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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 85

“José Miguel”

Eu fui para o apartamento da Gabriele o mais rápido que pude depois de mandar a Carmem ficar longe da Eva. Eu precisava vê-la. Eu tive medo que a Carmem pudesse confrontá-la, mas a verdade é que eu não queria acreditar que ela fosse capaz de ser tão traiçoeira e fosse atrás da Eva daquela forma. E o que ela realmente tinha contado para a Eva? Eu não acreditava que a Carmem tivesse me dito a verdade, então porque ela teria dito a verdade para a Eva?

Por precaução eu liguei para o Matheus e pedi a ajuda dele, eu sabia que ele tinha o que eu precisava. E quando eu alcancei o portão do prédio, a Gabriele estava chegando.

- Rossi? Está perdido? - Ela me olhou confusa, parecia não saber que a Eva estava ali.

- Gabi, a Eva está na sua casa e eu preciso falar com ela. - Eu falei agitado e ela parecia não se mover.

- Vocês brigaram? O que você fez com a minha amiga, Rossi? - A Gabriela parecia não ter pressa para me deixar entrar.

- Gabi, nós não brigamos. Por favor, me deixa entrar. - Eu pedi.

- Se a Evita está aqui e você está assim, parecendo que fez uma grande merda, eu não sei se ela vai querer falar com você! - A Gabriele cruzou os braços no peito.

- Gabriele, é importante! - Mas a Gabriele não parecia disposta a ceder.

- Cheguei, Rossi! Está tudo aqui! - O Matheus parou atrás da Gabriele me oferecendo uma pasta e deu um beijo no pescoço dela. - Oi, Peste!

- Sai pra lá, Carrapato! Você não vai subir! - A Gabi deu uma cotovelada no Matheus.

- Peste, desculpe ferir seus sentimentos, mas eu estou aqui pela Evita! - O Matheus a provocou.

- Por favor, Gabi! - Eu supliquei. - O meu único erro foi demorar a contar uma coisa pra Eva e ela descobriu de um jeito errado. - A Gabriele pensou por um momento e então ela me olhou como se tivesse tido uma revelação.

- Rossi, se você for casado eu vou... - A raiva estava nítida no rosto dela.

- Eu sou viúvo, Gabriele! - Eu falei alto e ela piscou algumas vezes, como se assimilando a informação. E eu também estava assimilando o que eu disse. Foi a primeira vez que eu disse a palavra em voz alta, a primeira vez que eu aceitava o significado dela em minha vida e não insistia em um laço conjuga que foi desfeito pela morte da Cora.

- Viú... ele disse que ele é viúvo? - Ela perguntou ao Matheus, que tirou as chaves das mãos dela e me entregou.

- Vai, Rossi, eu vou dar uma situada na Peste. Vem, Peste. - O Matheus pegou a mão da Gabriele e tentou puxá-la, mas ela agarrou o meu paletó.

- Me solta, Carrapato! Eu não vou com você!

- Ah, vai! - O Matheus sorriu e tentou puxar a Gabriele, mas ela não se moveu, continuou agarrada a mim.

- Não tenho tempo, Gabi! - Eu tirei o paletó e ele ficou pendurado na mão dela, que me olhou em choque, e enquanto o Matheus a jogava sobre o ombro, eu abria o portão e entrava correndo no prédio.

- Espera, como você sabe do Nelson? - Eu perguntou e ele me olhou percebendo que havia falado demais.

- Eu vi vocês dois juntos. Ele atende no hospital do meu avô! Eu conheço todo mundo naquele hospital. Eu pensei que vocês fossem só amigos, mas parece que é mais que isso e se for, ótimo!

- Eu comecei a falar com o Nelson há poucos dias. Realmente tem me feito bem.

- Então não pare! E mantenha a tal Carmem longe da Evita.

No fundo eu sabia que seria impossível que a Carmem não atormentasse a Eva e era isso que eu tentei evitar ao manter a Eva longe dessa história, porque o meu passado e o que eu queria no meu futuro iriam colidir e não seria bonito.

- Eu vou indo, se precisar me liga. Eu sou seu amigo, você pode contar comigo, mas eu não vou deixar que ela seja machucada, se você não puder protegê-la e cuidar dela. Você entende o que isso significa? - O Enzo me encarou, ele era sobretudo um jovem de princípios e eu sabia que ele protegeria a Eva até de mim se fosse preciso.

- Eu vou resolver isso e vou cuidar dela. - Eu garanti e o acompanhei até a porta.

Assim que o Enzo saiu eu tirei as chaves da porta e as escondi dentro de um vaso que tinha sobre o aparador, assim ela não fugiria. Eu recebi uma mensagem do Matheus, perguntando pela Eva. Eu respondi dizendo que ela estava dormindo no sofá. Ele me retornou dizendo que a Gabriele ficaria com ele e que eu poderia ficar no apartamento com a Eva.

Eu fui até o sofá e peguei a Eva no colo, ela estava dormindo profundamente, talvez ainda estivesse cansada pela falta de sono na semana anterior. Eu a levei para o quarto de hóspedes, a coloquei na cama, tirei os sapatos e me deitei ao seu lado, a puxando para o meu peito. Eu não a perderia, isso não era uma opção, eu estava disposto a ter uma segunda chance, me perdoar pelos meus erros idiotas, a deixar a culpa para trás. Mas eu precisava que ela me quisesse, eu precisava que ela quisesse me salvar.

Eu adormeci abraçado a ela, sentindo o seu perfume e o calor do seu corpo. Eu fui tragado pelo sono, mas na minha mente o medo de perdê-la ainda estava latejando como uma ferida aberta e a minha mente me levou para aquele pesadelo em que a Eva me deixava depois de ouvir da Cora que eu era casado.

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