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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 397

Henrique afastou as mãos dela às pressas, virou-se e a encarou, os olhos tomados de preocupação.

— Você está passando mal? Está com enjoo? Me diz o que está sentindo.

— Depois que vomitei, melhorei. Na verdade, não estou sentindo nada demais.

Ainda inseguro, Henrique segurou as duas mãos dela e as ergueu, observando com atenção os dedos.

Estavam firmes. Não tremiam.

Provavelmente não era uma crise somática.

— Será que foi alguma coisa no estômago? Teve diarreia?

— Não.

Carolina balançou a cabeça.

A expressão de Henrique ficou séria.

— Daqui a pouco, vou te levar ao hospital para fazer uns exames.

— Não precisa disso tudo. Acho que só comi alguma coisa que não caiu bem.

Carolina soltou uma risadinha e tentou tranquilizá-lo.

— Eu estou bem, juro. A gente veio visitar o vovô. Se sairmos daqui agora, suas tias vão começar com aquelas indiretas de novo.

Henrique franziu a testa.

— Você não precisa se importar com o que elas dizem. É só ignorar.

— Agora estou bem mesmo. Se eu vomitar uma terceira vez, a gente vai ao médico. Combinado?

Henrique pousou a mão na nuca dela, inclinou-se e baixou a cabeça até ficar na altura de seus olhos.

— Está bem. Mas, se sentir qualquer coisa, tem que me contar. Nada de aguentar calada, entendeu?

Carolina assentiu.

Henrique se virou, pegou uma concha, levantou a tampa da panela e mexeu a canja.

— Já está quase pronta. Senta aqui primeiro. Vou servir para você.

Carolina esticou o pescoço para olhar.

Na panela, o arroz já tinha cozido até ficar bem macio, quase se desmanchando no caldo. Havia frango desfiado, cenoura em cubinhos e algumas folhas verdes picadas, tudo envolto em um vapor quente e reconfortante.

A canja borbulhava devagar, espalhando pela cozinha aquele cheiro caseiro, simples e acolhedor.

O aroma fez Carolina salivar na mesma hora. O estômago dela roncou de fome.

Ela se sentou em uma das banquetas da ilha da cozinha.

Henrique provou o caldo, ajustou o sal e serviu uma tigela. Depois, colocou-a diante dela com cuidado.

— Cuidado, está quente.

Carolina assentiu, pegou a colher e mexeu de leve.

Henrique se sentou à sua frente e ficou observando. Havia uma expectativa discreta, porém intensa, em seu olhar.

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