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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 115

"José Miguel"

Ajudar o Matheus e a Gabriele tinha sido muito divertido, aqueles dois precisavam se entender logo, porque estavam loucos um pelo outro mas nenhum dos dois queria admitir. Ou melhor, o Matheus até admitiu pra mim, mas ele precisava mesmo era admitir para a Gabriele. Bem, a Eva e eu colocamos os dois juntos, eu só esperava que eles resolvessem isso logo.

- Em que você tanto pensa, paixão? - A Eva perguntou de repente, me tirando dos meus pensamentos.

- No quanto a Gabriele e o Matheus complicaram uma coisa simples. Tomara que eles tenham se resolvido. - Eu sorri pra ela, que me retribuiu com um gargalhada vibrante.

- Ah, é, porque você não complica nada! Pessoa simples de lidar, resolve tudo facilmente, não coloca nenhuma dificuldade... - Ela estava se divertindo as minhas custas.

- É, eu sou bem assim mesmo! Resolvi que queria você e olha só onde eu estou? Namorando com o meu amorzinho! - Eu respondi enquanto estacionava na minha vaga na empresa.

- É, nem ficou naquela enrolação de "faz de conta que nunca me viu", "não posso", "só mais um beijo". - Ela estava rindo, toda linda e relaxada.

- Você é bem engraçadinha! - Eu estacionei o carro e me virei para ela. - Tem uma boquinha linda e atrevida, muito gostosa também. - Eu passei a mão no seu rosto e segurei seu queixo para beijá-la.

- Parece que você teve uma noite agradável, Rossi. - Ela comentou naquele tom brincalhão.

- Eu diria que eu tive uma noite maravilhosa e cheia de novidades e que estou torcendo muito pra gente repetir aquele negócio da boca louca mais tarde. - Eu pisquei para ela e saí do carro ouvindo mais uma das suas gargalhadas.

Nós caminhamos de mãos dadas até o elevador e quando entramos ainda estávamos fazendo planos para o almoço, mas quando o elevador parou no térreo a nossa paz foi interrompida pelo Brandão e a Salma, que entraram sorrindo como duas hienas que avistam a presa.

- Ah, mas olha só se não é quem eu procurei a semana inteira! - A Salma me encarou com um sorriso grande demais.

- Seu departamento precisa de alguma coisa do meu departamento, Salma? - Eu perguntei irritado. Aquela mulher me irritava só de aparecer na minha frente.

- Não, bonitão, o que nós precisamos é resolver esse mal entendido que aquele moleque insuportável do Enzo criou e tirar esse tesão reprimido do meio de nós dois. - A Salma se aproximou demais e colocou aquela mão de unhas enormes e pontudas no meu peito.

- Tira sua mão de mim agora! - Eu a encarei e olhei com desgosto para a mão dela em mim. - Se tem alguém insuportável nessa história não é o Enzo! E você sabe muito bem que o que tem entre nós não é tesão reprimido, é ranço mesmo!

- Olha, isso pra mim é tesão reprimido sim, Rossi. - O Brandão tinha que abrir a boca. - Eva, minha linda, vamos dar espaço para esses dois resolverem as diferenças deles, vem, vamos tomar um café na minha sala. - O Brandão se atreveu a colocar a mão na cintura da Eva.

- Sr. Brandão, tire a sua mão de mim! - A Eva estava irritada. Eu estava irritado. - É o último aviso que eu dou ao senhor, se refira a mim como Srta. Sanchez, nada menos, e não me encoste. Se voltar a me tocar ou a me chamar de linda, eu farei uma queixa formal contra o senhor por assédio e eu não farei no recursos humanos, farei diretamente para o dono da empresa. - A Eva encarou o Brandão com os olhos gelados e ele se afastou.

- Me desculpe, Srta. Sanchez, eu só quis ser gentil. - O Brandão limpou a garganta.

- Agora chega, amorzinho! Você não vai deixar aqueles dois estragarem o clima entre nós! - Eu avisei, a mantendo presa entre a parede e eu.

- Você permite que aquela mulher te toque, Rossi, e eu não suporto isso! Você deixou que ela ficasse com a mão em você. Agora me solta! - Ela estava fervendo de raiva e se debatendo contra mim.

- Eu não permito que ela me toque, mas ela se aproxima, porque é uma mulher vulgar. Já eu sou um homem educado e de princípios, que respeita você e não responde provocações como as dela. Eu não removi a mão dela, porque eu não queria tocá-la e isso era o que ela queria. Mas você cuidou muito bem do que te pertence, não tem porque ficar tão irritada. Mas eu até gosto da minha namorada irritadinha assim.

Ele me encarava com o cenho franzido, os punhos fechados no meu peito, os olhos como uma tempestade marrom. Ela rageu os dentes e eu ri suavemente, tentando não explodir em risadas, por ela estar tão bravinha e ter lidado com a Salma e o Brandão com tanta coragem.

- A audácia daquela mulher... - Ela começou, mas não terminou.

Eu a silenciei com um beijo roubado, inicialmente apenas lábios se pressionando, era possessivo, ligeiramente provocador, uma tentativa de dominar a sua irritação. Ela se recusava a ceder, o que me fez rir e eu passei a língua sobre seus lábios exigindo passagem, eu aprofundei o beijo e ela finalmente cedeu, suas mãos relaxaram, ela fez questão de passá-las sobre o meu peito, como se limpasse o toque irritante da Salma, só então suas mãos subiram para a minha nuca, agarrando os fios de cabelo e me puxando para mais perto, sua raiva se convertendo em desejo.

Aquele beijo era para dizer a ela o quão insignificante a Salma era, que eu já tinha quem eu queria e era só ela. Quando nos separamos estávamos ofegantes, o brilho nos olhos dela não era mais de raiva, era algo mais quente e o sorriso nos meus lábios era de um homem completamente apaixonado e que queria levá-la de volta para a cama.

- Você tem idéia do quanto você fica adorável irritadinha? - Eu sorri e ela bateu de leve no meu peito. - Eu só consigo pensar em te levar de volta pra cama e te mostrar que só você me importa.

Eu poderia convencê-la se não fossem pelas batidas insistentes na porta que acabaram com o nosso momento.

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