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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 91

"Gabriele"

Eu estava preocupada com a Eva, queria saber o que tinha acontecido, mas o Matheus conseguia me deixar sem palavras muito facilmente. Ele era um atrevido, convencido, cheio de piadinhas, o que eu até achava fofo e um gostoso, gostoso demais para o meu juízo. Mas ele era um erro, eu precisava continuar focando nisso, ele era um erro, porque ele me usaria e jogaria fora e eu já tinha passado por isso uma vez e não era legal. E aí estava o problema, ele era um erro que beijava bem demais!

Eu estava chocada com a casa dele e o quanto eu me sentia bem ali, como era confortável para mim. Era o tipo de lugar onde eu poderia viver, quase como se tivesse sido decorado de acordo com o meu gosto. Eu dei uma risada nervosa com esse pensamento, só me faltava eu começar a fantasiar isso.

- Nao, Gabi, é o Carrapato e o Carrapato pega, mas não se apega! - Eu murmurei para me lembrar daquele detalhe importante. Eu não estava disposta a ter o meu coração partido outra vez.

Quando ele voltou para a sala eu estava sentada naquele enorme sofá, me controlando para não tirar os sapatos e colocar os pés para cima. Ele havia tirado o paletó e a gravata, ainda assim os seus ombros eram muito largos e os braços fortes. Ele tinha aberto alguns botões na camisa branca e dobrado as mangas, revelando a pele clara e lisa. Ele colocou uma grande bandeja sobre a mesa de centro, dentro havia uma tábua de queijos, torradinhas e frutas, duas taças e uma garrafa de vinho.

Ele deixou um caderno com capa de couro e uma pequena chave em uma correntinha ao lado da bandeja e serviu o vinho nas taças, me entregando uma e depois derramou um pouco de mel sobre um pedaço de queijo, colocou sobre ele uma fatia de figo e levou a minha boca que se abriu voluntariamente. Cada movimento dele era sedutor, assim como aquele silêncio que parecia um prelúdio.

Eu fechei a boca sobre as pontas dos dedos dele, aceitando o bocado que ele me ofereceu e ele passou o polegar sobre o meu lábio inferior antes de levá-lo a boca. Aquele homem era uma perdição e eu o estava contemplando enquanto mastigava e engolia.

Ele sorriu e tomou um gole do vinho na taça em sua mão, se aproximou e me beijou, enfiando a língua na minha boca, me oferecendo o sabor do vinho na sua e a mistura dele com o vinho e o gosto do queijo, o mel e o figo em minha boca era simplesmente a coisa mais divina do mundo!

Eu senti as suas mãos nos meus tornozelos, puxando os meus pés para cima e ele se afastou da minha boca, de olhos fechados, lambendo os lábios. Eu esperei por alguma gracinha, mas ele apenas tirou os sapatos dos meus pés e os massageou, me fazendo fechar os olhos de prazer. Era lógico que aquele Carrapato tinha mãos que sabiam o que fazer, mas eu precisava manter o foco. Eu dei um grande gole no vinho que por milagre eu não tinha derramado e tentei puxar os meus pés.

- Calma, Peste, eu só quero que você fique à vontade! - Ele falou e manteve os meus pés no seu colo, me fazendo recostar no sofá confortavelmente.

- Carrapato, vamos ao que interessa. O que aconteceu entre o Rossi e a Evita? - Eu preguntei logo, afinal eu fui impedida de entrar em casa.

- Longa história, Peste. Acontece que o Rossi foi casado e a mulher morreu num acidente. Ela estava grávida, o Rossi estava dirigindo e se culpa até hoje. Mas, a morta deixou um demônio atormentando o Rossi e esse demônio encontrou a Evita e fez um inferno. O Rossi vai resolver as coisas com a Evita, eu tenho certeza, mas aquela nascida do inferno vai ser um problema.

- Ai, Carrapato, que jeito de falar das pessoas. Vai, quem é essa demônia que se atreveu a mexer com a minha amiga? - Eu quis saber e ele riu.

Pela hora seguinte o Matheus me encheu de informaçao sobre o passado do Rossi e me fez realmente sentir pena do amigo dele, que parecia ter saído diretamente da coitadolândia.

- E foi isso, até a Evita aparecer o Rossi se sentia casado com a morta e era fiel a ela, enquanto a invocação do mal fazia essa lavagem cerebral nele. - O Matheus concluiu e eu estava de queixo caído.

- Me amarrota que eu tô passada! - Eu encarava o Matheus querendo que ele me dissesse que era tudo uma piada de mau gosto. - Como um homem como o Rossi cai nessa pilha?

- O Rossi é uma boa pessoa, Gabi, ele tem sentimentos nobres, ele assume responsabilidades, ele tenta não errar.

