Carolina levou um susto tão grande que congelou na mesma hora e puxou a mão de volta por puro reflexo.
Mas Henrique foi mais rápido.
No exato instante em que ela tentou recuar, ele segurou com firmeza os dedos delicados dela e os manteve pressionados contra os próprios lábios, enquanto a fitava com os olhos acesos, preso à confusão estampada no rosto dela.
O coração de Carolina parecia prestes a saltar pela garganta. As orelhas ardiam. Ainda assim, ela fingiu calma.
Os dois ficaram em silêncio, olhando um para o outro.
Os olhares se enredaram de um jeito estranho, íntimo, como se naquele instante já existisse entre eles uma cumplicidade muda e delicada. Mesmo assim, nenhum dos dois ousou dar o primeiro passo.
Henrique, porém, estava no limite.
Sem soltar a mão dela, conduziu-a devagar para baixo, fazendo seus dedos deslizarem por cima do pijama, sobre o calor firme do próprio peito.
Carolina enrijeceu na mesma hora.
O rosto se tingiu de vermelho. Os dedos ficaram rígidos, trêmulos. A respiração falhou, e ela engoliu em seco, completamente perdida.
Tentou puxar a mão de volta.
Ele não deixou.
— Me solta... Eu preciso ir ao banheiro.
Carolina baixou a cabeça, atrapalhada, fugindo daquele olhar abrasador.
Henrique soltou um suspiro resignado e afrouxou os dedos.
Carolina se levantou num pulo, atirou o cobertor para o lado e correu para o banheiro, fechando a porta atrás de si.
Ao vê-la fugir daquele jeito, Henrique fechou os olhos, tomado pela frustração. Virou-se de bruços na cama e tentou se conter à força, agarrando-se ao que ainda restava do próprio autocontrole.
Já no banheiro, Carolina se sentou no vaso sanitário e, ao se lembrar do que acabara de acontecer, afundou numa mistura dolorosa de vergonha e desejo.
De um lado, insistia em repetir para si mesma que precisava manter distância de Henrique.
Do outro, era simplesmente incapaz de resistir à atração que ele exercia sobre ela.
Aquilo estava deixando-a louca.
Depois de usar o banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes e prendeu o cabelo para trás.
Respirou fundo, tentando pôr o coração no lugar. Então abriu a porta e saiu.
Ao ver Henrique de bruços na cama, apressou-se em dizer:
— Vou fazer o café da manhã.
Mal terminou a frase e já saiu do quarto.

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