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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 34

“José Miguel”

Enquanto o Enzo e o Matheus se sentavam em minha frente eu só pensava em me livrar dos dois depressa e levar a Eva para o meu apart. Eu já tinha me ferrado com essa história, já tinha cometido o pecado, deitado e rolado na desonra, falhado totalmente com a Cora, mas eu já tinha feito e agora eu não conseguia parar, não dava pra voltar atrás.

E se era assim, talvez a Eva tivesse razão, talvez mais uma vez com ela e eu pudesse esquecê-la. Ou talvez não e aí a Cora teria razão, eu era um traidor, um homem sem moral, que não merecia a família que tinha. A família que eu mesmo matei. E enquanto os meus pensamentos que começaram com a Srta. Sanchez sentada no meu colo rapidamente convergiam para a culpa pela morte da minha mulher e dos meus filhos o Matheus se sentou em frente a mim.

- Pode para, Rossi! – O Matheus se curvou sobre a mesa, me encarando. – Eu conheço essa cara e sei exatamente que merda está na sua cabeça, então pode parar!

- Alguém me explica, por favor? – O Enzo olhava de mim para o Matheus.

- É que o Rossi é um idiota que quer dispensar aquela mulher deslumbrante que saiu daqui. – O Matheus se limitou a dizer ao Enzo.

- Tá brincando? E por que você faria isso, Perfeito? A Eva é linda, uma ótima pessoa e você está claramente babando por ela. Aliás, aqui, limpa a marca de batom no seu pescoço. – O Enzo tirou um pacotinho de lencinhos de papel do bolso e me entregou.

- Ah, eu não limparia, deixaria aí, bem marcado pra todo mundo ver! – O Matheus sorriu e eu olhei para ele em reprosação, peguei o lencinho e limpei onde o Enzo indicou.

- Eu também deixaria, mas ele precisa limpar ou vai ter uma fila de mulheres loucas por um pedacinho dele aqui na porta. E eu tive muito trabalho para afastar essas mulheres. – O Enzo justificou.

- É mesmo, antes a gente andava por aqui e elas pareciam que iam se jogar nele, agora elas se mantém distantes. O que foi ruim pra mim, porque elas me evitam como se eu tivesse uma doença contagiosa. – O Matheus comentou e o Enzo deu uma risadinha.

- Enzo, como você tirou essas mulheres do meu pé? Especialmente a dominatrix do recursos humanos? Ela era a pior. – Eu estava cada vez mais curioso com isso e a observação do Matheus me chamou a atenção, porque antes ele andava atrás das mulheres por aqui e algumas chegaram a sair com ele, mas agora, elas nem permitiam que ele se aproximasse.

- Eu tenho meus métodos! Mas não desconversa, Perfeito! Eu quero saber tudo sobre o que está acontecendo com a Eva. E eu liguei para o Matheus vir porque ele deve saber de tudo e se você não contar ele conta. – O Enzo se recostou na cadeira.

- Eu quero saber é o que aconteceu aqui nessa sala! – O Matheus comentou empolgado.

- O Sr. Perfeito, que não mistura vida pessoal e vida profissional, brincando de pega pega na sala dele com a assessora! Caramba, isso é épico! Imagina quando a Melissa e o meu tio souberem, eles nunca mais vão te dar paz. – O Enzo começou a rir.

- E por que eles vão saber, Enzo? – Eu o encarei sério. – O que você acha que sabe não vai se repetir e…

- Eu já ouvi isso. Aliás, eu já perdi as contas de quantas vezes eu já ouvi isso! – O Matheus me interrompeu. – Rossi, admite logo que você está louco por essa mulher e vai ser feliz! Ela está completamente na sua, meu amigo! Para de dar desculpa e vai ser feliz!

- Ó, escuta o seu amigo! – O Enzo me olhou e apontou o Matheus. – A Eva é uma graça e é linda! E o beijo que eu vi hoje naquele elevador,não foi um beijo qualquer, foi um beijo cheio de química.

- Eles combinam, não combinam? – O Matheus sorriu e olhou para o Enzo.

- Combinam demais. E o jeito que ele fica olhando pra ela todo bobo? Ele está apaixonadinho por ela! Minha Luna diria que é um casal fofo! – O Enzo sorriu.

- Cachorrão, aposto mil que em um mês ele vai estar jurando amor eterno pra ela. – O Enzo olhou para o Matheus, outra vez como se eu não estivesse ali.

- Nossa última aposta você ganhou, mas dessa vez você vai perder. Eu dobro a aposta, ele vai precisar de um pouco mais de tempo, talvez seis meses.

Os dois apertaram as mãos, estavam apostando a minha vida bem ali na minha frente, sem fazer nenhuma cerimônia e como se eu não estivesse ouvindo tudo. Eu desviei os meus olhos dos dois idiotas a minha frente para ver a tela do meu celular que vibrava sobre a mesa. A candinha estava me ligando e ela só me ligava quando tinha um problema muito grave em casa.

- Oi, Candinha, algum problema? – Eu atendi e o Matheus desviou os olhos do Enzo pra mim.

- José Miguel, você precisa vir, ela fez de novo!

- O que você está dizendo, Candinha?

- A Carmem tomou todos aqueles comprimidos outra vez. Eu chamei a ambulância, vamos para aquele mesmo hospital onde o médico dela trabalha.

- Te encontro lá! – Eu desliguei o telefone e disparei para a porta.

- Eu vou com você! – O Matheus correu atrás de mim, ele sabia que era importante. Nós deixamos o Enzo para trás, completamente confuso e sem nenhuma explicação.

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