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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 344

— Obrigada pela preocupação, cunhada. — Vanessa mantinha a postura elegante e serena. Sob a mesa, porém, o punho já estava cerrado de tanta tensão. — Sempre ensinei meus filhos que, ao escolher alguém, não se deve olhar para status social. Se quiserem crescer na vida, que cresçam com o próprio esforço. Nada de tentar tirar dos outros aquilo que deveriam conquistar por si mesmos.

Tainá sorriu, mas o desprezo no canto da boca e o incômodo no olhar eram difíceis de esconder.

— O Enrico casando com uma mulher de pais divorciados... O Rick com uma mulher cujo pai foi preso... Ah, não, perdão. O Rick nem pode se casar. Convenhamos, isso não pega bem.

— Se cada um cuida da própria vida, isso pega mal para quem? — Vanessa franziu levemente a testa, num tom de curiosidade quase inocente. — Ah, falando nisso... ouvi dizer que a namorada do César é atriz, não é? Em que mesmo ela atuou? Acho que teve uma produção mais ousada... Daquelas que até foram barradas. A senhora chegou a assistir, cunhada?

A expressão de Tainá desabou no mesmo instante.

— Não assistiu, não é? Pois é... Também não fica muito bonito quando vira assunto por aí.

A conversa entre as duas ainda soava educada na superfície, quase cordial. Mas o clima já estava carregado, como se qualquer palavra a mais pudesse explodir.

Quando os mais velhos começavam a se enfrentar daquele jeito, ninguém mais ousava se meter. A comida já começava a esfriar na mesa. Como Augusto ainda não tinha tocado nos talheres, ninguém se atrevia a começar.

O ambiente na sala de jantar ficou pesado, sufocante. Victor e Saulo mal respiravam.

Foi então que Carolina entrou às pressas, ainda um pouco ofegante, com uma expressão tensa e constrangida. Parou na entrada e baixou levemente a cabeça.

— Desculpem... Eu acabei acordando tarde.

Todos se viraram para ela.

Sob tantos olhares ao mesmo tempo, Carolina sentiu até o couro cabeludo formigar.

Augusto sorriu, com gentileza:

— Não está tarde. Veio na hora certa, ainda nem começamos. Entre, venha se sentar.

Na mesma hora, Henrique se apoiou na bengala, pronto para se levantar e ir até ela. Mas Lívia já colocou a mão no braço dele e se levantou primeiro.

— Fica aí, mano. Eu vou.

Enquanto caminhava, Carolina foi inclinando a cabeça para os mais velhos, pedindo desculpas em voz baixa:

— Me desculpem... De verdade...

Lívia foi ao encontro dela e segurou sua mão.

— Cunhada, ninguém começou ainda. Vem.

O calor da mão de Lívia trouxe a Carolina um pouco de tranquilidade. Com o coração mais leve, deixou-se conduzir até o lugar ao lado de Henrique e se sentou.

Mal se acomodou, a mão dele surgiu por baixo da mesa e segurou a dela.

Carolina não disse nada. Manteve o olhar à frente.

No instante em que ele entrelaçou os dedos aos dela, ela cravou as unhas com força na palma da mão dele.

Henrique franziu a testa e puxou o ar entre os dentes. Mesmo assim, não soltou. Virou o rosto, olhando para ela, sem entender.

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