"José Miguel"
Estávamos de novo ali no apart e já não era mais o "meu apart", era o "nosso refúgio", ela havia transformado o meu lugar de fuga em um abrigo seguro e agora era o meu lugar favorito no mundo inteiro só porque eu podia tê-la ali. Eu a tocava sem pressa, sem medo, sem pensar em nada mais, porque todo o resto estava da porta pra fora, ali dentro era só o meu coração voltando a bater... voltando a bater por ela!
Eu prometi que tornaria impossível para ela me esquecer, porque ela ainda não sabia, mas já era impossível para mim esquecê-la, porque era impossível esquecer a pessoa que te fazia sentir vivo, aquele ser que surgiu do nada e te puxou do abismo. Eu não queria que ela me esquecesse e eu não poderia esquecê-la.
E eu me recusei a pensar nas promessas, na culpa, nas perdas, nas cobranças, nos arrependimentos. Eu me recusei a pensar em todos os "se" que me assombravam há tanto tempo! Porque apenas ela me importava, a sua luz, o seu calor que ela compartilhava comigo, aquele sopro de vida que ela fazia correr de novo em mim.
Tudo o que essa mulher me despertava parecia tão certo, tão precioso para que eu me recusasse a aceitar. E por um instante, enquanto eu a tinha sentada no meu colo e enquanto eu a beijava, uma idéia louca passou pela minha cabeça. E se ela fosse a minha segunda chance? E se por algum motivo, divino ou sobrenatural, essa mulher linda fosse a minha chance de viver de novo e fazer tudo certo dessa vez? Por favor, que ela fosse a minha segunda chance!
Eu passei meus braços pela sua cintura e a apertei um pouco mais contra o meu peito. E enquanto nos beijávamos, suas mãos tocaram os dois lados do meu rosto de uma forma que me fez tremer, foi como um carinho na minha alma.
- Está tudo bem? - Ela abriu os olhos e estudou o meu rosto, depois que finalizou o nosso beijo.
- Você está aqui, como não estaria bem? - Eu sorri para ela e seus olhos brilharam... ou eu estava desejando muito que brilhassem, que ela sentisse como eu.
- Você está mesmo empenhado! - Ela deu aquele sorriso lindo que fodia com o meu juízo de uma forma tão gostosa quanto eu sentia o seu corpo no meu.
- Empenhado? - Eu estava tão distraído com o seu sorriso, que não entendi.
- Empenhado em se fazer inesquecível, Sr. Rossi! - Ela explicou, com as mãos ainda em meu rosto, me acariciando com os polegares, e me fez rir.
- Muito empenhado! - Eu concordei e dei um beijo naquele "vê" do seu decote. - Você é muito linda, Eva! Sexy! Tem algo em você que é muito especial!
- Olha, jogando a minha alto estima pra cima! Você é bom...
- Só bom? - Eu brinquei. - Eu quero ser perfeito pra você, Evita! Quero ser inesquecível! Quero que todos os outros que pensem em se aproximar de você não te pareçam mais do que idiotas sem a menor chance de receber sequer um olhar seu!
- Só isso que você quer? - Ela sorriu e se aproximou do meu ouvido. - Faça o seu melhor, amorzinho! - Ela mordiscou o lóbulo da minha orelha e arrepiou a minha pele.
Eu beijei o seu pescoço uma e outra vez, beijei o seu ombro, passei as minhas mãos pela sua cintura e subi até o seu decote. Eu puxei o tecido do vestido para baixo, deixando os seus seios à mostra, lindos, perfeitos, num tamanho médio que cabia em minhas mãos ávidas por tocá-los. Eu os segurei, com as mãos em concha e passei os polegares sobre seus mamilos que responderam ao meu toque.
Enquanto meus polegares brincavam com seus mamilos eu observei a sua expressão de deleite. E quando eu tomei um deles em minha boca, ela fechou os olhos, jogou a cabeça para trás e empurrou os seios ainda mais pra mim. Ela era tão sensível aos meus toques, tão receptiva, tão maravilhosa, cada expressão de deleite e prazer mais linda que a outra. Eu poderia passar a noite inteira a observando assim.
Quando a minha boca deslizou para o seu outro seio, eu deslizei a minha mão até a sua perna e acariciei até chegar a sua intimidade. Ela era perfeita em cada detalhe, no calor que emanava, a umidade entre as suas pernas, como se implorasse pelo meu corpo que já estava enlouquecendo dentro das roupas. Minha pele implorava para sentir a dela e eu precisei respirar fundo, porque essa noite eu não teria pressa.


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