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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 269

O rosto de Cláudio se fechou de vez, e o sorriso preso em seus lábios ficou rígido, quase impossível de sustentar.

Um lampejo discreto de satisfação passou pelos olhos de Henrique. Então ele se virou, foi até Carolina e disse:

— Vamos.

Carolina fez um leve aceno para Cláudio e saiu com Henrique.

Observando os dois se afastarem, Cláudio cerrou os punhos com força. Rangeu os dentes, tomado pela irritação, e deixou escapar um palavrão entre dentes.

Lílian abriu a boca, hesitante:

— Mano, eu...

— Cala a boca. — Cláudio se virou de repente para encará-la. O peito subia e descia, pesado de raiva. Em voz baixa, mas afiada, falou pausadamente, marcando cada palavra: — Lílian, escuta bem o que eu vou te dizer. Você pode odiar a Carolina. Pode até tentar impedir que Henrique e Carolina fiquem juntos. Mas, se se meter, nem que seja um pouco, na minha tentativa de conquistar a Carolina, eu corto todo o seu dinheiro. E, a partir daí, nem pense em me chamar de irmão.

Lílian abaixou a cabeça.

O ressentimento ainda queimava dentro dela, mas a ameaça de perder o apoio financeiro bastou para fazê-la ceder na mesma hora.

— Desculpa, irmão. Eu sei que errei. Prometo que vou te ajudar a conquistar a Carolina.

— Ainda bem que você entendeu.

Depois disso, Cláudio se afastou, ainda tomado pela irritação, e voltou para o meio dos convidados.

Já era tarde da noite, e a cidade brilhava sob o reflexo intenso dos letreiros e das luzes de néon.

O carro avançava em meio ao fluxo interminável do trânsito, cercado pelo vermelho dos freios, enquanto no interior reinava um silêncio pesado.

Henrique tinha bebido, então chamou um motorista para dirigir por ele.

Carolina estava sentada a seu lado, no banco de trás.

O leve cheiro de álcool, misturado ao perfume limpo e agradável de Henrique, preenchia o carro e se insinuava aos poucos na respiração dela.

Encostada na janela, Carolina mantinha o rosto voltado para a paisagem noturna da cidade.

Ela não sabia quanto tempo tinha passado quando Henrique finalmente quebrou o silêncio sufocante.

— Carolina, você está linda esta noite.

O olhar dele pousou nela por inteiro, franco, direto, carregado de uma admiração que ele nem se preocupava em esconder.

O coração de Carolina falhou por um instante.

Ela sentiu o rosto aquecer levemente e, por sorte, a penumbra dentro do carro escondia bem o breve descontrole que tomou conta dela.

— Obrigada. — Ela baixou os olhos, quase num sussurro.

O olhar dele continuava quente, intenso, e mesmo assim Henrique mantinha a distância de um cavalheiro.

No ar, pairava uma intimidade contida, silenciosa, cada vez mais densa.

Foi logo depois que ele disse aquilo que o motorista, sem falar nada, ligou o som do carro.

Henrique realmente agia como se o motorista nem existisse.

Meia hora depois, o carro parou em frente ao prédio.

Henrique dispensou o motorista e subiu com Carolina.

Assim que entrou no edifício, ela se virou para ele:

— Eu subo sozinha. Não precisa me acompanhar. Pode ir.

— Bebi demais. Vou usar o banheiro da sua casa. — Henrique passou por ela e foi direto para o elevador, num gesto firme, sem dar espaço para recusa.

Carolina sabia perfeitamente que aquilo era só uma desculpa.

Ainda assim, não conseguiu impedi-lo.

Os dois subiram juntos.

Carolina destravou a porta com a digital e entrou, acendendo as luzes do apartamento.

Henrique veio logo atrás. Enquanto trocava os sapatos, percebeu uma folha caída no chão. Abaixou-se, pegou o papel e o abriu.

No instante em que leu o que estava escrito, seu rosto escureceu.

Carolina deixou o celular e a bolsa sobre o aparador da entrada, tirou os saltos e, ao se virar, deu de cara com o papel nas mãos dele e com a expressão sombria que se abatera sobre seu rosto.

— Tem outro bilhete? — Carolina se aproximou e inclinou a cabeça para ler o que estava escrito.

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