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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 92

"Eva"

As fotos daquele acidente eram horríveis de se ver, o carro branco retorcido nas árvores, o parabrisa quebrado, vidro e sangue por todos os lados. Era impossível não imaginar a cena de horror daquele momento da vida dele. Era impossível não me doer por ele.

E no meio de todo aquele caos e todo aquele horror, ele foi chantageado, emocionalmente manipulado, totalmente destruído, não apenas pelo luto, mas pela lembrança constante daquela tragédia. Se ue já odiava aquela crobra de aplique, agora eu queria fazer picadinho dela! E eu já tinha uma idéia de por onde deveria começar.

- Me diz, amorzinho, o que eu faço para você não me deixar? Para te convencer a ficar comigo e me ajudar a sair desse inferno que eu tenho vivido? - Ele perguntou com os olhos esperançosos, mas eu não sabia se ele concordaria com o meu pedido ou se seria um limite difícil para ele.

- Me convida para jantar! - Eu sorri e o sorriso dele foi maior que o meu.

- Só isso? Se for assim, a mesa está posta. - Ele me lembrou que o jantar ainda esperava por nós.

- Não aqui e não hoje! - Eu o encarei e ele estava sorrindo.

- Onde você quer que eu te leve? É só me dizer. - Ele estava beijando o meu pescoço.

- Quero que você me convide para jantar na sua casa. Não no apart, mas na sua casa. - Ele ficou tenso debaixo de mim. - Quero conhecer a Candinha e quero que você também convide o Matheus e a Gabi, nós precisamos deles. Eu quero me sentar ao seu lado e encarar a cobra de aplique como sua namorada, para que ela entenda que não adiante tentar mexer comigo e que acabou essa chantagem que ela fazia com você.

- Eva, aquela casa... - Ele apoiou a testa no meu ombro. - Eu não quero você lá.

- Você não me quer lá porque é a casa da sua família. - Eu suspirei e saí do colo dele. Agora eu me sentia a porra da amante.

- Não é nada disso! - Ele se levantou e segurou o meu pulso. - Colocar você naquela casa de frente para a Carmem não me agrada. Isso é uma péssima idéia por muitos motivos. E aquela casa... não combina com você, é como se eu levasse um anjo para dar uma volta no inferno!

- Eu não sou um anjo, José Miguel! Eu também tenho garras, bem afiadas. A Carmem pode ter me visto fragilizada, mas só porque ela me pegou de surpresa. E eu quero que ela veja que eu não tenho medo, que ela não vai me colocar para correr assim tão fácil.

- Ela quase colocou. - Ele murmurou e ele tinha razão. Foi por muito pouco que eu não fugi.

- Mas agora eu sei de tudo. E não vou mais acreditar em nada que ela me disser, em nenhuma maldade. - Eu toquei o rosto dele e percebi a batalha que ele travava.

- Eu não gosto dessa idéia, vai ser desagradável, ela vai te machucar e eu queria muito evitar isso. - Ele fechou os olhos absorvendo o meu toque.

- E eu quero que ela pare de machucar você! - Eu falei com suavidade. - Sinto muito por ela ter perdido a filha, mas não foi sua culpa e ficar atirando isso em você é cruel demais.

- Eu estava ao volante, minha linda. - Ele me abraçou muito apertado. - Eu fui aquele aniversário quando nós já tínhamos brigado pela manhã por causa disso. Se eu não tivesse insistido, ela não teria ido atrás de mim e aquela briga nunca teria acontecido. Ela estava grávida, os hormônios da gravidez a estavam afetando muito, eu sabia de tudo, você viu o relatório do médico dela naquela pasta, datado de uma semana antes do acidente. Eu tinha que ter evitado que ela se estressasse e eu não evitei. Foi minha culpa, Eva!

- José Miguel, eu vi cada papel naquela pasta e nao foi sua culpa! Além do mais, o médico que assinou o relatório, dizendo que ela estava a beira de um colapso nervoso, não é nem ginecologista, nem psiquiatra. Não desmerecendo o médico, mas se ela estava grávida, porque o próprio obstetra não fez esse relatório? Além do mais, pelo que você me contou, foi ela quem puxou o volante, você nunca conseguiria controlar aquele carro, muito menos debaixo de chuva!

- Estou começando a achar que você e o Matheus são irmãos separados na maternidade. Ele me diz as mesmas coisas. - Ele deu um sorriso suave.

- Porque o Cachorrão sabe das coisas e ele é um amigo de verdade! - Eu sorri para ele. - E falando no Matheus, onde está a Gabi? Já está muito tarde!

- Ela está na casa do Matheus. Ele veio trazer a pasta pra mim e levou a Gabi. Acho que ela não volta hoje. - Ele explicou.

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