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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 26

“José Miguel”

Eu não queria, mas eu fui puxado de volta para a realidade e precisava soltar a Srta. Sanchez. Eu tirei os meus braços da sua cintura, mas esqueci de tirar os meus olhos dos dela, ela deu de ombros e se virou, indo até a porta.

Tudo o que eu não precisava era do Matheus me pegando trancado com a Srta. Sanchez! Ele ia me atormentar pra sempre com isso e começar a tentar colocar idéias na minha cabeça. Idéias que eu já tinha muitas e não deveria ter.

No dia anterior, depois de deixar a Srta. Sanchez em casa, eu precisava de um tempo sozinho, para descobrir como eu manteria aquela mulher longe, porque bastava olhar para ela para que eu ignorasse que eu não podia. Então eu voltei para o apart e me tranquei lá e quando a mensagem do Matheus chegou, com um novo convite, eu respondi que estava de ressaca apenas.

- Evita! – O Matheus a abraçou rapidamente como se fossem amigos de infância e foi entrando enquanto falava: - Evita, eu preciso da sua ajuda, a sua amiga… - Ele parou de repente, finalmente me vendo ali. – Rossi? – O olhar confuso dele desapareceu em um segundo e deu lugar a um olhar divertido acompanhado de um grande sorriso. – Vocês dois trancados em uma sala? Ah, mas isso é melhor do que abrir presente no natal!

- Matheus, não é por aí! – Eu o alertei, mas ele me ignorou completamente, deu uma risada alta e se jogou na cadeira em frente a mesa.

- Você e a Evita! Meu melhor amigo e a melhor amiga daquela peste! Ah, agora eu quero ver a Gabriele fugir de mim! – Ele deu outra gargalhada. – E então, meu casal, me contem como foi isso?

- Fala baixo, Matheus! – Eu pedi e o encarei, mas ele não tirou o sorrisinho convencido do rosto. – Não tem nenhum casal aqui! A Srta. Sanchez é minha assessora apenas.

- Hã-hã, sei! E você agora mente para o seu melhor amigo, Rossi? – Ele me encarou com uma sobrancelha levantada e eu revirei os olhos.

- Matheus, vamos para a minha sala. Eu vou te explicar as coisas e depois você conversa com a Srta. Sanchez. – Eu o chamei, eu precisava esclarecer as coisas para ele.

- Ah, não, eu estou bem aqui e eu preciso falar com a Evita! – Ele sorriu.

- Ah, meu deus! Você é pior do que criança! Srta. Sanchez, se importa de nos dar licença um minuto? – Eu olhei para a Eva e só então percebi que ela acompanhava a cena com um ar de divertimento.

Ela saiu da sala e fechou a porta, então eu me sentei na cadeira ao lado do Matheus, que me encarava como se tivesse recebido a melhor notícia do mundo.

- Presta atenção, Matheus, a Eva e eu, nós não estamos juntos.

- Sei, e a sala estava trancada porque vocês estavam discutindo os arquivos secretos do governo? Tá bom, José Miguel. Desembucha, o que aconteceu no fim de semana?

- Você e eu bebemos demais! – Eu o lembrei.

- Ah, disso eu sei, assim como eu sei que você saiu daquele bar com a sua Srta. Sanchez!

- Ela não é minha, Matheus!

- Não é não, né?! Quer dizer que eu posso sair daqui agora e convidar a Evita pra sair e você não vai se importar? – Ele me olhava com um sorrisinho desafiador.

- Você não pode se meter com ela, Matheus! Ela está proibida para você! – Eu respondi mais irritado do que deveria e totalmente possessivo, o que fez meu amigo rir.

- Nem consegue disfarçar! – Ele balançou a cabeça. – Você transou com ela de novo? – Ele me olhou com aquele sorrisinho debochado.

- Sim e isso não vai mais acontecer. Não pode mais acontecer. – Eu o encarei e ele estava me analisando, eu não conseguiria esconder sobre o beijo. – E aqui, hoje, eu só dei um último beijo nela e foi só! Nós temos um acordo, Matheus, ela trabalha pra mim e nós esquecemos o que aconteceu fora daqui e não vai se repetir. Não pode se repetir.

- E ela tinha obrigação de se manter segura e não fazer um monte de merda! – Ele me encarou. – José Miguel, meu amigo, eu não conheço ninguém mais correto que você! Eu sabia a merda que seu casamento estava, aliás, sempre esteve. Mas, também, se casou e colocou o demônio dentro de casa. E não se livrou dele!

- Matheus, eu prometi para a Cora. E a Carmem não tem ninguém.

- E você tem culpa da vida ruim da Carmem por acaso?

- Eu matei a filha dela, Matheus? – Eu o encarei, a culpa queimando nos meus olhos e ele se aproximou de mim.

- Foi um acidente! Você entende o conceito de acidente? E, se tiver algum culpado aí, foi a própria Cora, então, no caso, ela mesma se matou e matou seus filhos no processo!

- Se eu não tivesse ido para aquele bar… - Eu solucei e o Matheus colocou a mão no meu ombro e me ofereceu um abraço.

- Irmão! Você precisa se libertar dessa culpa! Você se enterrou vivo junto com a Cora e isso não é justo com você! Entende de uma vez que essa promessa de ser fiel a uma defunta é uma completa loucura!

- Eu não consigo! – Eu me afastei do Matheus e o encarei. – Eu vivo atormentado por esse pesadelo. A Carmem me lembra que eu matei a Cora a todo instante.

- Ah, que merda! – Ele bufou. – Eu é que vou acabar matando a Carmem e sepultando num bloco de concreto pra não ter risco daquele demônio ressucitar! Se livra da Carmem, José Miguel, é o primeiro passo para você se livrar dessa culpa sem sentido. E, se a terapia com as pernas da sua Srta. Sanchez enroladas na sua cintura não for suficiente, procura um psiquiatra, mas dos bons, porque se aquela mulher não te fizer esquecer essa culpa, meu amigo, você é caso de internação.

- Você é um idiota, sabia?! – Eu dei um pequeno sorriso.

- Sabia! E você não vive sem mim exatamente por isso. Agora vamos, me ajuda, eu preciso dar uma lição naquela peste da Gabriele! – O Matheus me olhou como quem implora por algo importante para o mundo.

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