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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 100

"Eva"

Quando eu vi o Matheus e a Gabriele entrarem eu respirei aliviada, não apenas porque eles estariam comigo para me impedir de agarrar o pescoço da cobra de aplique e esganá-la, mas também porque o Matheus tinha o dom de deixar o clima leve e divertido em qualquer situação.

Então, assim que ele fez a sua entrada dramática, eu me levantei do sofá e fui em diereção a eles, empurrando a cobra de aplique com nenhuma gentileza para que ela saísse do meu caminho. Ela ela cambaleou para o lado e eu percebi a Gabriele tentando não rir.

- Cachorrão, Gabi, que bom que vocês vieram! - Eu abracei os dois de uma só vez.

- O que esse pulguento está fazendo aqui, José Miguel? - A Carmem reclamou.

- Por favor, sem gritos e sem desmaios de emoção. Não precisa disso, eu cheguei, Carminhaaa! - O Matheus falou num tom tão debochado que eu não controlei o riso.

- Sua praga do Egito, cala a boca! José Miguel, a minha filha não o suportava e tinha motivos suficientes para isso! E eu o odeio! - A Carmem estava furiosa atrás de mim.

- Ah, entidade maligna, quanta consideração sua em se lembrar que sua filha não gostava de mim! Já faz tanto tempo! - O Matheus estreitou os olhos como se pensasse e então sorriu. - Mas não se preocupe, eu não culpo nem a você e nem a morta, o problema realmente sou eu... sou eu que não sei lidar com gente chata, falsa e recalcada!

- Seu estúpido! Você sempre foi o problema aqui. Você sempre atrapalhou a felicidade da minha filha. Você... - A Carmem foi interrompida do seu discurso de ódio pela gargalhada do Matheus que parecia estar achando tudo muito divertido. - Está rindo de quê, seu debochado?

- Eu estou rindo, despacho mal feito de encruzilhada, porque se eu falar o que penso vai dar muito problema! - O Matheus respondeu e encarou a Carmem com um sorriso frio.

- Seu, seu... - A Carmem nem teve tempo de pensar na provocação seguinte.

- CHEGA, CARMEM! - O José Miguel gritou com ela, com uma autoridade que o deixava muito sexy. - Se você não gosta das companhias para o jantar, você pode se trancar no seu quarto, mas se você ficar, você vai se comportar ou eu te coloco na rua agora mesmo! Entendeu?

- Você nunca me tratou assim, José Miguel! - A Carmem choramingou e o seu lábio inferior tremeu.

- Ah, é, esqueci de te avisar que eu mudei, Carmem! Ah, não, eu te avisei sim! Cansei de escutar suas reclamações e ordens. Se não está bom pra você, dê espaço! Mas entenda bem, se vai ficar por aqui, pare com o escândalo e as ofensas. - O José Miguel a encarou.

- Como você quiser, José Miguel! - Estranhamente a Carmem abaixou a cabeça e parou de gritar. Eu não gostava daquilo, ela não era o tipo que desistia.

- Gabi, seja bem vinda! Candinha, Berta, venham, deixa eu apresentar as meninas para vocês. - O José Miguel chamou as duas senhoras que estavam assistindo a tudo bem no cantinho. - Essa é a Candinha, ela é como uma mãe pra mim...

- Mãe... - A Carmem bufou. - Que heresia, não passa de uma empregadinha qual...

- O que você disse, Carmem? - O José Miguel se virou para a Carmem irritado.

- Nada, nada, só me lembrei que preciso ir a igreja amanhã para mandar scelebrar uma missa pela Cora e pelos meus netos. - A Carmem respondeu como se falasse sobre a cor das flores no outono.

- Candinha essas são a Eva, minha namorada, e a Gabi, melhor amiga dela.

- É um prazer meninas. - A Candinha me cumprimentou com um grande sorriso e um abraço e fez o mesmo com a Gabriele. - Não é a toa que esses dois estão tao apaixonados, vocês são realmente lindas!

- Duas messalinas de mercado! Ele não deveria estar aqui! E ainda traz uma vadiazinha com ele. - A Carmem resmungou.

- Gente, mas a podre de espírito resmunga o tempo todo assim mesmo? - A Gabriele perguntou, me fazendo rir. - Está se comunicando com sua equipe de demônios, criatura?

- Ah, isso é muito bom!

- Ai, menina, me desculpe pelo que aconteceu. Aquele cruz credo desesperado conseguiu me dar a volta aquele dia. Eu achei que ela ainda estava meio grogue pelos remédios. - A Berta explicou.

- Não se preocupa, Berta, no final deu tudo certo e agora você já sabe que não dá pra confiar nela nem quando estiver dopada. - Eu falei e a Berta concordou.

- Eu acho que ela ficou muito agitada por causa do perfume, Matheus. - A Candinha riu.

- Que perfume? - Eu fiquei curiosa.

- A Carmem me odeia, mas acho que você nem percebeu. - O Matheus riu. - Eu uso o mesmo perfume há muito tempo e a Camem me reconhece pelo meu cheirinho marcante!

- O seu perfume é uma delícia, Matheus! - Eu comentei. - Mas o do meu amorzinho é melhor. - Eu ri.

- Ai, o que o amor não faz! - Ele riu. - Mas eu comprei um frasco e deixei com a Candinha, pra ela borrifar bastante pela casa e a locatária do inferno surtar com a minha presença invisível!

- Eu borrifei no travesseiro dela! Ela ficou louca, porque ela mantem o quarto dela trancado e não sabe que eu tenho uma cópia da chave. - A Candinha e a Berta estavam morrendo de rir. - E ela ainda nem descobriu o fedor no carro!

- Vocês parecem crianças pregando peças! - Eu estava me controlando para não rir alto, aqueles três eram tudo o que eu precisava. - Meninas, eu preciso de ajuda com uma coisinha...

- Eu gosto desse brilho nos olhos. - O Matheus sorriu.

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