“José Miguel”
Eu precisava parar com a minha mania de ir em socorro das mulheres em perigo! Foi exatamente assim que eu terminei na cama com a Srta. Sanchez e foi exatamente assim que aqui estava eu, me embebedando com a Srta. Sanchez e os nossos amigos como se fôssemos um casal de namoradinhos, ao invés de estar sentado em casa escutando a Carmem.
Mas a Eva era divertida, cheia de vida e realmente precisava se livrar do babaca que brincava com ela. E por isso, porque eu não me contive e me meti na confusão dela de novo, agora eu estava sentado ao seu lado, com o braço nos seus ombros, rindo, trocando olhares e beijinhos com a minha assistente, tudo o que eu não deveria fazer. Mas estar ali naquele bar com ela era como estar em uma realidade paralela, onde a minha vida era outra e as minhas obrigações não existiam.
- Bom, pessoal, pra mim deu. Amanhã eu acordo cedo. – A Gabriele se levantou e colocou as mãos sobre a mesa como se precisasse se estabilizar. – Evita, rachamos um taxi?
- Mas de jeito nenhum! – O Matheus se adiantou, prestativo como só ele sabia ser com uma mulher. – Eu te levo pra casa, Gabi. E o Rossi leva a namoradinha dele, para que o Leãozinho não desconfie da mentira de vocês. – O Matheus deu um sorriso todo convencido pra mim.
- Nã-nã-não! – A Eva balançou o dedo no ar. – Vou de taxi! – Ela falou com um sorrisinho que destacou suas bochechas coradas devido aos shots de tequila que ela virou.
- Evita, o Matheus tem razão, já que o Rossi está bancando o seu namorado, melhor que ele te leve. O Leon te vigiou a noite inteira, vai achar estranho se você sair daqui de taxi. – A Gabriele concordou com o Matheus.
E enquanto a Srta. Sanchez me encarava, eu estava só pensando que inferno seria sentir o perfume dela no espaço confinado do carro. Eu ficaria louco! E ela havia bebido o suficiente para ficar desinibida e sorrindo muito, o que a deixava ainda mais irresistível.
- Você vai comigo, Eva. – Eu declarei simplesmente e chamei o garçom.
Depois de pagar a conta, com as duas mulheres protestando porque queriam dividir, nós nos levantamos e a Eva se desequilibrou um pouco, eu a segurei, ela apoiou as duas mãos no meu peito e olhou para cima. A quem eu queria enganar? Eu não resistiria a ela. Eu abaixei minha cabeça e a beijei mais uma vez. Ali naquele bar, onde parecia que eu podia fazer isso.
Nós saímos abraçados dali e quando eu me sentei ao lado dela no carro, eu a observei por um minuto. Ela se atrapalhou com o cinto e eu a ajudei a colocá-lo e nós ficamos cara a cara.
- Então, Sr. Rossi, eu ainda tenho um emprego? – Ela me perguntou com aquele sorriso aberto.



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