"José Miguel"
Ajudar o Matheus e a Gabriele tinha sido muito divertido, aqueles dois precisavam se entender logo, porque estavam loucos um pelo outro mas nenhum dos dois queria admitir. Ou melhor, o Matheus até admitiu pra mim, mas ele precisava mesmo era admitir para a Gabriele. Bem, a Eva e eu colocamos os dois juntos, eu só esperava que eles resolvessem isso logo.
- Em que você tanto pensa, paixão? - A Eva perguntou de repente, me tirando dos meus pensamentos.
- No quanto a Gabriele e o Matheus complicaram uma coisa simples. Tomara que eles tenham se resolvido. - Eu sorri pra ela, que me retribuiu com um gargalhada vibrante.
- Ah, é, porque você não complica nada! Pessoa simples de lidar, resolve tudo facilmente, não coloca nenhuma dificuldade... - Ela estava se divertindo as minhas custas.
- É, eu sou bem assim mesmo! Resolvi que queria você e olha só onde eu estou? Namorando com o meu amorzinho! - Eu respondi enquanto estacionava na minha vaga na empresa.
- É, nem ficou naquela enrolação de "faz de conta que nunca me viu", "não posso", "só mais um beijo". - Ela estava rindo, toda linda e relaxada.
- Você é bem engraçadinha! - Eu estacionei o carro e me virei para ela. - Tem uma boquinha linda e atrevida, muito gostosa também. - Eu passei a mão no seu rosto e segurei seu queixo para beijá-la.
- Parece que você teve uma noite agradável, Rossi. - Ela comentou naquele tom brincalhão.
- Eu diria que eu tive uma noite maravilhosa e cheia de novidades e que estou torcendo muito pra gente repetir aquele negócio da boca louca mais tarde. - Eu pisquei para ela e saí do carro ouvindo mais uma das suas gargalhadas.
Nós caminhamos de mãos dadas até o elevador e quando entramos ainda estávamos fazendo planos para o almoço, mas quando o elevador parou no térreo a nossa paz foi interrompida pelo Brandão e a Salma, que entraram sorrindo como duas hienas que avistam a presa.
- Ah, mas olha só se não é quem eu procurei a semana inteira! - A Salma me encarou com um sorriso grande demais.
- Seu departamento precisa de alguma coisa do meu departamento, Salma? - Eu perguntei irritado. Aquela mulher me irritava só de aparecer na minha frente.
- Não, bonitão, o que nós precisamos é resolver esse mal entendido que aquele moleque insuportável do Enzo criou e tirar esse tesão reprimido do meio de nós dois. - A Salma se aproximou demais e colocou aquela mão de unhas enormes e pontudas no meu peito.
- Tira sua mão de mim agora! - Eu a encarei e olhei com desgosto para a mão dela em mim. - Se tem alguém insuportável nessa história não é o Enzo! E você sabe muito bem que o que tem entre nós não é tesão reprimido, é ranço mesmo!
- Olha, isso pra mim é tesão reprimido sim, Rossi. - O Brandão tinha que abrir a boca. - Eva, minha linda, vamos dar espaço para esses dois resolverem as diferenças deles, vem, vamos tomar um café na minha sala. - O Brandão se atreveu a colocar a mão na cintura da Eva.
- Sr. Brandão, tire a sua mão de mim! - A Eva estava irritada. Eu estava irritado. - É o último aviso que eu dou ao senhor, se refira a mim como Srta. Sanchez, nada menos, e não me encoste. Se voltar a me tocar ou a me chamar de linda, eu farei uma queixa formal contra o senhor por assédio e eu não farei no recursos humanos, farei diretamente para o dono da empresa. - A Eva encarou o Brandão com os olhos gelados e ele se afastou.
- Me desculpe, Srta. Sanchez, eu só quis ser gentil. - O Brandão limpou a garganta.


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