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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 273

Carolina levou um susto tão grande que congelou na mesma hora e puxou a mão de volta por puro reflexo.

Mas Henrique foi mais rápido.

No exato instante em que ela tentou recuar, ele segurou com firmeza os dedos delicados dela e os manteve pressionados contra os próprios lábios, enquanto a fitava com os olhos acesos, preso à confusão estampada no rosto dela.

O coração de Carolina parecia prestes a saltar pela garganta. As orelhas ardiam. Ainda assim, ela fingiu calma.

Os dois ficaram em silêncio, olhando um para o outro.

Os olhares se enredaram de um jeito estranho, íntimo, como se naquele instante já existisse entre eles uma cumplicidade muda e delicada. Mesmo assim, nenhum dos dois ousou dar o primeiro passo.

Henrique, porém, estava no limite.

Sem soltar a mão dela, conduziu-a devagar para baixo, fazendo seus dedos deslizarem por cima do pijama, sobre o calor firme do próprio peito.

Carolina enrijeceu na mesma hora.

O rosto se tingiu de vermelho. Os dedos ficaram rígidos, trêmulos. A respiração falhou, e ela engoliu em seco, completamente perdida.

Tentou puxar a mão de volta.

Ele não deixou.

— Me solta... Eu preciso ir ao banheiro.

Carolina baixou a cabeça, atrapalhada, fugindo daquele olhar abrasador.

Henrique soltou um suspiro resignado e afrouxou os dedos.

Carolina se levantou num pulo, atirou o cobertor para o lado e correu para o banheiro, fechando a porta atrás de si.

Ao vê-la fugir daquele jeito, Henrique fechou os olhos, tomado pela frustração. Virou-se de bruços na cama e tentou se conter à força, agarrando-se ao que ainda restava do próprio autocontrole.

Já no banheiro, Carolina se sentou no vaso sanitário e, ao se lembrar do que acabara de acontecer, afundou numa mistura dolorosa de vergonha e desejo.

De um lado, insistia em repetir para si mesma que precisava manter distância de Henrique.

Do outro, era simplesmente incapaz de resistir à atração que ele exercia sobre ela.

Aquilo estava deixando-a louca.

Depois de usar o banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes e prendeu o cabelo para trás.

Respirou fundo, tentando pôr o coração no lugar. Então abriu a porta e saiu.

Ao ver Henrique de bruços na cama, apressou-se em dizer:

— Vou fazer o café da manhã.

Mal terminou a frase e já saiu do quarto.

Henrique apanhou um pão de queijo e deu uma mordida generosa. Enquanto mastigava, observou o jeito concentrado dela descascando o ovo. Havia alguma coisa de irresistivelmente adorável naquela cena.

A brisa da manhã entrava pela varanda, fresca e agradável.

A luz do sol se espalhava pela sala, derramando um calor manso por todo o ambiente.

Henrique desejou, de repente, que dali em diante todos os dias pudessem ser assim: acordar e encontrá-la ali, sentar-se ao lado dela, dividir um café da manhã simples.

Nem precisariam conversar.

Poderiam ficar em silêncio... ou trocar comentários banais sobre a vida, sem pressa, sem esforço algum.

— O Leandro foi transferido para cá. — Henrique disse de repente.

Carolina parou na mesma hora e ergueu os olhos, surpresa.

— Leandro veio para Nova Capital?

Henrique assentiu enquanto mastigava devagar. Em seguida, tomou um gole de água morna para umedecer a garganta e explicou:

— Tem um projeto enorme, importantíssimo. Reuniram em Nova Capital os melhores engenheiros do país. O Leandro chegou no mês passado.

— E a Larissa? — Carolina terminou de descascar o ovo e ficou com ele na mão. — Ela veio para Nova Capital com ele?

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