“Eva”
Eu não entendia o meu chefe! Ele só podia ser louco, ficava naquela conversinha de “não posso”, “vamos fingir que não nos conhecemos”, mas aí se trancava comigo e me dava aqueles beijos! Ai, e que beijos! E se o Matheus não tivesse chegado eu provavelmente ainda estaria com aquela boca agarrada na minha.
E por falar em Matheus, eu não pensei que ele viesse me procurar, depois do que a Gabi aprontou. Eu comecei a rir. Eu realmente tinha um imã pra maluco, até a minha melhor amiga era doida, mesmo que fingisse ser normalzinha a maior parte do tempo.
Eu olhei para o relógio e decidi sair um pouco do escritório e ir até a cafeteria que tinha do outro lado da rua. Eu passei pela Sara, sorri pra ela e avisei que ia até a cafeteria, perguntando se ela queria algo.
Quando cheguei na portaria do prédio eu vi o Julio e fui dar um oi, ele era sempre tão gentil comigo.
- Oi, Julio!
- Eva! Resolveu espairecer um pouco?
- É, às vezes é bom caminhar um pouco. – Eu sorri para ele.
- E como está indo no trabalho? Está gostando?
- Ah, muito! As pessoas aqui são muito gentis. – Então eu me lembrei que o Julio de algo. – Julio, você se lembra da mulher que me atropelou?
- Claro, uma mal humorada! Algum problema, Eva?
- Na verdade, eu queria saber se você sabe quem ela é, porque ela vem aqui no prédio às vezes.
- Tudo o que sei é que ela veio aqui umas poucas vezes para falar com o Sr. Perfeito, mas quem ela é exatamente eu não sei. – Ele me respondeu sem pensar, certamente estava dizendo a verdade. – Ela esteve por aqui, te causou mais algum problema?
- Não, não. É que ele é meu chefe, né?! Então fiquei preocupada dela fazer alguma fofoca, contar uma mentira pra ele e acabar me prejudicando.
- Entendi! Mas acho que vocẽ não precisa se preocupar, Eva, o Sr. Perfeito não é o tipo que dá ouvidos a fofoca. – Ele sorriu pra mim e me olhou por um momento. – Olha, já que você estava mesmo indo a cafeteria, posso te convidar para um café? Nós podemos conversar um pouco mais.
- Eu adoraria! – Eu respondi com um sorriso e o Julio fez um sinal para outro segurança e depois fez um sinal indicando que fôssemos. – E aí, você trabalha aqui há muito tempo?
Nós atravessamos a rua enquanto o Julio me contava que estava na empresa há dez anos e que adorava trabalhar ali. Nós entramos na cafeteria rindo, enquanto ele me contava um pouco sobre ele e nos sentamos em uma mesa próxima a porta.
O Julio era um cavalheiro e era impossível ficar séria ao lado dele, porque ele era engraçado. Nós tomamos o nosso café, ficamos uns vinte minutos ali na cafeteria e quando saímos eu já me sentia amiga dele. Ele me ofereceu o braço, mas antes de atravessarmos a rua o meu outro braço foi puxado.
- Então é assim, Eva, agora você está cada dia com um homem diferente? – O Leon estava parado diante de mim com aquele seu arzinho de superioridade.
- Acho melhor você não falar com a moça desse jeito. – O Julio interviu bastante sério.
- Eu falo como eu quiser! – O Leon respondeu e me deixou bastante irritada.
- O quê que é, Leon? Você não tem nada com a minha vida! Sed eu quiser estar cada dia com um homem diferente isso não é da sua conta! – Eu respondi irritada.
- Claro que é da minha conta! Há um mês atrás você andava atrás de mim implorando para que eu terminasse com a Carla! – Ele jogou na minha cara.
- Nossa! Tenho até vergonha disso! – Eu respondi. – Mas ainda bem que você não terminou com a Carla e eu não ando atrás de você já tgem um mês! Palmas pra mim! Agora me esquece e me deixa em paz, Leon!
Eu dei as costas para o Leon e puxei o Julio comigo. Mas o Leon segurou o meu braço outra vez.
Nós estávamos em frente a empresa e o Julio estava bem ali, para quem não queria que ninguém soubesse do que havia acontecido entre nós, ele estava dando um belo show. Ele olhou nos meus olhos por um momento e se virou novamente para o Leon, que acabava de se levantar com a mão no rosto.
- Eu vou ser bastante claro com você, seu merda! – O José Miguel se aproximou do Leon e parecia furioso. – Ela está comigo! Se eu te pegar perto dela de novo ou a incomodando seja como for, eu vou te dar uma surra- completa!
- Seu corno babaca, ela está te traindo otário, com esse outro babaca de terno, como a puta que é! – O Leon gritou para o José Miguel que o pegou pela gola da camisa.
- O único babaca otário aqui é você, que não sabe tratar uma mulher! – O José Miguel sacudiu o Leon e o jogou no chão. – Fica aí, que é o lugar de moleques lixo como você!
O José Miguel deu as costas para o Lenon e pegou a minha mão.
- Você já tomou o seu café, amorzionho? – Ele perguntou todo carinhoso e eu fiz que sim. – Então vamos sair daqui.
Ele atravessou a rua de mãos dadas comigo e quando entramos no prédio da empresa ele puxou o Julio de lado e falou qualquer coisa, o Julio apenas assentiu e se aproximou de mim.
- Eva, você está bem? – O Julio quis saber.
- Sim, Julio, o Leon é um babaca! Me desculpe por isso. – Eu pedi e ele sorriu.
- Não se desculpe, o babaca é ele! E quando quiser eu vou adorar tomar outro café com você! – O Julio deu um sorriso, mas o José Miguel limpou a garganta ruidosamente atrás dele. O Julio olhou para o José Miguel e deu uma risadinha. – Vou voltar ao trabalho!
- Nós também deveríamos voltar ao trabalho, Srta. Sanchez! – O José Miguel me olhou com um pequeno sorriso e me apontou a direção dos elevadores.
A minha cabeça dava voltas pensando que eu ainda não tinha entendido de onde ele surgiu, porque ele me defendeu tão ferozmente na frente da empresa e de um dos funcionários e porque o Matheus ainda não tinha tirado aquele sorrisinho do rosto, aquele sorrisinho de quem sabia mais do que eu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...