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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 93

"Matheus"

***Diário da Cora***

As coisas não andam muito bem. O José Miguel está se afastando de mim e a minha mãe está me infernizando, dizendo que eu preciso ficar mais atenta ao meu marido, que nós não podemos perdê-lo. Nós... até parece! Ela pensa que eu não percebo o jeito que ela se insinua pra ele, mas eu sei bem que ela está tentando conquistá-lo. Se faz de sogra dedicada, mas eu sei muito bem o que ela quer. Ela tem uma fixação por ele que eu nunca consegui entender. Desde que nós armamos esse plano para fisgá-lo, eu sempre tive a impressão de que ela queria mesmo era estar no meu lugar. Mas isso não vai ser possível, mamãe! O milionário é meu! Rs. Ela, se quiser, pode tentar conquistar aquele insuportável do Matheus Bittencourt. Esse é uma pedra no meu sapato. Se não fosse por ele, que está sempre por perto, eu já teria concluído meus planos e a essa hora estaria curtindo dias de sol em Cancun. Mas o Matheus parece que é a esposa do José Miguel, vive grudado nele e colocando idéias na cabeça dele. Ainda bem que eu estou conseguindo pelo menos mantê-lo longe da minha casa desde que eu sofri aquele aborto. Rs. Aborto! Nem grávida eu estava! Mas aquela história funcionou bem para que o José Miguel se casasse comigo. Coitadinho, tão carente! Eu deveria ter engravidado logo que nos casamos, eu queria mesmo era engravidar de verdade, mas aquele idiota parou de beber e mal toca em mim, quando toca se lembra de colocar o maldito preservativo e se certifica de descartá-lo muito bem. Eu fiz inúmeras cenas, reclamando do preservativo, insinuando que se ele não tinha uma amante então não tinha porque manter relações comigo, a esposa, usando preservativo. Mas ele só me ignora e continua usando o preservativo nas poucas que me toca-. Isso me irrita tanto! E não bastasse o meu marido evitar me tocar e só cumprir com o débito conjugal de vez em quando, a minha adorada mãe começou a me chantagear logo que eu me casei, ela queria viver no luxo, queria sair da vidinha medíocre que nós vivíamos antes desse casamento. A minha própria mãe me chantageou! E foi assim que ela armou a farsa do aborto com aquele médico incompetente amigo dela e se meteu dentro da minha casa. E desde que ela chegou as coisas só pioraram e eu sinto que vou perder o José Miguel a qualquer momento. Então eu cheguei a conclusão de que eu preciso fazer alguns sacrifícios, eu preciso deixar as minhas noites de diversão e tentar engravidar. Vai ser um tédio, mas um filho vai me garantir na vida! Amanhã eu vou ao médico, nem a minha querida mãe sabe, eu marquei um especialista para que ele me ajude a ficar mais fértil, não custa dar uma ajudinha, além do mais, se eu estiver fazendo um tratamento para engravidar, eu vou saber exatamente o melhor momento para seduzir o meu maridinho e ser infalível! Eu já tenho um plano muito bem pensado e ele não vai resistir. Aí eu fico grávida e quando o herdeirinho nascer eu vou viver a vida que eu mereço, vou usar a criança para arrancar tudo o que eu quiser do meu maridinho carente. E vou até me livrar da minha mãe, porque eu não suporto o tanto que ela fica falando e se comportando como a dona da casa, eu odeio isso! Ela não vai conseguir o que quer, nem que ue entregue o José Miguel de bandeja para uma mulher qualquer, mas para a minha mãe não! Onde já se viu a mãe querer roubar o marido da filha? Até eu tenho limites, mas a D. Carmem parece que desconhece essa palavra. Ah, mas eu não vou ficar estressada, eu li que não é bom para quem quer engravidar e eu vou engravidar e tirar tudo o que eu quiser do José Miguel!

*********

- Ela era muito pior do que eu imaginava! - Eu virei o copo de wiskhy e o bati- sobre a mesa lateral, colocando a mão no rosto. - Chega dessa merda por hoje.

Já era madrugada e a Gabriele e eu já tínhamos lido boa parte daquele diário e as coisas só ficavam piores, tão piores que num determinado ponto eu larguei o vinho, porque precisava de algo mais forte para continuar lendo aquilo.

