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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 122

"Matheus"

Eu estacionei um pouco antes do portão da casa do Rossi, quase ao mesmo tempo que a Tatiana descia do taxi. Ela estava vestida com seu habitual uniforme de enfermeira e caminhou em minha direção sorridente.

- Oi, Matheus! Esse servicinho extra veio em boa hora.

A Tatiana veio em minha direção e me cumprimentou alegremente com um abraço, eu senti a mão da Gabriele apertar a minha e cravar as unhas. Ora, se isso não era a minha peste demonstrando ciúmes, eu não sabia o que mais poderia ser.

- Oi, Tati! Obrigado por ter topado assim de última hora. Essa é a minha namorada Gabriele. - Eu apresentei logo e a Tatiana abraçou a Gabriele com o mesmo sorriso.

- Oi, Gabriele! - A Tatiana cumprimentou a Gabriele. - Olha, depois que eu der a injeção, vocês esperam uns vinte minutos, depois disso vocês podem jogar a casa no chão que aquela chata não vai acordar.

- Tudo bem. A Candinha vai vir nos avisar quando a invocação do mal dormir e aí você só precisa garantir que ela tenha um sono bem pesado. - Eu pedi e a Tatiana riu.

- Gente, como o seu amigo aguenta essa mulher? Ela é insuportável! - A Tatgiana perguntou.

- É que o Rossi é um santo! - Eu respondi. - Ah, olha a Candinha. Vamos!

A Candinha nos levou para dentro da casa e enquanto a Gabriele e eu ficamos esperando na cozinha, a Candinha levou a Tatiana até o quarto da Carmem. A Berta já estava à postos e vinte minutos depois a Berta e a Candinha apareceram. Eu não tinha um plano, mas nos dividirmos certamente nos faria ir mais depressa.

Eu expliquei para elas como nós encontramos o diário e nos dividi. Enquanto a Berta e a Gabriele pegavam um quarto de hóspedes cada, a Candinha ficou com o quarto do José Miguel e eu fui para o quarto da Carmem. Não foi à toa que eu escolhi revirar o quarto da locatária do inferno, eu tinha ido preparado para isso.

- Tati, me ajuda. - Eu chamei com a voz baixa e ela se aproximou, então eu entreguei um pacote a ela.

- O que é isso, Matheus? - Ela perguntou e eu ri.

- Pó de coceira. Anda, espalha em todas as roupas por dentro. Quero ver a esposa de satã se contorcendo de tanto coçar. - Eu expliquei e comecei a jogar as roupas pra fora do armário.

Enquanto eu ia revirando o quarto a Tatiana ia espalhando o pó de coceira nas roupas e colocando tudo no lugar. Eu esvaziei o armário da Carmem, bati em cada pedaço de madeira procurando um fundo falso e quando cheguei a última gaveta e a tirei do lugar eu percebi que a madeira no piso do armário estava irregular.

Eu desloquei a madeira com certa dificuldade, o que me fez concluir que ninguém mexia ali há um tempo. Embaixo eu encontrei um caderno de capa de couro preta e pensei que a minha busca tinha chegado ao fim. Eu peguei, abri a primeira página, mas o nome e a letra ali eram da Carmem. O que aquela mulher escondia tão bem? Não era o que eu estava procurando ainda, mas eu ia levar.

Sorte minha que tinha me preparado para essa visita e para possíveis reparos em madeira que eu pudesse ter que fazer. Eu tirei um tubo de cola do bolso, um tipo de super cola usado para serviços gerais, eu espalhei a cola na madeira e coloquei no lugar. Até de manhã estaria seco e a Carmem não conseguiria remover a madeira, assim ela não daria falta daquele diário ou sei lá o que tinha naquele caderno.

Eu continuei vasculhando o quarto e encontrei um vidrinho de remédio debaixo da lamofada da poltrona, junto com um bilhete do cretino do Mauro. Esse eu não podia levar, mas eu podia fotografar. O que a Carmem estava planejando com aquilo? Eu precisava saber o que a Berta sabia sobre aquilo.

Eu encontrei o celular da Carmem na gaveta do criado mudo e era um aparelho moderno. Ah, eu podia dar uma olhadinha, não podia? Eu já estava dando dardo tranquilizante para aquela besta do apocalipse mesmo!

- Tati, vem cá! - Eu chamei e a Tatiana colocou a última peça de roupa no armário e trocou o par de luvas que estava usando. - Pra quê essas luvas, Tati?

- Aloou! Eu sou enfermeira, uso luvas pra tocar nos pacientes. E também não vou deixar rastro da minha presença, vai que essa louca resolve contratar um perito e acha as minhas digitais?! Não, querido, sem digitais, sem calos por aí. - Ela apontou para o coque bem preso na cabeça.

- Olha, vou passar a usar também! - Eu comentei. - Aqui, pega a mão dessa coisa e desbloqueia o aparelho.

- E você não pode fazer isso?

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