No terceiro andar, Carolina destrancou a porta e acendeu a luz.
Tirou os saltos altos.
— Não tenho chinelos do seu tamanho. Pode entrar de sapato mesmo.
Enquanto falava, pendurou a bolsa no gancho da parede e seguiu para dentro, arrastando os passos. O corpo inteiro parecia pesado de cansaço.
Henrique entrou atrás dela e fechou a porta.
Olhou ao redor com calma. A expressão se fechou de repente. O olhar ficou escuro, difícil de decifrar.
Na sala havia apenas um sofá, uma mesinha de centro, dois armários baixos e uma geladeira pequena. Só isso.
Ainda assim, tudo estava limpo, organizado, com um aconchego discreto e bom gosto. Quase não havia excessos.
O olhar de Henrique desceu até a sapateira.
Nenhum sapato masculino.
O canto da boca dele se ergueu levemente.
Ele entrou e se sentou no sofá de dois lugares.
Carolina trouxe uma xícara de café quente e a colocou sobre a mesa à frente dele.
— É solúvel. Está bem quente. Espera esfriar um pouco antes de beber.
Henrique ergueu os olhos para ela.
— Você tem pomada pra machucado?
— Você se feriu? — Carolina perguntou, tensa, examinando-o de cima a baixo.
— Tem ou não?
— Tenho. Espera um pouco.
Ela entrou no quarto e voltou com um tubo de pomada e alguns cotonetes. A voz saiu baixa, carregada de preocupação.
— Onde você se machucou, afinal?
Henrique estendeu a mão. Ela colocou a pomada nela.
— Senta aqui.
Ele deu dois tapinhas no espaço ao seu lado no sofá.
Carolina achou que ele precisava de ajuda. Não pensou muito e se sentou.
Henrique se inclinou para a frente, levantou a barra do vestido dela, segurou seu tornozelo e apoiou a perna sobre a própria coxa.
— O que você está fazendo?! — Carolina se assustou.
O pânico subiu de imediato. Ela puxou a perna de volta, ajeitou o vestido às pressas. O corpo inteiro entrou em alerta.
Henrique franziu a testa e, por cima do tecido, segurou novamente a panturrilha dela.
— Fica quieta.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
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