- Que nojo! A sogra é apaixonada pelo Rossi?! - A Gabriele comentou ao meu lado, seu corpo junto ao meu. A medida que as horas foram passando e nós nos envolvemos na leitura ela relaxou e se acomodou debaixo do meu braço, apoiando o corpo no meu peito, e com os pés sobre o sofá.

- Isso explica muita coisa. Eu brinquei sobre isso tantas vezes, mas é tão absurdo que eu mesmo sempre achei que era uma brincadeira idiota. - Eu confessei.

- Carrapato, o Rossi precisa ler isso!

A Gabriele tinha razão, mas eu não sabia se o Rossi conseguiria ler tudo aquilo sem surtar e nós nem tínhamos lido tudo ainda, apenas a parte de uma semana antes do casamento, até uns dois meses antes do Rossi descobrir que a Cora estava grávida dos gêmeos.

- Gabi, não sei se o Rossi tem estrutura para ler isso e não se afundar outra vez. - Eu confessei o meu medo. - Olha, ele pode se fechar, pode começar a achar que todas as mulheres são como essas malditas e isso pode levá-lo para o fundo do poço.

- É, considerando o que você me contou, pode ser. Mas a gente não tem o direito de esconder isso dele.

- Não, não temos. Mas nós podemos esperar um pouco para contar a ele. Pelo menos até que ele e a Eva estejam mais sólidos e a Carmem não consiga mexer tanto com a cabeça dele. Eu posso falar com o psiquiatra dele também e...

- Psiquiatra?

- É, o Rossi começou a ver um psiquiatra, justamente para entender o que fazer com todos os sentimentos contraditórios que ele tem, porque ele está apaixonado pela Eva.

- Ele quer melhorar para ficar com a minha amiga? - A Gabriele perguntou com um meio sorriso e eu fiz que sim. - Ah, que lindo! Olha, eu acho que não tem maior prova de amor do que alguém fazer psicoterapia para ter saúde mental para ter uma vida feliz com a pessoa amada.

- Quer que eu vá ao psiquiatra por você, Peste? - Eu a provoquei.

- Ah, é uma boa idéia, quem sabe você não trata essa sua fobia de relacionamentos. Aí talvez, só talvez, eu te dê uma chance de tentar me conquistar. - Ela me encarou toda engraçadinha, sem saber que tinha colocado o dedo na ferida.

- Se for assim, acho melhor fazermos terapia de casal, pra você entender que nem todo homem é canalha, que nem todo homem mente, que nem todo homem usa as mulheres. - Eu devolvi e antes que o clima pesasse ainda mais eu sorri e fiz uma gracinha. - Mas se você quiser, Peste, você pode me usar que eu não ligo. Já te falei, por mim a gente estava se pegando gostoso!

- Ai, Matheus, que ridículo! Olha, eu posso até dividir a cama com você, mas você não vai tocar nem um dedinho em mim. Entendeu, Carrapato, você não pode me tocar! - Ela respondeu irritada quando entramos no corredor e eu a peguei pela cintura e coloquei contra a parede.

- Jogar na parede, beijar gostoso e morder o pescoço pode? - Eu pairei a minha boca sobre a dela esperando a resposta.

- Se você fizer isso, Carrapato...

Eu não esperei a ameaça vazia dela, eu cobri a boca dela com a minha e a beijei, a beijei como se fosse transar- com ela ali mesmo, minha língua dentro da boca dela exigente e experimentando cada cantinho daquela boca. Ela correspondeu ao beijo, correspondeu com a mesma intensidade. Ela me queria, eu tinha certeza, mas ela ainda estava resistindo. Eu mordisquei o seu lábio e beijei a linha do seu maxilar, cheguei ao seu pescoço e espalhei beijos antes de dar uma mordidinha e chupar a sua pele delicada entre os meus lábios. E foi nesse momento que eu ouvi o seu gemido no meu ouvido e tive certeza que aquela mulher ia ser minha, eu só precisava ter paciência, deixá-la subindo pelas paredes e recuar até que ela pulasse sobre mim.

- Vamos dormir, Peste, mas se você sentir tesão, me acorda! - Eu falei no seu ouvido e a levei para o meu quarto. Eu não tocaria nela, não esta noite, mas eu a deixaria querendo me tocar!

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

E hoje rolou mais um pedacinho do diário do mal por aqui! Capítulo grande e o desejo de Evita. Não sei se isso vai prestar não, acho que alguém vai ter uma indigestão nesse jantar.

Beijo no coração, meus lindos!

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