Henrique afastou as mãos dela às pressas, virou-se e a encarou, os olhos tomados de preocupação.
— Você está passando mal? Está com enjoo? Me diz o que está sentindo.
— Depois que vomitei, melhorei. Na verdade, não estou sentindo nada demais.
Ainda inseguro, Henrique segurou as duas mãos dela e as ergueu, observando com atenção os dedos.
Estavam firmes. Não tremiam.
Provavelmente não era uma crise somática.
— Será que foi alguma coisa no estômago? Teve diarreia?
— Não.
Carolina balançou a cabeça.
A expressão de Henrique ficou séria.
— Daqui a pouco, vou te levar ao hospital para fazer uns exames.
— Não precisa disso tudo. Acho que só comi alguma coisa que não caiu bem.
Carolina soltou uma risadinha e tentou tranquilizá-lo.
— Eu estou bem, juro. A gente veio visitar o vovô. Se sairmos daqui agora, suas tias vão começar com aquelas indiretas de novo.
Henrique franziu a testa.
— Você não precisa se importar com o que elas dizem. É só ignorar.
— Agora estou bem mesmo. Se eu vomitar uma terceira vez, a gente vai ao médico. Combinado?
Henrique pousou a mão na nuca dela, inclinou-se e baixou a cabeça até ficar na altura de seus olhos.
— Está bem. Mas, se sentir qualquer coisa, tem que me contar. Nada de aguentar calada, entendeu?
Carolina assentiu.
Henrique se virou, pegou uma concha, levantou a tampa da panela e mexeu a canja.
— Já está quase pronta. Senta aqui primeiro. Vou servir para você.
Carolina esticou o pescoço para olhar.
Na panela, o arroz já tinha cozido até ficar bem macio, quase se desmanchando no caldo. Havia frango desfiado, cenoura em cubinhos e algumas folhas verdes picadas, tudo envolto em um vapor quente e reconfortante.
A canja borbulhava devagar, espalhando pela cozinha aquele cheiro caseiro, simples e acolhedor.
O aroma fez Carolina salivar na mesma hora. O estômago dela roncou de fome.
Ela se sentou em uma das banquetas da ilha da cozinha.
Henrique provou o caldo, ajustou o sal e serviu uma tigela. Depois, colocou-a diante dela com cuidado.
— Cuidado, está quente.
Carolina assentiu, pegou a colher e mexeu de leve.
Henrique se sentou à sua frente e ficou observando. Havia uma expectativa discreta, porém intensa, em seu olhar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...