"Eva"
Ah, o Matheus era melhor do que a encomenda! Ele tinha feito planos muito divertidos para a Carmem e aquela pequena câmera que o Enzo entregou para ele durante o nosso almoço esta semana estava sendo o ponto alto de tudo. Enquanto nos sentamos no quintal, a Berta nos mostrava as imagens do quarto da Carmem com som. A Carmem praguejava no banheiro e gritava que ia nos esfolar vivos.
Durante a confusao na sala, a Candinha tinha dado um jeito de ir até o quarto da Carmem, borrifar bastante o perfume do Matheus e trocar o cadeado da janela para que a Carmem não não conseguisse abrir. Ela também tinha tirado todos os rolos de papel que havia no quarto e deixado apenas uma toalha, onde borrifou bastante o perfume do Matheus. Mas eu desconfiava que uma toalha era muito pouco para a quantidade de banhos que a Carmem precisaria tomar naquela noite. A minha prima tinha tomado pelo menos uns dez quando o irmão a deu o laxante escondido em uma festa, ela dizia que o cheiro não saía dela. E o com os tecidos pesados das cortinas dessa casa, eu duvidava o fedor se dissipasse tão cedo.
Nós entramos no quarto que o José Miguel dormia e parecia um contraste, embora tivesse as mesmas cortinas pesadas do resto da casa e móveis escuros, não havia nenhum objeto decorativo. Eu dei uma olhada em volta e me virei para ele, que estava encostado na parede, esperando que eu dissesse algo.
- É tão você, não ter nenhum objeto pessoal nos seus ambientes. - Eu comentei com um sorriso e ele deu de ombros meio sem graça.
- Acho que a decoração dessa casa é tão excessiva que eu me sinto saturado e não consigo pensar em nada para espalhar por aí. - Ele justificou.
- Talvez você deva espalhar uma foto nossa ali naquela mesinha de cabeceira. E espalhar as nossas roupas pelo chão. - Eu me aproximei e desfiz o nó da sua gravata. - Talvez você possa me espalhar na sua cama.
- Sabe de uma coisa? Acho que você tem muito bom gosto! - Ele passou os braços a minha volta e desceu o zíper do meu vestido.
No caminho daquela parede até a cama, nossas roupas foram ficando espalhadas pelo chão e quando ele se deitou sobre mim não havia mais nada entre nós. Ele beijou os meus lábios, sua língua buscando a minha e espalhando o seu gosto pela minha boca, enquanto as suas mãos percorriam o meu corpo como se estivessem apertando o play de cada terminação nervosa. Ele era muito bom com aquelas mãos grandes e quentes, que pareciam estar em todas as partes do meu corpo e o envolvia inteiro.
A intensidade do seu olhar era como mais um toque na minha pele, seu cabelo escuro, já todo bagunçado pelos meus dedos, estava ainda mais lindo do que quando estava perfeitamente penteado, o quarto parecia vibrar com a eletricidade do desejo que nos envolvia. Os gemidos saíam da minha boca, altos, incoerentes, carregados de desejo. Eu repetia o nome dele constantemente enquanto ele beijava o meu corpo.
Eu o fiz nos virar na cama e me posicionei sobre ele, nossos olhos conectados enquanto eu lentamente tomei cada centímetro dele, sentindo o quanto era perfeito estar preenchida por ele. Suas mãos fortes seguraram os meus quadris, me ajudando a manter o equilíbrio e guiando os meus primeiros movimentos. Nossos olhos estavam fixos um no outro enquanto um movimento suave e rítmico se estabeleceu entre os nossos corpos.
Ele se sentou e me segurou naquele movimento suave, sua respiração quente em meu pescoço, combinando com o ritmo que ele estebelcia. Minhas mãos seguraram os seus ombros, enquanto os seus dedos estavam cravados nos meus quadris, enquanto o meu coração ia acelerando. Ele nos deitou e virou outra vez na cama e seus movimentos se aceleraram, enviando sensações de prazer em ondas por todo o meu corpo, como se agitasse uma maré de prazer dentro de mim.
Seus movimentos eram impiedosos e perfeitamente deliciosos, seus beijos eram pura luxúria e os sons guturais que ele emitia eram como um potente afrodisíaco. E no meio de tudo isso os meus gemidos, o som dos nossos corpos se chocando e o nome dele que saía dos meus lábios como se eu o implorasse por mais, invocavam uma onda de prazer dentro de mim que prometia me fazer desmoronar de uma maneira deliciosa e única.
Eu alcancei o meu orgasmo com um grito de prazer, enquanto o meu corpo tremia sob o dele que, com uma última e poderosa investida, também foi sugado para aquela onda de prazer e ele gemeu o meu nome enquanto gozava dentro de mim. Era a sensação mais perfeita do mundo, enquanto nós dois abraçávamos o clímax! O mundo lá fora nem existia, éramos apenas nós dois, conectados e completos.
Nossos corpos estavam entrelaçados, sua respiração ofegante contra o meu pescoço, seu peito subindo e descendo contra o meu, a minha respiração tão descompassada quanto a dele pelo que acabávamos de compartilhar e seus braços me segurando levemente. Ele beijou o meu ombro e devagar se retirou de mim e nos virou na cama, me mantendo presa em seus braços.
Só então nós nos demos conta do barulho vindo do quarto ocupado pelo Matheus e pela Gabriele, a coisa lá parecia intensa! Nós nos olhamos e começamos a rir. O som do riso dele reverberou por todo o meu corpo, espalhando uma onda de calor. Ele começou a me beijar de novo, mas nós fomos interrompidos por uma batida forte na porta. Ele fechou os olhos, não sabíamos bem quem estava do lado de fora.
- Deixa comigo? - Eu pedi com um sorriso no rosto.

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