Entrar Via

Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 256

Durante todo o caminho, Carolina esteve inquieta.

A fábrica química do Grupo Nogueira Lima ficava num subúrbio afastado, praticamente no meio do nada. Por ali, havia só uma dúzia de famílias da zona rural e alguns trechos de lavoura.

Carolina conversou com os moradores, reuniu as reclamações, recolheu evidências e ainda coletou amostras da água dos canais de irrigação e das valas que cortavam as terras vizinhas.

Passou o dia inteiro investigando os arredores da fábrica, indo de um lado para o outro, até sentir as pernas quase cederem.

Nenhum advogado queria pegar aquele caso. O custo era um dos principais motivos.

No fim, os honorários que ela receberia não chegavam a ser grande coisa. Em compensação, a ação podia se arrastar por meses, talvez anos. E, para levantar provas, ainda teria de bancar do próprio bolso todo tipo de análise laboratorial e perícia.

Quando terminou, já era noite. Carolina pegou o transporte de volta daquele subúrbio remoto.

Ao sair da estação de metrô, já passava das dez e meia.

A calçada que levava ao condomínio estava silenciosa demais. Quase não havia ninguém na rua. De um lado, arbustos densos. Do outro, uma avenida de mão dupla deserta, com alguns carros estacionados ao longo da via.

Quanto mais andava, mais Carolina sentia um arrepio incômodo subir pela espinha. Depois de um tempo, começou a perceber, ainda que vagamente, passos acompanhando os dela.

Era pleno verão, mas havia no ar uma sensação estranha, sombria, gelada, como se rajadas de vento frio soprassem ao redor.

Na verdade, desde que saíra de casa naquela manhã, ela já carregava o mesmo pressentimento.

A luz amarelada dos postes se espalhava de forma difusa, quase enevoada. O coração de Carolina disparou. Ela apressou o passo. Depois, acelerou ainda mais. E, quanto mais andava depressa, mais nítidos ficavam os passos atrás dela, acompanhando cada movimento.

De repente, virou a cabeça.

Uma sombra escura passou num relance e se escondeu entre os arbustos à beira da calçada.

Então não era coisa da cabeça dela. Alguém realmente a estava seguindo.

Carolina disparou para a frente, correndo em passadas largas. Quando entrou no condomínio, já estava ofegante e olhava para trás a todo instante.

Mas, àquela altura, não havia mais ninguém.

Na manhã de segunda-feira, a caminho do trabalho, Carolina voltou a ter a sensação de estar sendo seguida. Dessa vez, porém, era algo ainda mais sutil. Mesmo quando se virava, não via absolutamente ninguém.

Por um instante, voltou a suspeitar de que talvez estivesse ficando paranoica.

Assim que entrou no escritório, a recepcionista se levantou com um buquê nas mãos e um sorriso no rosto.

— Dra. Carolina, mandaram flores para você.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle