"Eva"
Assim que todos saíram da cozinha, enquanto a Gabriele recolhia os itens da mesa, eu comecei a preparar o café, mas eu queria saber porque a Gabriele estava tratando o Carrapato com tanta gentileza, porque isso estava estranho. Eu me preparei para as provocações entre eles e eles estavam se comportando como namoradinhos. Eu fui até a porta da cozinha, verifiquei se todos já haviam se afastado e voltei, parando em frente a Gabriele.
- Pode começar a falar. - Eu cruzei os braços e esperei.
- Depois de você, Evita! O que o Carrapato está fazendo aqui? E os seus irmãos não estavam virando a noite na farmacêutica? - A Gabriele começou, ela estava metendo os meus irmãos na conversa para tirar a minha atenção do que eu queria saber.
- Eu também achei estranho os meus irmãos chegarem tão cedo hoje. E eu convidei o Carrapato para ser gentil, para o José Miguel não se sentir deslocado. - Eu não ia admitir para ela que estava ajudando o Matheus a se aproximar, pelo menos ainda não! - Mas eu não estou entendendo é esse seu comportamento com o Matheus, o que foi que eu perdi?
- Não perdeu nada, Evita, eu estou só brincando com o Carrapato! - Ela abriu um sorriso e passou por mim. - Vou fazê-lo se arrepender daquelas fotos do fim de semana.
- Gabi, Gabi, isso pode dar muito errado!
- Você acha? Pois eu acho que eu vou me divertir bastante. Agora anda, vamos fazer esse café rápido.
Nós chegamos a sala com as bandejas de xícaras e café e ouvimos as risadas, parecia tudo correr bem demais. Eu estava começando a me perguntar o que a minha mãe tinha falado com os meus irmãos, porque era para eles terem feito milhões de perguntas ao José Miguel sobre o que ele queria comigo, mas eles estavam se comportando civilizadamente.
A Gabriele me ajudou a servir os cafés e foi ao banheiro. Eu me sentei ao lado do José Miguel e ele tocou a minha mão e a levou até os lábios, era o primeiro toque desde que chegamos a minha casa. Os olhos dos meus irmãos registraram aquilo e eu percebi o desconforto do Elias, que até saiu da sala. Eles queriam saber!
A Gabriele voltou para a sala muito séria e se sentou ao lado do Matheus, que a olhou como se a avaliasse e passou o braço pelos seus ombros a puxando para perto e dando um beijo em seus cabelos.
- Bom, vocês são jovens e eu nem tanto, José Miguel e Matheus, vocês me desculpem, mas eu vou me recolher, fiquem à vontade. - Minha mãe se despediu dos dois convidados que não pouparam gentilezas e elogios a ela. - E vocês, se comportem. - Ela avisou os meus irmãos no momento em que o Elias voltava para a sala.
Assim que a minha mãe saiu da sala o meu irmão mais velho se desencostou da poltrona e encarou o José Miguel.
- Rossi, você me parece um homem sério, sei que compreende que eu preciso cuidar da minha irmãzinha. - O Edson começou e eu estalei a língua.
- Parou por aí, Edson! Ou eu faço a mamãe voltar para a sala! - Eu avisei.
- Sem essa, Eva! Nós deixamos você lidar com o Leon sem interferência, como você nos obrigou, e eu não fiquei nada feliz com o que eu ouvi daquele babaca hoje. Então eu vou direto ao ponto, Rossi. O que você pretende com a minha irmã? - O Elias parecia irritado, não apenas mal humorado.
- Elias! - Eu fiquei de pé e o adverti.
- Calma, amorzinho! Eles têm toda razão! - O José Miguel ficou de pé ao meu lado e me fez sentar outra vez.
- Senhores, eu não sou um moleque. E as minhas intenções com a Eva são as melhores, ou eu não estaria aqui diante de vocês. Nós estamos nos conhecendo e eu estou encantado por ela. - O José Miguel falou com firmeza e eu senti o meu coração dando pulinhos no meu peito.
- Muito bem! Pra mim é suficiente por enquanto. Mas nós vamos ficar de olho, Rossi, se magoar a minha irmã terá que se entender conosco, assim como o Leon ainda... - Meu irmão mais velho começou.
- Vamos trabalhar! - Eu chamei e nós entramos. - Se importa se eu tomar um banho antes de começarmos?
- Deixa o banho pra mais tarde, amorzinho! - Ele me deu um sorriso malicioso. O que se passava na mente dele. - Vem, vamos começar.
Nós nos sentamos e começamos a trabalhar. Eu me envolvi com os números e me distraí, até sentir a mão quente do José Miguel subindo pela minha perna por baixo da saia e a sua boca quente deixar um beijo no meu pescoço. Eu estremeci com aquele pequeno beijo e ele voltou a verificar os numeros, mas não tirou a mão de mim. Enquanto eu tentava me concentrar eu sentia o seu toque gentil sobre a minha pele.
Não era nada demais, apenas uma mão sobre a minha perna e foi assim por longos minutos, até que ele começou a subir a mão. Eu olhei para ele furtivamente, mas ele estava impassível, atento ao livro que examinava, mas sua mão estava subindo e alcançou a minha intimidade. Instintivamente eu fechei as pernas e ouvi o seu risinho. Ele deixou a caneta sobre os papéis e se aproximou de mim.
- Consegue dirigir com as minhas mãos no seu corpo, mas não consegue verificar números, amorzinho? - Ele me provocou e mordiscou a minha orelha.
- Não seja atrevido, Sr. Rossi, minha mãe está dormindo. - Eu o lembrei e ele passou a ponta da língua pelo meu pescoço.
- Então fica caladinha! - Ele sussurrou e sua mão afastou as minhas pernas, colocondo uma das minhas pernas sobre as dele, e seus dedos tocaram o meu sexo que já estava implorando pela atenção dele. - O problema, Evita, é que você é linda e eu não resisto a você.
E no momento em que eu o encarei ele capturou a minha boca. Os seus dedos e a sua língua pareciam sincronizados e todos os movimentos que os seus dedos faziam na minha intimidade, a sua língua repetia na minha boca. Ele colocou um dedo dentro de mim e a sua lingua se aprofundou na minha boca, repetindo os movimentos. Seu polegar fez um movimento circular no meu clitóris e a sua língua girou sobre a minha. Cada pequeno movimento era feito no meu sexo e repetido na minha boca.
Foi ficando cada vez mais intenso e meus gemidos eram engolidos pela boca dele. Até que ele me fez gozar, apertando o outro braço em torno de mim e me prendendo a ele, abafando cada gemido com a sua boca. Ele tirou os dedos de mim e os levou a boca, chupando os dedos como se estivessem cobertos de chocolate e suspirou de olhos fechados.
- Você é gostosa demais, amorzinho! - Ele abriu os olhos para me encarar. - Amanhã nós vamos fazer esse trabalho no apart, Evita, porque eu quero mais de você do que uma rapidinha no escritório ou uns amassos na sala da sua casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...