- Ah, não, me desculpa! Mas se casar com a morta não foi um erro, meu amor, você é um bilhete premiado de loteria!

- Não, Peste, péssima comparação, porque esse bilhetão aqui está avaliado em bilhões. - Ele riu e eu sabia que ele tinha razão, aquela empresinha dele era uma mina de ouro sem fim.

- Eu não estava falando disso, Carrapato! - Eu o olhei irritada. - Ah, você entendeu.

- Entendi. - Ele riu. - Eu também acho que a morta foi um erro enorme, mas o Rossi não estava bem naquela época. E acho que está melhorando só agora... efeito Evita!

- A Evita é uma pessoa incrível. - Eu suspirei. - E ela gosta dele, mas eu não sei se ela consegue lidar com a esposa de satã!

- Coitado de satã! - Ele riu. - Por isso você vai me ajudar a cuidar do nosso casal.

- Tô dentro! Como a gente inferniza a locatária do inferno? - Eu tinha certeza que ele tinha algum plano. Então ele pegou o caderno com capa de couro e me mostrou.

- A gente começa lendo o diário da morta!

- Quê? Não, Carrapato, isso é ir longe demais até pra mim. O diário de alguém é como entrar dentro da pessoa, não... aliás, como você tem isso?

- O Rossi tirou as coisas da morta da casa semana passada e nós encontramos isso. Ele não quis ler, como eu disse, meu amigo é cheio de princípios. Eu dei um jeito de esconder, porque acho que aqui tem algo que pode ser útil. Ele acha que queimou.

***Diário da Cora***

Hoje eu estou muito feliz! Eu consegui o que queria! Serei a Sra. Rossi em uma semana. Minha mãe tinha razão mais uma vez, foi só dizer que eu estava grávida e apresentar um exame que o José Miguel cedeu e aceitou se casar comigo. Ele está tão desesperado para ter uma família, que convencê-lo que ele não tinha usado proteção algumas vezes foi fácil. Também, estava sempre bêbado, mal se lembra das noites que passou comigo. Mas o que interessa agora é que eu vou me casar e aproveitar todas as mordomias que o dinheiro pode comprar e ele tem muito dinheiro, mas nem desconfia que eu sei. E depois que estivermos casados, ele não vai se livrar de mim. Eu posso tentar engravidar de verdade e ele nunca vai saber que esse exame é falso e que não havia um bebê quando nos casamos!

*******

Quando nós terminamos de ler aquela página o Matheus parecia em choque, quase como se a alma dele tivesse se desconectado do corpo. Ele tentou esconder as lágrimas, mas nbão disfarçou a raiva. Ele fechou op diário e o atirou naoutra extremidade do sofa Seus olhos brilhavam com a raiva.

- Você não tem idéia do quanto o Rossi estava sofrendo e essa maldita o prendeu por onde mais lhe doía! - O Matheus parecia abalado demais e eu fiquei de joelhos no sofá e o abracei.

- Olha, eu não conheci a morta, mas só pelo que acabei de ler, eu já imagino as perversidades que nós vamos encontrar naquilo ali. Você precisa manter a calma ou nós nunca conseguiremos ler esse lixo. - Eu falei gentilmente e ele concordou.

- Eu acho que preciso me preparar melhor pra isso! - Ele passou os braços em mim, sem nenhuma intenção oculta, porque ele era direto com o que queria, e naquele momento ele queria apenas o conforto de um abraço.

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

Meus lindos, meu irmão costuma dizer que eu sou estranha, eu brinco dizendo que sou capricorniana e capricornianos são conhecidos por se fechar às vezes em momentos de reflexão e isolamento para processar os sentimentos negativos e as dores da perda. Eu vivi esse momento nos últimos dias, por isso estive ausente aqui dos comentários. Mas, parou de trovejar, a dor é como chuva passageira, né?! E agora, a janela está aberta para o sol! Me desculpem pela ausência, mas mesmo esses dias eu encontrei os braços de vocês abertos me oferecendo conforto e luz e vocês tornaram essa chuva passageira menos densa, menos fria, menos cortante. Obrigada por oferecerem esse carinho.

Outra coisa, dentro desse período de reflexão eu tive noites insones, por isso os horários de publicação estão essa bagunça, porque eu perdi algumas noites de sono e virou bola de neve. Mas eu estou trabalhando em melhorar isso.

E, como vocês merecem todo o meu afeto, ontem teve três capítulos porque eu não podia deixar a tropa sem o resto da história do casamento do José Miguel. E hoje teve Peste e Carrapato especialmente aqui, um mimo esses dois juntos, para começarem a nos contar sobre o bendito diário e a primeira bomba estourou fazendo muito barulho para o Matheusinho. Mas amanhã nós vamos saber qual é a condição da Evita para o Rossi! Aguardem!

Queridos, um beijo no coração!

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