era o próprio inferno em forma de homem, e eu queria queimar.

— Então me diz... o que eu tenho que fazer? — perguntei, a voz saindo num sussurro curto, encarando o seu rosto perfeito.

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